terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Facebook = timeline será obrigatória

Timeline será obrigatória a todos os perfis de usuários do Facebook

Implementação será feita 'nas próximas semanas', diz blog da empresa.
Recurso exibe linha do tempo da vida virtual do usuário.

Do G1, em São Paulo
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Modelo de Timeline, o novo perfil do Facebook (Foto: Reprodução)Modelo de Timeline, o novo perfil do Facebook liberado nesta terça-feira (24) para todos os usuários (Foto: Divulgação/Facebook)
O Facebook anunciou nesta terça-feira (24) que vai implementar a Timeline para todos perfis da rede social nas próximas semanas. Este recurso, que exibe uma linha do tempo da vida virtual do usuário, estava disponível mundialmente desde 15 de dezembro de 2011, mas agora será obrigatório. Por enquanto, só não valerá para as páginas corporativas - como de empresas e produtos, que são apresentadas como um mural.

O usuário que ainda não aderiu à Timeline receberá um aviso nesse período e deverá implementar a novidade. Segundo o Facebook no Brasil, a mudança será feita aos poucos.
Ao alterar o perfil para exibir a Timeline, o usuário passará por um período de adaptação de 7 dias, em que somente ele verá o novo visual da página. Durante esse tempo, ele poderá decidir o que quer que as pessoas vejam e adicionar novas informações.
Como funciona
O recurso muda o visual clássico do Facebook, agregando uma grande foto, destaques da história pessoal, música, além de aplicativos à página do perfil.
Na quinta-feira (19), o Facebook anunciou a integração de 60 novos aplicativos à  plataforma, permitindo que os usuários possam se conectar com eles e compartilhar dados diretamente na Timeline (linha do tempo) no site. (Veja a lista no site do Facebook)
Entre os aplicativos estão programas para monitorar desempenho em corridas, cadastrar locais para onde o usuário viajou, ler e compartilhar notícias, entre outros. Há apps, como são chamados estes programas, famosos como o "Foodspotting", para fotografar e compartilhar pratos de comidas e avaliar restaurantes, o "BranchOut", rede social de trabalho, e jogos como "DiamondDash".
Detalhe de um perfil do Facebook com Timeline mostra atualizações de histórias pessoais (Foto: Divulgação/Facebook)Detalhe de um perfil do Facebook com Timeline mostra atualizações de histórias pessoais (Foto: Divulgação/Facebook)


 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Drink no inferno

Militantes partidários na web; gente a soldo de uma causa e alguns imbecis sem estilo; são os três tipos de pessoas que usam a web para comunicar o que pensam fazendo os demais, que aqui denomino como os sensatos e mais equilibrados a viver a experiência similar a de beber um drink no inferno.

Nem sempre uim drink é coisa boa, mas com certeza ele será tanto pior quanto o ambiente.

Essa gente estranha tem dois costumes básicos: O primeiro é apontar algo que você não disse para em seguida reclamar da sua postura, que na verdade não teve para então justificar o que fazem praticando aquilo que reclamaram em você. Já o segundo é tratado ao final do texto.

Isso ocorre na política, nas redes sociais, nas mídias e com uma frequência tão grande que faria Maquiavel se sentir um tolo ingênuo.

No final dos anos 60 e durante toda a década de 70; por conta da ditadura militar e da oposição a ela, havia uma dicotimia estabelecida a ferro e a fogo: Quem se posicionava a favor de qualquer coisa no país automáticamente estava alinhado com a ditadura, logo era um direitista ou de direita, portanto fazia parte da legião do mal. No sentido inverso, quem reclamava estava alinhado com a esquerda mesmo que não fosse um esquerdista, logo era oposição a ditadura, portanto fazia parte dos heróis ao lado de tudo que era bom, justo e correto.

Em momentos extremos, extremistas são as posições, e se a direita era truculenta, a esquerda por seu lado era intolerante; embora sejamos francos, alguem com poder ditatorial torna-se as duas coisas, já que as ditaduras de esquerda na antiga URSS, na China, na Coréia mataram na casa dos milhões, pessoas de sua própria cidadania, de seus paises e eram intolerantes com a dissidência interna e oposição externa.

Hoje em dia, sabe-se que os gorilas de ontem também sabem amar e os estóicos e puros do passado não são tão abnegados. As coisas se tornaram fluidas e por isso, as barreiras éticas cairam de certa forma, tornando as ideologias similares às religiões, com embates vazios e similaridades tantas que não se sabe o porque de haverem tantas.

A liberdade que a web dá a todos de se expressar permitiu que vivenciemos a antiga maldição ou punição bíblica que caiu sobre Babel, entretanto a original confusão de linguas, hoje em dia na babel moderna da web é  confusão de pensamentos e ninguem entende ninguem porque o pensamento, assim como a maioria das instituição políticas, intelectuais, religiosas e sociais tornaram-se uma espécie de self-service no qual as pessoas escolhem aquilo que lhes agrada não o que realmente necessitam.

E assim vivemos a encruzilhada de ações que fazem com que a maioria das pessoas ao avançar não saiam do lugar, afinal:

- Para que abandonar hábitos ruins, comportamentos negativos e ideológias vazias, quando somos colocados diante de fatos que demonstram a necessidade dessas ações; se encontramos facilmente na web, nas redes sociais e na mídia, idéias, pensamentos e gente burra dos mais variados tipos que fazem cócegas em nossos ouvidos alimentando a idéia de que o que importa é você ser autêntico; mesmo que isso seja as custas de um cárater distorcido?
- Que ensinam que a ninguem se deve dar valor salvo se esse valor é comprado com o silêncio e a aquiescência de nossas ações não importando a perfídia por tráz delas?
- Que pontificam que o resultado vale o meio para este ser atingido, não importa qual o preço que esse meio exigirá em termo éticos?

As ações e as atitudes são alvo de artilharia pesada de uma militância organizada, desde a militância ideologica que envolvem uma verdadeira manada até a militância solitária de um só idiota que acha que os outros são todos retardados; se o emissor ou autor não comunga das mesmas idéias e os mesmos irão elogiar as mesmíssimas ações praticadas por outros unicamente porque se alinham nas mesmas fileiras.

E não importa qual o assunto, tema, ou veiculo usado, essas hordas possuem dois costumes básicos. O primeiro já citamos e cabe agora explicitar o segundo: - Agem de forma desmemoriada. E isso advém de um método muito próprio, porque ao assim agir, abdicam de sua história passada e da coerência que ela exige de todos. Sem história a limitar os parâmetros éticos das ações, não é necessário coerência de idéias com as mesmas e por isso práticam com sofreguidão aquilo que acusam nos outros.

Se para alguns é questão de encaminhar o sujeito ao médico, porque sofre de alguma doença mental que o limita de alguma forma, a grande maioria  age com a simples e velha hipocrisia que de certa forma torna-se letal quando se mistura com a inveja, o pecado preferido dessa gente, 

Caminhando  já pela segunda década do século XXI, embora vivendo em um mundo altamente conectado, estamos cada vez mais isolados.














sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Parece Photoshop mas não é!

Parece mentira, mas é verdade! Graças ao poder que o Photoshop e outros editores de imagem possuem, qualquer imagem bizarra faz as pessoas acreditarem que ela passou por algum tipo de "efeito". Por isso, o blog Oddee fez uma série de posts mostrando imagens que parecem "photoshopadas", mas que são reais, e o TechTudo reproduz nesta matéria as melhores.
Cintura fina (Foto: Reprodução)










Cathie Jung, a mulher da foto acima, realmente possui essa cintura devido a sua paixão por espartilhos.
Ondas no vinho (Foto: Reprodução)












Este efeito foi realizado graças ao fotográfo que inclinou a mesa e a câmera no mesmo ângulo.
Criança gigante? (Foto: Reprodução)










Homem pequeno (Foto: Reprodução)

























O mesmo efeito de câmera foi realizado nas duas fotos acima. Em uma, a criança se tornara gigante e no outro um homem se transfromou em um pequeno invasor de pacote de batatas fritas.
Duas mulheres em uma (Foto: Reprodução)
















Duas mulherem em uma? Na realidade é só um efeito graças a um espelho.
Sorvete de nuvem (Foto: Reprodução)














De um certo ângulo até parece que a criança está tomando um sorvete de nuvem.
O ataque do tubarão (Foto: Reprodução)




Na corda-bamba (Foto: Reprodução)






















Parece loucura? Mas é! A primeira foi feita pela Africa Geographic, no BBC Wildlife. E a segunda foto foi tirada por Jeff Cunningham e mostra Dean Potter praticando seus esportes radicais.
Cavalo sem cabeça (Foto: Reprodução)










Parece um cavalo sem cabeça, mas ele só estava com a cabeça inclinada para o outro lado.
Mulher voadora (Foto: Reprodução)
Uma mulher voadora na verdade é apenas uma mulher pulando na cama.

Unimed é impedida de reajustar contrato de cliente que completou 60 anos

Da Redação - 20/01/2012 - 14h32

O TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) manteve decisão que impede que seguradora Unimed reajuste em mais de 60% a mensalidade de um cliente que possui contrato com a operadora de plano de saúde há mais de 30 anos. O autor da ação havia recebido a notícia do novo valor no mês em que completou 60 anos de idade.

Em agosto de 2010, o cliente pagou R$ 448 ao plano de saúde. Entretanto, a fatura do mês de setembro foi emitida no valor de R$ 727, configurando um aumento de 62%.
Em sua defesa, a empresa alegou que, diante da mudança da faixa etária, o contrato assinado pelas partes teve de sofrer um aumento de 80,85% (montante total a que poderiam chegar todos os reajustes do convênio médico), mais a readequação anual de 6,75%. A Unimed pleiteou ainda a não aplicação do Estatuto do Idoso, que veda tais reajustes, afirmando que o contrato foi assinado antes da vigência da lei que o colocou em funcionamento.
Para os desembargadores da 3ª Câmara de Direito Civil do TJ-SC, a seguradora não pode impor ao usuário um reajuste exorbitante como condição para renovação do contrato. Isto, pois tal condição forçaria o cliente a aceitar os valores, ou a procurar outra empresa, tendo que sujeitar-se novamente aos prazos de carência.
Segundo o relator da ação, desembargador Saul Steil, “não se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente o contrato por vários anos, quando atingir uma idade de maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada a recusa à renovação da contratação”. E concluiu que o cliente foi “surpreendido com a comunicação de não mais interessar a renovação, ou que a renovação somente ocorrerá caso aceite o reajuste por faixa etária imposto pela operadora”.
Por fim, o TJ-SC citou os ditames do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor, além de aplicar o princípio da boa-fé objetiva entre as partes, para pronunciar o acórdão. A sentença manteve a decisão da 2ª Vara Cível de Curitibanos (a 300 km de Florianópolis). Acompanharam o voto do relator os desembargadores Fernando Carioni e Marcus Túlio Sartorato.
Número do processo: 2011.084554-9

Sobre o Irã e a questão atômica

Em recente debate no Rio de Janeiro entre o embaixador brasileiro no Irã e o chanceler Britânico.

Reportagem de hoje da FSP traz esse tema.

A questão é a posição iraniana de controlar o processo de enriquecimento atômico. E o segundo assunto é Israel.

Como boa parte dos paises se ressentem da predominância americana em tudo que é assunto e ao mesmo tempo não abrem mão da força e dos dolares americanos sempre que necessitam; cria-se uma situação curiosa em termo de relações exteriores nas quais a turma rosna para os americanos esperando que os mesmo venham em socorro se a coisa apertar.

No caso do Irã, é preciso lembrar que o país vive sob o manto de leis consideradas a vontade de Alá. Ninguem, seja uma pessoa, grupo, instituição ou país que se considere guiado diretamente por uma força divina, dá ouvido aos outros. Tem um ditado popular que diz que aquele que se entende com o patrão não dá ouvido a empregado. Ora se um país tem seu arcabouço jurídico, legal, e suas ações individuais e coletivas guiadas pela suposta palavra de Deus por meio de Maomé, não cabe discutir com as gentes infiéis.

O discurso dos dirigentes iranianos sempre foi ditado pelo nós contra eles; a absorção do papel de espada nas mãos de Deus; e uma contínua ojeriza a Israel. E nesse contexto unica e quase exclusivamente porque eles estão em terras que os "infieis" tiraram dos árabes. É claro que nesse contexto,  a questão de quem controla a cidade de Jerusálem é peça central do debate. Dito de outro modo: as disputas que envolveram as cruzadas com vitórias da cristandade e retomadas dos mulçumanos ainda é o cerne da questão. Só que no lugar dos cruzados está a atual democracia israelense.

Achei curioso que diplomatas se esforçem para aliviar a barra do governante do Irã neste sentido, dizendo que ele não disse que Israel deveria ser varrido do mapa. Ele quiz dizer varrido da história.

E os sensantos ficam a se perguntar se as duas coisas na prática não significam a mesma coisa? - Pois é!

Se o Irã quisesse negociar seriamente, ele soberanamente como o Brasil fez, diga-se de passagem, optaria por assinar tratados de não proleferação de armas atômicas, permitiria visitas nas usinas e inspeções sérias da ONU.

Existem aqueles que são sérios e outros que são menos sérios. Em qual dos dois tipos você encaixa os paises e seus governantes, vai do discurso coerente e das ações firmes e práticas que toma.

O unico cuidado que essa turma precisa tomar é não reprisar as ações de Chamberlain, ministro da Inglaterra que assistiu a Alemanha se tornar uma ditadura nazista, iniciar a guerra que se tornaria a segunda mundial e nada fez para impedir.







quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pessoas ficam deprimidas ao invejar a vida dos outros pelo Facebook

Comento: Antes que alguem tenha  ataques e saia apagando perfis; é preciso lembrar que a pesquisa indica um tendência. O universo estudado me pareceu um tanto quanto restrito, no entanto serve de alerta. Redes Sociais registram uma foto e não o filme.

Pessoas ficam deprimidas ao invejar a vida dos outros pelo Facebook

Eduardo Moreira Para o TechTudo
Um estudo realizado pela Utah Valley University revela que quanto mais as pessoas visitam páginas populares nas redes sociais maior será a impressão que essas pessoas são muito mais felizes. A consequência disso? Muitos internautas tristes por causa da felicidade alheia.
facebook-invejaInvejar a felicidade alheia no Facebook pode te deixar infeliz (Foto: Reprodução/ Alamy)

Foram entrevistados 425 estudantes para o estudo liderado pelos sociólogos Hui-Tzu Grace Chou e Nicholas Edge. A pesquisa teve como foco a análise da felicidade dos entrevistados em relação aos seus amigos no Facebook. Os participantes foram estimulados a responderem, de forma afirmativa ou negativa, questões do tipo “a vida é justa” ou “muitos dos meus amigos tem uma vida melhor do que eu”.
Os entrevistados também foram convidados a descreverem suas atividades no Facebook, incluindo o número de amigos cadastrados, a proporção de pessoas que elas realmente conheciam fora da rede social.
Foi constatado que 95% dos entrevistados usam o Facebook por aproximadamente 5 horas por dia, com um cadastro que tem pouco mais de dois anos e meio. Depois de estabelecer diversos filtros, como estado civil, sexo e opção religiosa, o estudo concluiu que quanto mais as pessoas gastam tempo no Facebook, mais forte é a sensação que seus amigos são mais felizes.

Isso se comprova com usuários que adicionam pessoas que nunca tiveram contato no mundo real. Outro resultado detectado é que as pessoas que usam o Facebook em excesso estão mais propensas a afirmarem que “a vida é injusta”.Mas isso não significa que tudo é ruim para aqueles que ficam muito tempo nas redes sociais. O mesmo estudo revela que esses mesmos “maratonistas” do Facebook estão menos propensos a acreditarem que “a vida é muito curta”.

De qualquer forma, Chou afirma que essa insatisfação é o resultado de um processo psicológico conhecido como “viés de correspondência”, que faz com que as pessoas façam conclusões precipitadas sobre outras pessoas, com base no conhecimento limitado de suas vidas (ou, em outras palavras, o pré-julgamento).Isso acontece principalmente pelas fotos publicadas no Facebook, onde pessoas que posam sempre sorrindo, alegres e felizes, passam a impressão de uma vida perfeita.

Vale a pena lembrar que todas as pessoas contam com altos e baixos na vida. Isso acontece com todos, sem exceção. Os especialistas alertam que os internautas não podem se deixar levar pelo “efeito de distorção” que as imagens passam e que aqueles que não são próximos aos “amigos” virtuais não podem se deixar levar por aquilo que as imagens mostram. Caso contrário, vai ser fácil viver com a amargura do comparativo da foto publicada no mural, com a imagem que o internauta vê no espelho todas as manhãs.
Via Daily Mail

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Uma análise do artigo da FSP sobre a cracolândia

Vladimir Safatle é professor na USP escreveu um artigo usando como pretexto a operação da polícia na cracolândia para criticar o atual governo paulista.

Não vou entrar no mérito da questão real, que é a oposição partidária do qual esse professor faz parte, mas avaliar o texto que foi publicado na Folha de São Paulo. Se as aulas que esse professor leciona na USP tem o mesmo apuro com que escreve, penso que seus alunos são seriamente prejudicados.

Ao texto:


O governador de São Paulo parece ser um daqueles que rezam pelas virtudes curativas do porrete da polícia. Não é de hoje que ele expõe a sociedade às "ações enérgicas das forças da ordem", mesmo que a eficácia de tais ações muitas vezes seja próxima de zero.
O autor começa fazendo uma afirmação subjetiva. Entretanto, como o objetivo é criticar o governo e não fazer uma avaliação concreta dos supostos casos de violência policial ou estado policialesco, o autor tentará estabelecer um padrão de fatos sem nenhuma ligação direta entre si para que se pareçam um padrão de comportamento e ação e assim fundamentar a acusação.

Há anos, sua polícia envolveu-se em uma operação para exterminar líderes do PCC, isso no caso conhecido como "Castelinho". "Estamos definitivamente livres do PCC", afirmava solenemente o secretário da Segurança. Anos depois, o mesmo PCC parou São Paulo em uma das mais impressionantes demonstrações de força do crime organizado.
Esse "há anos", foi em 2002. A operação foi prender um grupo de bandidos do PCC que estavam armando um assalto gigantesco. A polícia interceptou os seis veiculos, entre eles um onibus e foram recebidos a bala. Os marginais possuiam coletes a prova de bala e armamento pesado. No confronto morreram 12. A turminha da esquerda e de oposição para ter o que criticar acha que a policia deveria receber os marginais com flores ou atirando para o alto. Na cabeça torta dessa gente, conflito equilibrado seria se 12 policiais ou mais fossem mortos no confronto. Depois o equilibrado articulista declara emocionado que o PCC atacou parando São Paulo. Eu pessoalmente, chamaria o evento de terrivel, temeroso, horriveis, e por ai vai. Impressionante como se tivesse sido um cataclisma da natureza dificilmente. As palavras obviamente indicam a escolha ideológica do discurso, e como se sabe, militância e equilibrio análitico nunca andam de mãos dadas. No RJ, as favelas foram "limpas" de traficantes com o uso das forças armadas e policia e criaram as operações de pacificação. Menos de um ano depois, uma das favelas voltou a apresentar confrontos entre traficantes e policiais e o articulista é todo elogios a politica do governo de lá, porque coincidentemente é partido de apoio do governo. Aqui, a policia mata 12 marginais do PCC, três anos depois ele atacam delegacias em SP e o articulista, muito sério, acha que o segundo movimento é reação ao primeiro e tudo culpa do governo paulista.

Mais ou menos nessa época, militantes de direitos humanos se mobilizaram para exigir o afastamento de membros da polícia acusados de praticar tortura na ditadura. Expressiva maioria dessas demandas permaneceu letra morta.
É aquela velha estória. Se a anistia considerou anistiados os envolvidos nos dois lados da disputa, como afastar da corporação, alguem supostamente envolvido em uma ação que foi anistiada? Se o STF já julgou o caso e o relator foi um juiz que na juventude foi preso e torturado, fica facilmente comprovado que o eterno discurso é feito, não para apresentar resultado concreto, mas para ser usado nesse tipo de argumentação, no qual o enunciante é sempre marcado como ao lado do bom, do belo e do virtuoso e o outro, seguindo e amparado em lei, é emissário do mau e de tudo que é diabólico.

Só nos anos de 2011 e 2012 vimos mais dois exemplos patéticos de atuação de uma polícia que sempre gostou de confundir segurança com demonstração histérica de força. A primeira ocorreu na USP.
Após a intervenção policial no desalojamento de estudantes que invadiram a reitoria, cresceram denúncias de maus-tratos praticados por policiais.

Chegamos na peça de resistência do articulista. A polícia obedeceu uma ordem judicial solicitada pela administração da USP, porque o prédio da reitoria que é um prédio público estava tomando visando como sempre um movimento político. Não houve uma troca de socos, um tiro de borracha, nada, porque a força policial que é a institucionalmente e democráticamente definida para cumprir e fazer executar as leis, estava em maior número que os invasores. O articulista acha que deveria ter sido enviado um agrupamento de escoteiros e bandeirantes, talvez noviças de um convento. Só rindo mesmo. Uma pesquisa séria que qualquer um pode fazer na web, demonstrará a destruição de propriedade pública que os invasores perpetraram. Segundo o blog do Reinaldo Azevedo, a fazenda da familia do articulista foi invadida e eles tomaram a mesma providência que a USP, entraram com pedido de reintegração de posse. Se os invasores se recusam a obedecer a ordem judicial, ele impedirá que a policia faça cumprir a ordem do juiz? - Pois é!

O último capítulo foi a recente e inacreditável cena de um policial com arma em punho ameaçando um estudante: prova cabal do despreparo de uma corporação acostumada a atirar primeiro e pensar depois. A sociedade deveria ler com mais calma os estudos que se avolumam nas universidades sobre violência policial.
O que ele não conta é que o policial foi imediatamente afastado do trabalho e está respondendo o devido processo legal. Já a vítima, que é estudante profissional da USP e milita nesses grupelhos, não é uma vítima somente do malvado policial, já que é estranho que estivesse trabalhando em um bar instalado em local público quando deveria naquele momento estar assistindo aulas.

Agora, fomos obrigados a assistir a uma incrível intervenção na chamada cracolândia.
O que ele chama de incrivel, no sentido negativo da palavra, é uma ação policial para acabar com aquilo que por anos foi tema de reportagens e denúncias em televisão, um pedaço da cidade entregue ao tráfico e vício de drogas. Com a ação policial, traficantes foram presos e quantidades enormes de drogas foram apreendidas. 

Nada adianta a maioria dos profissionais de saúde mental insistir no absurdo que significa tratar uma questão de saúde pública como um problema de segurança. Nada adianta lembrar que a maioria das pessoas nessa região não são traficantes. São, na verdade, usuários, que devem ser tratados não a bala, mas em leitos de hospital. Afinal, há uma parcela da população que se excita quando vê a polícia "impondo a ordem", por mais teatral e ineficaz que seja tal imposição. Para tal parcela, a polícia é um fetiche que serve para embalar o sonho de uma sociedade de condomínio fechado.
Raciocinio não é privilégio nato de anos de estudo como se vê. O vício definitivamente é uma questão de saúde pública, mas o tráfico de drogas, o marginal que fornece e alimenta o vicio é um problema de segurança. Levada na prática e ao pé da letra a como direi, idéia do sujeito, deveriámos instalar hospitais e médicos ao longo da fronteira e deixaria de haver o tráfico vindo da Bolivia. Embora seja verdade que a maioria das pessoas não sejam traficantes, alguns são, afinal qual outra razão para tantos viciados se aglomerarem nas mesmas ruas? E que se note, viciados não foram presos, salvo os que resolveram enfrentar a policia, instigados em boa parte por essa turma militante. O governo deveria ser audacioso e deixar esse pessoal tomar as decisões relacionadas com o tema no lugar do governo. Voce leitor, tem idéia de qual seria o resultado? Pois é.

Se tais pessoas, ao menos, se lembrassem de Philippe Pinel, o pai da psiquiatria moderna, talvez elas entendessem o valor nulo de tais ações policiais, assim como da defesa de políticas de "internação compulsória" de viciados.
A lei proibe internar alguem contra sua vontade. Logo é preciso estrangular a lberdade de ir e vir do traficante de drogas. O viciado uma vez que não consegue sua dose, pode estar propenso a procurar ajuda. Mas pense, qual discurso convincente é possivel fazer que convença alguem que está com o cérebro dilacerado pela droga pensar de forma racional? 

A dificuldade da situação é tão complexa que essa gente pródiga em criticar tudo, todos e qualquer coisa, deveria se oferecer para estudar idéias práticas que visem prejudicar em muito o tráfico de drogas, ajudar viciados a controlar sua necessidade (já que ninguem se cura), mas ao invés disso preferem as idéias modernas como fornecer seringa, local com higiêne, agua para que viciados usem  drogas com segurança.

Aquele que é vítima de sofrimento psíquico (e a drogadição é um deles) só será curado quando o terapeuta for capaz de criar uma aliança com a dimensão da vontade que luta por se conservar como autônoma. Não será à base de balas e internação forçada que tal aliança se construirá.
Balas até agora foram para criminosos traficantes. Ninguem até agora foi internado de forma compulsória. Sendo assim, porque a crítica; salvo o fato do governo em questão ser o paulista?