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quarta-feira, 24 de junho de 2009

FAÇA O QUE DIGO MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO...

Ai, Ai...Tava demorando mas aconteceu.

Luis Nassif, blogueiro, criou uma espécie de dossiê contra a revista VEJA que era na verdade uma ferramenta de ataque contra Daniel Dantas, depois VEJA/FSP, depois blogueiros, depois...Enfim, com direito a capítulos como se fosse uma novela, arquivos de textos que podiam ser acessados e copiados, etc.

A blogosfera militante se uniu como colméia junto ao zangão-rainha, cujo poder de aglutinação ficou claramente documentado no caso do programa Roda-Viva com o ministo do STF Gilmar Mendes e o dilúvio de emails contra o programa, contra um dos entrevistadores, contra o entrevistado, contra a emissora, bem...o resultado foi o ombusdman formar parelha com o principal reclamante, citando Nassif por nome e tornar-se crítico pela primeira vez, de um entrevistador convidado.

Adiante;

Luis Nassif escreve o tal dossiê sem apresentar um único documento que comprovasse as afirmações, salvo trechos de reportagens, suas datas de publicação e sua particular interpretação do tom de perguntas e intenções.

Gravataí Merengue a bordo do Imprensa Marrom, disparava seus canhões contra o alvo do Dossiê, a revista VEJA, até que o tal dossiê atacou uma jornalista da FSP, Janaina Leite. Gravataí que não é jornalista, resolveu ouvir o outro lado da história e percebendo que o dossiê não era exatamente uma peça cientifica, passou a re-avaliar os capitulos dessa vez, com lupa.

Quando alguem é honesto, ele o é em qualquer circunstância e nesse caso, o que fez Gravataí Merngue? Publicou sua opinião, no blog dele, tendo por base sua avaliação do dossiê e o que ouviu das pessoas atacadas; mudando sua opinião e fazendo uma crítica que no entanto, não era desrespeitosa com Luis Nassif.

Como resultado, o que faz Luis Nassif? Atacou Gravataí e uma vereadora paulista para a qual, Gravataí trabalhava.

Como as agressões de Luis Nassif e seus comentaristas foram pesadas, Gravataí acrescentou ironia e sarcasmo às postaagens demolidoras do castelo de cartas que era o tal dossiê VEJA. E como quem ataca não pode reclamar de ser atacado, Gravataí foi investigar a estória do empréstimo do BNDES ao Luis Nassif.

As informações foram colocadas num site a parte o do blogueiro e eram baseadas em documentos públicos das ações do BNDES contra Nassif.

A coisa ficou tão pesada que Gravatai Merengue evitou por um bom tempo a citação do nome de Luis Nassif no seu blog, deixando claro que isso poderia prejudicar pessoas a ele ligadas.

Contra a verdade e os fatos não há argumentos, já dizia o velho ditado. Bastaria a Nassif trazer os documentos que comprovam sua idoneidade no caso e pronto; questão resolvida. Mas o que faz ele?

Entra com uma ação contra o Google e fecha um acordo para que a mesma encerre o site com as acusações contra ele.

É curioso que ele se posicione como vítima da VEJA por conta de ações que a editora Abril colocou contra ele por conta de seu dossiê; mas consegue o leitor imaginar se a VEJA tivesse conseguido por via judicial com o IG o mesmo que ele conseguiu contra o blog com os documentos sobre o BNDES? A blogosfera teria vindo abaixo.

Luis Nassif esqueceu VEJA a um bom tempo. Nunca mais publicou nenhum capitulo de sua saga justiceira contra o "bando" de Daniel Dantas.

Gravatai no Imprensa Marrom tem respondido as postagens de Luis Nassif contra ele e vem demonstrando como fez à época do Dossiê VEJA, fatos amparados em documentos e não interpretações de texto somadas a Ctrl V e C.

Pois é! Luis Nassif mais uma vez demonstra como praticar um velho adágio: Faca o que digo mas não faça o que faço!!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Travou o bom combate

Segundo informações do próprio blogueiro, o Imprensa Marrom cerra as portas em Janeiro. Os motivos são a falta de tempo.

De forma bem diferente de muitos blogs, o Gravatái Merengue costuma postar dando links, fazendo cópia de documentos e gravando as páginas que contem as informações que ele critica ou usa como apoio de suas conclusões.

Em geral isso acaba com qualquer argumentação contrária sobrando apenas as desqualificações. Ele, mais generoso que eu, sempre as publicou.

Agora com o tempo tomado por atividades profissionais resolver limitar-se aos blogs mais amenos.

Claro, isso tudo pode acabar não acontecendo e o IM continuará existindo.

De qualquer forma, para os leitores será uma perda.

Sucesso, pleno e irreversível é o que desejo ao Gravataí Merengue com ou sem o Imprensa Marrom.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

É ou não é patrulhamento?

Quando existe idealismo, ao meu ver, ele não é mais exarcebadamente praticado em um caso e outr não. O idealismo como norte é constante.

Quando ele aflora a depender das circunstâncias, o idealismo cede lugar ao ideologismo, ao militantismo.

Quando esse ideologismo e militantismo é focado, severamente focado em uma determinada situação e outra situação similar porém não necessáriamente contrária ao pensamento militante, então esse ideologismo cede o lugar para o patrulhamento.

Assistiu-se a isso no caso do programa Roda Viva; e teço esses comentários a partir dos digamos assim, blogs mais acessados. Um sem número de blogs que formam o que o "Imprensa Marrom" chama de Petistofera, não será considerado, porque justamente agem de forma militante. São aqueles que acham e clamam aos quatro ventos que é graças ao governo do PT que o sol ainda se lavante e põe por estas terras.

Paulo Henrique Amorim, Luiz Nassif, Mino Carta entre outros, replicaram, na verdade agiram coo generais em guerra, orientando tropas e comandos em ataques ordenados.

Como o mais "conhecido" é Luis Nassif, vou basear-me nele.

No caso do ministro do STF, houve do comentário indiretamente jocoso ao claro repúdio e Nassif em resposta a um comentarista deixava claro que a questão não era entrevistar o ministro mas quem foi convidado para entrevista-lo e Reinaldo Azevedo no caso não deveria ser convidado para entrevistar ninguem.

Tinhámos então: a) críticas ao típo de entrevista que seria ou uma preocupação com uma "conversa entre amigos" e; b) críticas aos entrevistadores, ou sendo eles quem são, não podem aparecer, ter voz ativa, seja lá o que isso for.

E com efeito, as hordas de emails atacando ora um aspecto, ora outro ou ambos foi de tal ordem que gerou posicionamento do ombusdman antes, durante e depois do programa realizado.

A idiotice dos argumentos é tão grande que nem seria o caso de comentar, mas façamos isso para registro.

Quanto ao aspecto (a), a crítica é tão desqualificada que para ter valor deveria ser constante. E qual foi a crítica quando o programa anterior foi mais do que nunca uma conversa entre amigos? Essa turma, tão ciente das "coisas" sequer percebeu o que se passava, mas bastou um deles perceber que o programa seria com o juiz e com aqueles "entrevistadores" e pronto.

Quanto ao aspecto (b), a crítica é tão ridícula, superficial e marginal que os mesmos que atacaram a emissora dizendo que ela NUNCA DEVERIA ter chamado Reinaldo Azevedo, por exemplo, são os mesmos que louvam as vítimas do AI-5 que tiveram sua liberdade de falar restringida, aliás como ocorreu com todo mundo. Mas trata-se do blogueiro da VEJA? Para a fogueira com ele. E que se note, os mesmos que vivem a criticar a forma dos postulados, o estilo de escrita, as idéias e pensamentos do blogueiro não expoêm uma unica razão (não motivo, mas raciocinio, deu pra entender?), para discordância. Desqualificam a pessoa, o hábito, o estilo, a endumentária.

Hoje a noite, será a vez do delegado Protogênes, arquiteto do primeiro relatório do inquérito Satiagraha. Foram escolhidos 4 jornalistas, sendo que dois deles são blogueiros bastante acessados.

Sabe qual o impacto que os "generais" causaram divulgando o "evento"? A comparar com o anterior; nenhum.

No blog do Nassif, A entrevista de Gilmar Mendes deu origem a pelo menos 3 posts com centenas e centenas de comentários. No post sobre a entrevista do delegado, apenas 34.

Não ocorreram até agora, as redes de envio de perguntas ao delegado. Críticas aos entrevistadores? Um ou outro reclamando dos blogueiros.

Mas nada, nada que se asemelhe ao que ocorreu com o programa do Gilmar Mendes. E olha que ambos estão inseridos no mesmo assunto; o inquérito Satiagraha.

É ou não é patrulhamento?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Avaliações, escolhas e personagens

Bem vamos lá, começo a escrever e já aviso aos sensiveis, poderá ser longo, mas afinal de contas, me propus ao criar o blog, de tecer "análises" e não apenas clipagem de notícias, embora as faça.

Quando começou a recente briga dos blogs em torno do programa do Roda Viva, de um lado, RA informando que faria parte do programa e Nassif de outro, fazendo a clipagem do anúncio do programa diretamente do site dele com um breve comentário jocoso sobre o equilibrio da bancada escolhida; começou uma operação de desmonte e aparelhamento como poucas vezes se viu e na velocidade que ocorreu. E isso foi tão sério que levou o ombusdman a publicar posts sobre o programa em sí em tres ocasiões diferentes, antes durante e depois do programa. Sobre ele é claro e sobre os efeitos dele na blogosfera.

Quando o programa estava ainda por ocorrer; corri até o site do programa e observei que o programa anterior fora com o ministro de direitos humanos Paulo Vanuchi. E observei pela bancada escolhida que foi uma "conversa amigável" sem contraditórios e tudo mais. Passou em branco por tuodo mundo, até por RA, um crítico contumaz desse ministro.

Em um determinado blog, fui o único a observar isso e fui recriminado por muitos. Repeti a argumentação no blog Imprensa Marrom e recebi de Gravataí acolhida ao comentário. Outros observaram positivamente e concordaram. Resolvi então ir mais fundo na pesquisa e perguntei a Santo Google, protetor dos ignorantes preguiçosos, qual fato ligaria o ministro Vanuchi aos entrevistadores, se é que havia algum.

E o que respondeu o santo? A Lei da Anistia. O ministro defende sua revisão do alto de sua experiência como ex-guerrilheiro e hoje ministro. E os demais, eram intelectuais ligados a movimentos dos direitos humanos e defensores da revisão dessa Lei, para punir os torturadores de então.

Ora, o assunto, a meu ver, é tão importante, que gerou briga entre ministros inclusive, que mereceria um contraponto ou o famoso "contraditório"; já que há aqueles que são contra a revisão da lei como há também aqueles querem que a revisão também seja ampla, geral e irrestrita punindo guerrilheiros, terroristas e marginais que ficaram anistiados pela Lei.

Não foi isso que ocorreu e ninguem, de um lado ou de outro reclamou, mandou centenas de emails para a Cultura, se imolou em praça pública e ah, é claro, nem onbusdman deve ter assistido o programa, por que reclamou do anterior com um maluco que não gosta de televisão e deitou falação contra ela; reclamou deste com o juiz do STF, mas nem um palavra sequer sobre o programa, importante em razão do tema, do ministro Vanuchi.

No dia 16, fiz um post para este blog avaliando o programa e essa diferença de atitudes já que o programa com o ministro dos direitos humanos passou em brancas nuvens com três entrevistadores a favor e o de Gilmar Mendes foi criticado em verso, prosa e jogral. E que se frise, a questão principal das críticas era a bancada "amiga", o ar de "chá da tarde". Ora pra quem se declara lúcido, defensor do certo, lutador do bem, etc, haveriam de se posicionar contra o 'amiguismo" de cada edição e não somente desta, não é mesmo?

Encaminhei um email ao Gravataí Merengue com essa pesquisa e ele publicou essa avaliação e reconheço, de forma mais suscinta e melhor do que eu.

Hoje, RA fez um post lançando mão dos mesmos argumentos. É obvio que ele não me lê, mas com certeza deve ter lido o Imprensa Marrom, porque fomos os únicos a publicar essa avaliação. ou então acabou fazendo mais tardiamente o mesmo caminho que fiz de pesquisar esse assunto, mas enfim, lá estava o argumento, questionando a falta de ação do ombusdman sobre exatamente o mesmo assunto em outra entrevista, imediatamente anterior.

Comentaristas, algunsdeles, resolveram explicar o inesplicável no blog Imprensa Marrom e um deles ao ler o post, o reproduziu como comentário no blog do Nassif que gerou também algumas dessas "explicações".

Basicamente qual? que o ministro Vanuchi não é conhecido, já o ministro do STF sim. Conclusão, o primeiro por ser "desconhecido" podia ter uma claque e não entrevistadores e o segundo, deveria ter debatedores, não, na verdade inquisidores. que o primeiro não está envolvido em nenhum disputa séria pública e o segundo, age claramente a soldo de Dantas.

Dá pra entender essas explicações? Pois é!

Nassif agora publica trechos de artigos do ombudsman, reverberando-os pela blogosfera e RA faz o mesmo destruindo os argumentos com balas de uranio empobrecido.

E aí? Quem gosta de RA vocifera contra os outros e os que gostam de Nassif rosnam contra RA. Nada mudou. Gilmar Mendes não ficou menos inocente na visão de uns e continua satânico na visão de outros.

Mas porque o 'pega pra capar com foice no escuro" dos blogs e das suas, digamos assim, mílicias; na entrevista do juiz do STF? Porque ele concedeu os HCs para Daniel Dantas, porque criticou o juiz de primeira instância Sanctis, que seria uma espécie da "cavaleiro da távola redonda" e inventou a gravação de sua conversa para desmoralizar o delegado, a estrela vesper do PSOL.

Luiz Nassif ataca sem dó o ministro Gilmar Mendes e entende que ao faze-lo, combate Daniel Dantas e nisso, aparentemente lidera seu exército de brancaleone, formado por Mino Carta e Paulo Henrique Amorim e outros blogueiros.

RA, na sua visão ortodoxa das coisas, que convenhamos não possui demérito algum em sí, defende Gilmar Mendes, ataca ações de juizes de primeira instância, embora não se prive de criticar o STF com0 fez com o caso das células tronco embrionárias e o caso da reserva índigêna Raposa-Serra do Sol.

Mas no âmago de tudo, está a revista VEJA e Daniel Dantas. As pessoas julgam a partir das ações a intenção, mais do que isso a motivação delas. Só isso explica como e porque, outro ministro do STF, Marco Aurélio de Mello foi criticado sem dó nem piedade por comentaristas de Nassif, sendo citado como errático e que sempre é voz unitária e vencida nos julgamentos, foi incensado a posição de único juiz do STF, porque como sempre na verdade, julgou de forma unitária e foi voz vencida no julgamento de mérito da concessão de HCs a Daniel Dantas. Os outros foram reduzidos a pó. Curiosamente, os mesmos como direi, comentaristas silenciaram quando o mesmo ministro votou isoladamente e foi voz solitária contra o processo de um juiz do Superior tribunal de Justiça e agora paralisou o julgamento de Raposa-Serra do Sol pedindo vista de processo e que, diz a experiência, deverá abrir dissidência em seu voto.

É o que dá comentar e opinar a partir da ideologia, da visão militante. Quando se prejulga a motivação para uma determinada ação.

Claro, isso tudo é uma opinião, mas acho e isso é achismo puro que certas coisas deveriam ser ficar muito mais as claras.

RA é violento em palavras, não mede o que escreve, baixa o porrete sem dó? É! ele faz tudo isso. Passou a faze-lo depois que seu blog ficou hospedado na VEJA? Não! Antes ele já era assim. Então pode-se reclamar do método mas não se pode afirmar, salvo se alguem tiver a gravação da conversa ou o recibo, que ele age assim porque os "mafiosos" da VEJA pediram. É possivel discordar dele? Sim, eu mesmo já discordei, apresentando argumentos e ele publicou o comentário e que fique claro, não uso a liberdade que o blogger concede de publicar anônimo. Tá lá meu nome e foto por causa do blog. Mas existem aqueles que usam do "anônimo".

E Nassif, que se coloca em uma guerra santa contra a VEJA, logo contra RA? Seu blog não permite "anônimos", mas os nicknames e emails que você precisa informar podem ser inventados. Qual a diferença então, de publicar comentários anônimos e publicar comentários com niknames e emails falsos? No meu entendimento, nenhuma. Mas como clava de guerra na internet, o primeiro inventa o segundo não e vice-versa.

Vira e mexe, Nassif é acusado de "roubar" dinheiro público. Na verdade empréstimos do BNDES para sua empresa, que geraram ação judicial de cobrança e houve acordo em juizo. Informa-se que na negociação houve descontos que normalmente ninguem consegue. Bem bastaria a Nassif, tão zeloso de apresentar "provas" de maldades da VEJA, apresentar os acordos que tem com o BNDES e pronto, ficaria tudo restrito a maledicência. Mas fora algumas explicações ele não o faz e nisso tudo apenas uma coisa me chama a atenção, que é a falta de uma crítica por menor que seja de alguma ação do BNDES. Até mesmo a liberação de um financiamento de fusão, que ainda naquele momento era proibida por ele, mereçeu silêncio dele. Já sobre o Banco Central, sai de baixo. O presidente do BC não pode soltar um suspiro que Nassif publica uma crítica. Até o histrionismo do Presidente Lula quando usa o improviso e disse que a crise era uma 'marolinha", Nassif colocou na conta do BC. Sei lá, não quero aqui ficar julgando motivações de Nassif para esse tipo de cobertura, mas tenho minhas reservas quanto a esse assunto em sí.

Enfim, as avaliações de um mesmo assunto são inesgotáveis, as escolhas a partir delas, podem ser ou não conscientes mas nunca poderão ser isentas de responsabilização e por fim, geram a criação de personagens para sustenta-las.

PS: Pô! PS num texto tão longo? É rápido.

O ombusdman da TV Cultura escreveu hoje que a quantidade de emails a favor e contra o programa de entrevista com o ministro Gilmar Mendes foi "...25 vezes maior do que a média diária que este ombudsman vem recebendo desde agosto passado, quando esta coluna entrou no ar. A audiência do programa com o presidente do STF ficou, no entanto, dentro da média histórica do Roda Viva...". Na boa! Sabem o que significa? que a maioria dos que mandaram emails não assistiram o programa mas se basearam apenas no que seus generais escreveram. É ou não é patrulhamento, instrumentalização e aparelhamento? É ou não é efeito manada?

E Nassif não pode negar isso. Se ele já publicou posts afirmando que seu blog mendiante suas postagens detonou uma "acordo do governo com VEJA" e fez o presidente Lula fazer declarações a favor do delegado afastado Paulo Lacerda, que havia recebido um post de louvor com orações do próprio Nassif, porque seu blog não seria capaz de pressionar um mero programa de entrevistas. Porque a citação a Nassif no final do artigo do onbusdman que critica a atuação de RA? De duas, uma, ou ficou clara e patente o generalato e o ombusdman quiz demonstrar isso ou, agora uma teoria da conspiração, fez isso, porque sendo simpáticos à mesma idéia, fez a citação para mostrar que Nassif nada tinha a ver com isso. Mas que seu blog teve, isso teve, pelo que se percebe dos cometários publicados.

Acabou!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Vou ficar insuportável

O Gravataí Merengue fez um post sobre o programa roda viva, citou o programa com o ministro Paulo Vanuchi e criticou o mesmo da mesma forma e pelos mesmos motivos que criticou o programa como o ministro Gilmar Mendes.

Por fim fez um elogio a mim, me dedicando o post por conta das informações trocadas.

Dizer o quê depois de um elogio desses? Ficarei insuportável por semanas.

Agradeço o elogio, o link e lembrança do Gravataí, um blogueiro que respeito muito.

16/12/2008

COERÊNCIA É COERÊNCIA: COM O MINISTRO PAULO VANUCHI, O RODA VIVA TAMBÉM FOI UMA PATIFARIA

Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif reclamaram da bancada não exatamente opositora a Gilmar Mendes no Roda Viva desta última segunda-feira. Eles têm razão. Mas nenhum deles - repito: NENHUM DELES!!! - falou do que houve no programa de Paulo Vanucchi.

É incoerência. E eu falo quem participou, pois foi outra dureza. Vejam só:

Glenda Mezarobba, cujos trabalhos vão ao encontro das teses de Vanucchi, endossando o pensamento do Ministro; Oscar Vilhena Vieira, da ONG "Conecta", de Direitos Humanos, outro que corrobora as teses do entrevistado e foi para bater bola; Gilberto Nascimento, da Carta Capital, autor da reportagem "Um Torturador à Solta", pela qual chegou a ser premiado; e Mario Cesar Carvalho, o "quarto elemento" que fez o contraponto (de novo, a FSP fazendo as vezes de veículo mais independente).

Se é esse o propósito do Roda Viva, então que não reclamem da entrevista de Gilmar, mesmo. É pra ser um papo entre "simpáticos", com alguém da Folha para, vá lá, dar umas cutucadas.

Vai um Ministro do Lula e vão três simpatizantes expressos. Vai Gilmar e acontece a mesma coisa. Quem perde é a imprensa e, claro, somos nós. Mas os pró-Lula só reclamam quando o entrevistado é Gilmar.

Quando é Vanucchi, vejam só, ficam quietos.

Eu não. Por coerência.

* * *

Este post é dedicado ao leitor Marco Aurélio Fedeli, por preciosas informações passadas por email (não é a primeira vez que o faz). Grande abraço, Marco!