Já escrevi diversos posts a respeito, mas obrigo-me a repetir o tema dada sua volta aos jornais.
É bem verdade que, como das outras vezes, isso se dá por conta da fala de ministros empossados, e como já sabem pelo título, refiro-me ao aborto.
Sou contra. Absoluta e irredutivelmente contra. E faço questão de explicar o motivo, em razão de alguns leitores do blog serem a favor do mesmo.
Entendo que a vida começa na concepção. Como tudo tem um principio, a vida no caso a tem na concepção, sabe como é? - quando o espermatozoide se junta ao óvulo e começa a se duplicar em duas, quatro, oito células e por ai vai.
Milhões pensam como eu e pouco importa se esse pensar é embasado em crença religiosa, opção filosófica ou experiência pessoal. O fato é que milhões pensam assim e por assim pensarem, entendem que a prática do aborto como método para parar uma grávidez deve se manter proibido.
Um breve abrir e fechar de parenteses:
E como a prática se fosse liberada, seria custeada pelo SUS que é mantido pelo dinheiro dos nossos impostos, seria algo um tanto quanto exótico que milhões sendo contra não praticariam o ato mas sustentariam os que o praticariam com parte de seus impostos.
Voltando,
Os defensores da prática alegam basicamente duas nobres e virtuosas motivações para se liberar o aborto: o primeiro é impedir que mães morram em procedimentos feitos às escondidas em clínicas clandestinas. Chegam a citar números elevadíssimos de abortos clandestinos. O segundo nobre motivo é o direito da mulher a sua sexualidade e ao seu corpo.
No caso da primeira alegação: - Se as clínicas são clandestinas, como se chega nesse número gigantesco? A turminha o cria a partir das intervenções feitas em hospitais como a curetagem, que é a limpeza do útero quando uma gravidez é interrompida. Ou seja, misturam no mesmo balaio, os casos realmente originados em abortos clandestinos e os abortos naturais que ocorrem milhões de vezes nos seres humanos.
Deve-se ter em conta que um aborto clandestino ocorre por questões financeiras. A mãe, por assim dizer, é pobre e sendo pobre decide interromper a gravidez e se coloca nas mãos de um imbecil qualquer. Ou alguem vai me dizer que ricos não praticam o aborto? Praticam, é óbvio, mas o fazem em clínicas particulares com todos os cuidados.
Então o que temos é que a liberação do aborto não irá eliminar as clinicas clandestinas e os açougueiros, simplesmente porque as pessoas continuarão pobres e não poderão se dar ao luxo de ficar meses esperando vaga no sistema público, como ocorre com os coitados que precisam de tratamento oncológico e levam meses para conseguir um exame, que dirá o tratamento. E se algum político afirmar que no caso de abortos, o sistema seria mais ágil, eu perguntaria ao ignóbil porque essa agilidade não é posta em prática hoje especialmente no caso dessas doenças graves? - Ou somente eu assisto pelos jornais gente precisando de internação deitados no chão aguardando dias por um leito?
No caso da segunda alegação: - A mulher tem direito a sua sexualidade e ao seu corpo. Ninguem em sã consciência ousaria negar isso. Ocorre que o sexo, nos tempos de antanho tinha por objetivo primeiro a concepção e o nascimento de filhos. O prazer do sexo era um compensação, digamos assim. Hoje em dia o objetivo primeiro pode ser completamente controlado para não dizer eliminado com os métodos contraceptivos atuais e operações; restando portanto o prazer como objetivo do sexo. Convenha-se portanto que se uma mulher fica grávida diante de tantas oções disponiveis para não ficar; restam apenas duas explicações: ou desejou a gravidez, ou não a desejando foi irresponsável em não evita-la. Quando engravidou sua situação mudou. Ela passou a carregar outra vida que é dependente dela por inteiro até seu nascimento. Essa dependência é o enlace indelével que nos torna parte da raça humana e desse ponto de vista, ela abre mão temporáriamente de alguns de seus direitos naturais em favor dos direitos daquele que ela carrega no ventre.
Ter direito a sua própria sexualidade e ao corpo, envolve principalmente dizer não ao sexo, se não deseja ou não consegue arcar com os custos de métodos contraceptivos ou se não pode arcar com os cuidados que precisará ter com a outra vida que pode vir a carregar.
Vale um novo e breve parenteses: Isso serve para os homens. Engravidou? - Tem que ajudar a criar e isso começa com o pré-natal. Não precisa necessariamente casar, mas deve arcar com os custos, exatamente a metade deles. Assumir a responsabilidade é ser homem realmente e não um bípede não emplumado comedor de grama como muitos.
Voltando
Ocorre que nesse mundo virado do avesso em seus valores mais básicos e comezinhos, prefere-se dotar as mulheres e homens do "direito" de abortar. Ao faze-lo, os defensores da prática ensinam que não é necessário buscar maturidade nas relações, responsabilidade com uma parte cotidiana da vida que é o sexo e capacidade de agir conforme suas próprias capacidades. É mais fácil entregar-se ao sabor das ondas e dos ventos e no caso de ter o azar de engravidar, retira-lo como se fosse um pequeno tumor.
E antes que alguem lembre que abortar seria melhor que deixar crianças na rua e em orfanatos como aquele sujeito metido a religioso, Edir Macedo; eu gostaria de lembra-los que muitas crianaças em orfanatos é porque não possuem família e não necessáriamente que todos eles tenham sido abandonados. Levada a idéia ao extremo seria o caso de ser melhor abate-las a tiros para não se tornarem adultos com problemas emocionais? - Pois é! Até para pensar idiotices como fez Edir Macedo é preciso um mínimo de inteligência e apego a lógica.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
171 virtual...é cada uma...
Mulher é presa por vender por um US$ 1 milhão de falsas ações do Facebook
Entre as vítimas encontra-se um construtor civil que trabalhou na casa de Oleson. Ela tinha uma dívida de US$ 18 mil e, por isso, ofereceu ao profissional as falsas ações como forma de pagamento. A acusada ainda tirou dele US$ 10 mil em dinheiro, na venda de ações extras.
Segundo investigadores, existem pelo menos duas outras vítimas da farsa elaborada pela norte-americana. A primeira audiência do caso foi marcada para a próxima quarta-feira (08/02), e a fiança de Oleson foi estipulada em US$ 50 mil. O episódio aconteceu na mesma semana da abertura de capital do Facebook.
Fonte = TechTudo
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Facebook e sua captação de recursos
A empresa facebook está lançando uma oferta pública de ações esperando captar algo em torno de 100 bilhões.
É mais do que provável que conseguirá, porque o facebook ao lado do google são as empresas ponto.com que se tornaram herdeiras da terra por assim dizer.
Curiosamente as duas partem de principios similares:
a) São empresas jovens;
b) São dirigidas por jovens;
c) Seus donos, por assim dizer se tornaram multimilionários, vendendo ar, na falta de expressão melhor, porque as duas são empresas ponto.com; ou seja não produzem um grão de alimento, uma porca de parafuso, nada palpável mas apenas a possibilidade de achar algo virtual, seja um resumo de um livro seja um amigo.
d) São pelo menos no discurso, idílicos, autruistas e idealistas, não enxergando seus negócios como uma empresa, logo visando lucro e rentabilidade; mas como um serviço a humanidade, tentando se igualar a sei lá eu, Sabin; Braille, Guttemberg, Marconi, Curie, e por ai vai.
O fato de uma empresa tão jovem obter tamanho peso demonstra a facilidade com que o mundo virtual alavanca, ao mesmo tempo tendo a capacidade de destruir uma empresa. Não é preciso ir longe; no Brasil pouco se falava em facebook porque a maioria usava o orkut. Quem na época resolvesse apostar todas as fichas no orkut talvez hoje se sentiria decepcionado, não é mesmo?
O fato dessas empresas serem dirigidas por jovens faz com que as mesmas sejam ageis, com menos burocracia e um curso mais livre da criatividade dos profissionais da empresa. Mas por trás delas, por trás desses jovens idealistas, existem os velhos tubarões do mercado que não necessariamente são profissionais dessas empresas mas controlam fundos de investimentos que financiam essas empresas. Como quem manda é quem coloca o dinheiro; esses fundos em geral tem peso para determinar o que deve ser feito. No caso especifico do Facebook, esse IPO serve tão somente pars remunerar esses fundos e os primeiros investidores. O dono com uma fortuna de mais de 30 bilhões não precisa desse IPO e a empresa tem condições como teve até agora de expandir sua atividade sem precisar lançar-se no mercado. Assim, no documento de lançamento do IPO, os controladores atuais não perdem um milimetro do poder atual de conduzir a empresa como bem entenderem; logo o IPO se configura em mero processo de rentabilizar os que investiram até agora.
O fato desses jovens serem agora multimilionários os torna ícones e modelos de comportamento, porque qualquer ser humano normal gostaria de ser um deles. Ocorre que a forma como o dono do facebook agiu com seu sócio de primeira linha, demonstra que nem sempre a criatividade, ou a genialidade demonstrada por um desses novos "mestres do universo" siginifica um cárater digno de ser imitado. O anti-herói quase deificado por grande parte da mídia, na verdade ensina que compensa ser desleal e trair os amigos, parceiros e investidores porque quando se confrontar com a necessidade de ressarcir o erro, o valor será um café pequeno em relação ao tamanho do negócio produzido.
Sou um usuário do facebook. Mas não me faço cego ao fato de que não existe almoço gratis. O uso gratuito do facebook é coberto pelos anuncios dirigidos e pela valorização das ações. Com esse IPO é um excelente negócio ter ações dessa empresa; mas não sei até onde ela vai vendendo ar.
E pra finalizar, lembro aos leitores amigos que a CARGIL fundada no final do século XIX; existe até hoje produzindo coisas reais e sem ter lançado IPO´s até hoje.
É mais do que provável que conseguirá, porque o facebook ao lado do google são as empresas ponto.com que se tornaram herdeiras da terra por assim dizer.
Curiosamente as duas partem de principios similares:
a) São empresas jovens;
b) São dirigidas por jovens;
c) Seus donos, por assim dizer se tornaram multimilionários, vendendo ar, na falta de expressão melhor, porque as duas são empresas ponto.com; ou seja não produzem um grão de alimento, uma porca de parafuso, nada palpável mas apenas a possibilidade de achar algo virtual, seja um resumo de um livro seja um amigo.
d) São pelo menos no discurso, idílicos, autruistas e idealistas, não enxergando seus negócios como uma empresa, logo visando lucro e rentabilidade; mas como um serviço a humanidade, tentando se igualar a sei lá eu, Sabin; Braille, Guttemberg, Marconi, Curie, e por ai vai.
O fato de uma empresa tão jovem obter tamanho peso demonstra a facilidade com que o mundo virtual alavanca, ao mesmo tempo tendo a capacidade de destruir uma empresa. Não é preciso ir longe; no Brasil pouco se falava em facebook porque a maioria usava o orkut. Quem na época resolvesse apostar todas as fichas no orkut talvez hoje se sentiria decepcionado, não é mesmo?
O fato dessas empresas serem dirigidas por jovens faz com que as mesmas sejam ageis, com menos burocracia e um curso mais livre da criatividade dos profissionais da empresa. Mas por trás delas, por trás desses jovens idealistas, existem os velhos tubarões do mercado que não necessariamente são profissionais dessas empresas mas controlam fundos de investimentos que financiam essas empresas. Como quem manda é quem coloca o dinheiro; esses fundos em geral tem peso para determinar o que deve ser feito. No caso especifico do Facebook, esse IPO serve tão somente pars remunerar esses fundos e os primeiros investidores. O dono com uma fortuna de mais de 30 bilhões não precisa desse IPO e a empresa tem condições como teve até agora de expandir sua atividade sem precisar lançar-se no mercado. Assim, no documento de lançamento do IPO, os controladores atuais não perdem um milimetro do poder atual de conduzir a empresa como bem entenderem; logo o IPO se configura em mero processo de rentabilizar os que investiram até agora.
O fato desses jovens serem agora multimilionários os torna ícones e modelos de comportamento, porque qualquer ser humano normal gostaria de ser um deles. Ocorre que a forma como o dono do facebook agiu com seu sócio de primeira linha, demonstra que nem sempre a criatividade, ou a genialidade demonstrada por um desses novos "mestres do universo" siginifica um cárater digno de ser imitado. O anti-herói quase deificado por grande parte da mídia, na verdade ensina que compensa ser desleal e trair os amigos, parceiros e investidores porque quando se confrontar com a necessidade de ressarcir o erro, o valor será um café pequeno em relação ao tamanho do negócio produzido.
Sou um usuário do facebook. Mas não me faço cego ao fato de que não existe almoço gratis. O uso gratuito do facebook é coberto pelos anuncios dirigidos e pela valorização das ações. Com esse IPO é um excelente negócio ter ações dessa empresa; mas não sei até onde ela vai vendendo ar.
E pra finalizar, lembro aos leitores amigos que a CARGIL fundada no final do século XIX; existe até hoje produzindo coisas reais e sem ter lançado IPO´s até hoje.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Pinheirinho...
Aguardei a poeira assentar, achando que isso fosse possivel é claro, para falar sobre o assunto. Infelizmente ele está de tal modo usado pela militância visando politica e as eleições que tudo que se fale vira automáticamente um flaxflu dos diabos.
Quero portanto, externar não uma análise objetiva, porque considero isso impossivel dada a quadra acima descrita, mas uma mera opinião.
1. A invasão do local deu-se a oito anos atrás. Atenção, oito anos atrás. Isso significa que pelo menos duas administrações municipais, duas estaduais e duas federais passaram pelo poder e nenhuma solução foi dada, especialmente considerando que o terreno é de propriedade de uma massa falida e tres dos principais credores são justamente os poderes executivos que não receberam da empresa falida os impostos devidos. Por conclusão, era do interesse dos credores que o terreno fosse devolvido para ser vendido e restituir os credores de seus direitos.
2. Se interesse houvesse, a união poderia anos atrás ter desapropriado o terreno para construção de casas populares, doação aos moradores irregulares, ou coisa que o valha. Mas nada disso ocorreu nas diversas esferas de governo.
3. A retirada dos invasores foi negociada com a justiça. Logo tanto as lideranças do local e partidos sabiam disso que criaram uma espécia de exercito de brancaleone armados de escudos improvisados do corte em dois de barris plásticos, capacetes de motoristas e cassestetes improvisados. Inclusive se posicionando para fotos em jornais como se fossem uma centuria de um legião romana. Então ofende a inteligência de qualquer um que se orgulhe de pensar, dizer que a expulsão foi um ato arbitrário e supreendente como se tivesse sido um ato da natureza como a chuva ou a queda de meteorito.
4. Decisão judicial deve ser obedecida. O Nassif em seu blog me fez rir dizendo que o estado poderia ter se recusado a obedecer a ordem judicial porque sabia que estava sendo negociado um acordo. Olha o raciocinio, levado a outros exemplos: A polícia se recusa a prender o assassino de um parente seu, leitor, porque ela sabe que o advogado do assassino vai entrar com um pedido de habeas corpus. Voce ficaria feliz com essa digamos assim, ação pragmática da policia? - Pois é! Voce pode discutir o assunto, pode até ser amicus curi do paciente na ação judicial, mas não pode deixar de executar uma ordem judicial sob pena do crime de desobediência.
5. Em menor proporção, verdade seja dita, o governo federal também usou a PM de Brasília para expulsar invasores de terras da união. Não houve até agora uma misera passeata contra essa agressão a pessoas desprovidas, mais até, das que moravam no pinheirinho. Senso de justiça como demonstrada pela turminha não pode ser seletiva, criticando uma ação porque o executor da ação não comunga da mesma ideologia e aplaudindo, ou va lá fazendo um silêncio obsequioso quando a mesma coisa é praticada por gente da turma, digamos assim. A isso dá-se o nome de hipocrisia, que normalmente confunde-se com a palavra "política", se é que você leitor me entende.
Conclusão: O destino daquelas pessoas só interessa se pode ser usada como arma em campanha partidária. Sucessivos governos nas três esferas não se preocuparam em resolver a questão habitacional dessa gente e ao mesmo tempo resolver em definitivo a questão da invasão. Pouquissíma gente consegue analisar esse tipo de coisa sem se deixar levar pela militância partidária. Daqui alguns meses ninguem mais se lembrará desse pessoal, porque os interesses deles como massa de manobra terão perdido efeito.
Quero portanto, externar não uma análise objetiva, porque considero isso impossivel dada a quadra acima descrita, mas uma mera opinião.
1. A invasão do local deu-se a oito anos atrás. Atenção, oito anos atrás. Isso significa que pelo menos duas administrações municipais, duas estaduais e duas federais passaram pelo poder e nenhuma solução foi dada, especialmente considerando que o terreno é de propriedade de uma massa falida e tres dos principais credores são justamente os poderes executivos que não receberam da empresa falida os impostos devidos. Por conclusão, era do interesse dos credores que o terreno fosse devolvido para ser vendido e restituir os credores de seus direitos.
2. Se interesse houvesse, a união poderia anos atrás ter desapropriado o terreno para construção de casas populares, doação aos moradores irregulares, ou coisa que o valha. Mas nada disso ocorreu nas diversas esferas de governo.
3. A retirada dos invasores foi negociada com a justiça. Logo tanto as lideranças do local e partidos sabiam disso que criaram uma espécia de exercito de brancaleone armados de escudos improvisados do corte em dois de barris plásticos, capacetes de motoristas e cassestetes improvisados. Inclusive se posicionando para fotos em jornais como se fossem uma centuria de um legião romana. Então ofende a inteligência de qualquer um que se orgulhe de pensar, dizer que a expulsão foi um ato arbitrário e supreendente como se tivesse sido um ato da natureza como a chuva ou a queda de meteorito.
4. Decisão judicial deve ser obedecida. O Nassif em seu blog me fez rir dizendo que o estado poderia ter se recusado a obedecer a ordem judicial porque sabia que estava sendo negociado um acordo. Olha o raciocinio, levado a outros exemplos: A polícia se recusa a prender o assassino de um parente seu, leitor, porque ela sabe que o advogado do assassino vai entrar com um pedido de habeas corpus. Voce ficaria feliz com essa digamos assim, ação pragmática da policia? - Pois é! Voce pode discutir o assunto, pode até ser amicus curi do paciente na ação judicial, mas não pode deixar de executar uma ordem judicial sob pena do crime de desobediência.
5. Em menor proporção, verdade seja dita, o governo federal também usou a PM de Brasília para expulsar invasores de terras da união. Não houve até agora uma misera passeata contra essa agressão a pessoas desprovidas, mais até, das que moravam no pinheirinho. Senso de justiça como demonstrada pela turminha não pode ser seletiva, criticando uma ação porque o executor da ação não comunga da mesma ideologia e aplaudindo, ou va lá fazendo um silêncio obsequioso quando a mesma coisa é praticada por gente da turma, digamos assim. A isso dá-se o nome de hipocrisia, que normalmente confunde-se com a palavra "política", se é que você leitor me entende.
Conclusão: O destino daquelas pessoas só interessa se pode ser usada como arma em campanha partidária. Sucessivos governos nas três esferas não se preocuparam em resolver a questão habitacional dessa gente e ao mesmo tempo resolver em definitivo a questão da invasão. Pouquissíma gente consegue analisar esse tipo de coisa sem se deixar levar pela militância partidária. Daqui alguns meses ninguem mais se lembrará desse pessoal, porque os interesses deles como massa de manobra terão perdido efeito.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Quando algo se torna sucesso, dificilmente as pessoas param para pensar qual a causa desse sucesso.
Vou pegar como exemplo o caso da série televisiva House. A série trata do dia-a-dia em um hospital que possui uma particularidade, um médico cuja função é diagnósticos. Sua equipe é uma espécie de swat médica agindo nos casos que nenhum outro médico consegue sucesso. Até aí, ínumeras séries de tv ambientadas em hospitais ou envolvendo médicos mostram as mesmas situações em termos de enredo. O diferencial de House está na personalidade do personagem principal que é tão grosseiro que chega ao ponto de tornar sua visáo de mundo (todos são idiotas, menos ele), charmosa.
É obviamente irresistivel se pegar pensando como seria bom ser como ele, sem papas na lingua, falando e fazendo o que dá na cabeça e fazendo da vida dos outros ao redor um verdadeiro passeio no inferno; e é claro com sucesso profissional e dinheiro no bolso suficientes para justificar a personalidade absolutamente detestável.
É por conta dessa atração pelo anti-herói que frases e idéias elocubradas pelo personagem viraram mensagens em botons, redes sociais, blogs e por ai vai; tornando suas digamos assim idéias mensagens a serem consideradas.
Eu gosto da série como centenas ou milhares de outros, mas não podemos desperceber que House é um personagem fíctício.
Sua digamos assim visão de mundo, uma vez praticada por alguem de carne e osso, o tornará o mais miserável dos homens, porque o resultado prático que ocorre com o personagem, solidão e tristeza é o que ocorre na vida real e nem sempre temos a disposição um Dr. Nelson disposto a ser saco de pancadas do amigo servindo de consciência do mesmo, vez após vez desconsiderado mas estando alí como uma espécie de muleta existêncial.
Tem gente que afirma porque gostamos do House mas não suportamos pessoas como ele na vida real e ao fazer a afirmação as pessoas respondem a questão. - Porque House é ficção e sendo ficção enxergamos aquilo que as vezes gostariámos de fazer mas que convenções sociais, ou códigos religiosos ou a própria formação impedem que façamos.
De resto, a formula é antiga. House é Sherlok Holmes e Hercule Poirot travestido de médico e não detetive particular. Dr. Nelson é Watson e Cap. Hastings travestido de amigo associado.
Os dois personagens fizeram a fama e a fortuna de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie respectivamente, e ambos os personagens estão em House dimensionados, embora Sherlok Holmes esteja praticamente por inteiro com o uso da bengala e o vicio, que em Holmes era de cocaina e em House é em remédios para dor.
Divirta-se amigo leitor com as peripécias do Dr. House, mas evite transformar suas falas (tiradas de um roteiro, diga-se), em norte filósofico ou ideológico de sua vida. Você sem dúvida será uma pessoa pior, até porque a genialidade que Holmes, Poirot e House ostentam que de alguma forma suaviza seu caráter, dificilmente existem na vida real.
Você, meu amigo, do jeito que é, é muito mais interessante de se conviver do que com House, se de verdade fosse.
Vou pegar como exemplo o caso da série televisiva House. A série trata do dia-a-dia em um hospital que possui uma particularidade, um médico cuja função é diagnósticos. Sua equipe é uma espécie de swat médica agindo nos casos que nenhum outro médico consegue sucesso. Até aí, ínumeras séries de tv ambientadas em hospitais ou envolvendo médicos mostram as mesmas situações em termos de enredo. O diferencial de House está na personalidade do personagem principal que é tão grosseiro que chega ao ponto de tornar sua visáo de mundo (todos são idiotas, menos ele), charmosa.
É obviamente irresistivel se pegar pensando como seria bom ser como ele, sem papas na lingua, falando e fazendo o que dá na cabeça e fazendo da vida dos outros ao redor um verdadeiro passeio no inferno; e é claro com sucesso profissional e dinheiro no bolso suficientes para justificar a personalidade absolutamente detestável.
É por conta dessa atração pelo anti-herói que frases e idéias elocubradas pelo personagem viraram mensagens em botons, redes sociais, blogs e por ai vai; tornando suas digamos assim idéias mensagens a serem consideradas.
Eu gosto da série como centenas ou milhares de outros, mas não podemos desperceber que House é um personagem fíctício.
Sua digamos assim visão de mundo, uma vez praticada por alguem de carne e osso, o tornará o mais miserável dos homens, porque o resultado prático que ocorre com o personagem, solidão e tristeza é o que ocorre na vida real e nem sempre temos a disposição um Dr. Nelson disposto a ser saco de pancadas do amigo servindo de consciência do mesmo, vez após vez desconsiderado mas estando alí como uma espécie de muleta existêncial.
Tem gente que afirma porque gostamos do House mas não suportamos pessoas como ele na vida real e ao fazer a afirmação as pessoas respondem a questão. - Porque House é ficção e sendo ficção enxergamos aquilo que as vezes gostariámos de fazer mas que convenções sociais, ou códigos religiosos ou a própria formação impedem que façamos.
De resto, a formula é antiga. House é Sherlok Holmes e Hercule Poirot travestido de médico e não detetive particular. Dr. Nelson é Watson e Cap. Hastings travestido de amigo associado.
Os dois personagens fizeram a fama e a fortuna de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie respectivamente, e ambos os personagens estão em House dimensionados, embora Sherlok Holmes esteja praticamente por inteiro com o uso da bengala e o vicio, que em Holmes era de cocaina e em House é em remédios para dor.
Divirta-se amigo leitor com as peripécias do Dr. House, mas evite transformar suas falas (tiradas de um roteiro, diga-se), em norte filósofico ou ideológico de sua vida. Você sem dúvida será uma pessoa pior, até porque a genialidade que Holmes, Poirot e House ostentam que de alguma forma suaviza seu caráter, dificilmente existem na vida real.
Você, meu amigo, do jeito que é, é muito mais interessante de se conviver do que com House, se de verdade fosse.
sábado, 28 de janeiro de 2012
171 en nome de Deus
Renascer em condenações
9:00, 28 de January de 2012
marceloosakabe
Justiça, Sem categoria
Tags: bispa Sônia Fernandes, Fundação Renascer, Renascer em Cristo, TCU
Penitência: TCU sentencia Sônia Hernandes a devolver dinheiro e pagar multa ao Erário (FOTO: Nelson Antoine/Futura Press)
A bispa Sônia Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo, foi condenada a devolver R$ 785 mil aos cofres públicos. Em 2004, esse dinheiro foi repassado à Fundação Renascer, presidida pela bispa. Deveria ter sido aplicado na alfabetização de 8 mil pessoas. Não há provas de que tenha sido gasto para esse fim. Pior: os recursos foram sacados na boca do caixa e não podem ser rastreados. As irregularidades levaram o Tribunal de Contas da União a multar Sônia Hernandes em mais R$ 100 mil. Não chega a ser surpresa num currículo que inclui prisão nos Estados Unidos e acusações por lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica no Brasil. Os advogados da pastora dizem que ela ainda não foi informada da sentença.
Felipe Patury
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O estigma do capitão covarde
O Capitão do Titanic optou por afundar com seu navio. Centenas de comandantes de vasos de guerra de todas as nações envolvidas na segunda guerra, preferiram ficar em seus navios à abandonar seus homens.
Não existe lei que obrigue um capitão a ficar e morrer no navio no caso de um acidente sério; mas a tradição naval diz que assim deve ser e assim se espera. Diferentemente de qualquer outro meio de transporte, os paises consideram os navios como parte do território nacional e por isso, as embarcações carregam as bandeiras nacionais dos donos dos mesmos. Um ataque a um navio estrangeiro equivale a uma declaração de guerra e capitães de navio são os únicos fora os clérigos e juizes autorizados a ordenar e fazer casamentos.
Por isso houve o assombro de assistir pelos jornais que o capitão do Costa Concordia fez valer aquela que talvez seja a mais simples e primitiva das emoções humanas, o instinto de sobrevivência.
Antes de qualquer coisa, que seja dito, o sujeito foi um tremendo covarde; mas lá no fundo e bem no fundo, ele talvez tenha feito o que a maioria em pânico talvez fizesse. E pra que ele não seja tomado por uma besta-fera, e bom que se diga que os dois abaixo da linha de comando fizeram o mesmo. Logo pode-se dizer que é uma façanha, uma proeza, porque não dizer quase uma intervenção divina daquelas de figurar no livro dos livros que quase a totalidade dos passageiros tenha se salvado.
Mas não estou aqui a defender esse capitão covarde. Porque se nós os mortais comuns temos o direito de entrar em pânico e sair correndo gritando ao menor dos perigos e não o fazemos; espera-se muito mais fibra daqueles que permitimos que fiquem em posição de autoridade sobre nós nas mais diversas situações.
Porque o outro capitão, por simplesmente ter gritado que o covardão voltasse ao navio, ordem essa incrementada com um sonoro palavrão para não deixar dúvidas de quem era o macho alí; torna-se um herói da república se estava simplesmente fazendo o que se esperava dele? - Porque o mundo inteiro e a Itália nesse particular está assistindo uma desconstrução da autoridade como nunca se viu. Convenha-se que se o primeiro-ministro abre mão do cargo, porque envolvido está em processos que demonstram, se comprovados, um sujeito amoral e sem caráter, que fornicou até com tomadas elétricas; deixando seu país adernando em uma das piores crises de sua história; porque um capitão de um navio de passageiro, não pode, com o perdão do trocadilho, saltar do barco na primeira oportunidade?
O atual sistema em que vivemos, a muito tempo colidiu com o iceberg da realidade e estamos assistindo o navio afundando em todos os seus sentidos; e o mais triste é que não haverá capitães a frente do resgate porque estão todos a disputar um lugar nos botes.
Tristes Tempos!
Não existe lei que obrigue um capitão a ficar e morrer no navio no caso de um acidente sério; mas a tradição naval diz que assim deve ser e assim se espera. Diferentemente de qualquer outro meio de transporte, os paises consideram os navios como parte do território nacional e por isso, as embarcações carregam as bandeiras nacionais dos donos dos mesmos. Um ataque a um navio estrangeiro equivale a uma declaração de guerra e capitães de navio são os únicos fora os clérigos e juizes autorizados a ordenar e fazer casamentos.
Por isso houve o assombro de assistir pelos jornais que o capitão do Costa Concordia fez valer aquela que talvez seja a mais simples e primitiva das emoções humanas, o instinto de sobrevivência.
Antes de qualquer coisa, que seja dito, o sujeito foi um tremendo covarde; mas lá no fundo e bem no fundo, ele talvez tenha feito o que a maioria em pânico talvez fizesse. E pra que ele não seja tomado por uma besta-fera, e bom que se diga que os dois abaixo da linha de comando fizeram o mesmo. Logo pode-se dizer que é uma façanha, uma proeza, porque não dizer quase uma intervenção divina daquelas de figurar no livro dos livros que quase a totalidade dos passageiros tenha se salvado.
Mas não estou aqui a defender esse capitão covarde. Porque se nós os mortais comuns temos o direito de entrar em pânico e sair correndo gritando ao menor dos perigos e não o fazemos; espera-se muito mais fibra daqueles que permitimos que fiquem em posição de autoridade sobre nós nas mais diversas situações.
Porque o outro capitão, por simplesmente ter gritado que o covardão voltasse ao navio, ordem essa incrementada com um sonoro palavrão para não deixar dúvidas de quem era o macho alí; torna-se um herói da república se estava simplesmente fazendo o que se esperava dele? - Porque o mundo inteiro e a Itália nesse particular está assistindo uma desconstrução da autoridade como nunca se viu. Convenha-se que se o primeiro-ministro abre mão do cargo, porque envolvido está em processos que demonstram, se comprovados, um sujeito amoral e sem caráter, que fornicou até com tomadas elétricas; deixando seu país adernando em uma das piores crises de sua história; porque um capitão de um navio de passageiro, não pode, com o perdão do trocadilho, saltar do barco na primeira oportunidade?
O atual sistema em que vivemos, a muito tempo colidiu com o iceberg da realidade e estamos assistindo o navio afundando em todos os seus sentidos; e o mais triste é que não haverá capitães a frente do resgate porque estão todos a disputar um lugar nos botes.
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