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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Apple diz que explosões de aparelhos são casos "isolados"

Bruxelas, 18 ago (EFE).- A Apple explicou à Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) que a explosão de um iPhone na França e de um iPod Touch no Reino Unido são casos "isolados, e não um problema generalizado".

Nesta terça-feira, foram entregues as respostas para as perguntas que o Executivo do bloco fez à empresa e às autoridades nacionais de ambos os países para esclarecer os dois casos, disse em entrevista coletiva a porta-voz do departamente encarregado de defender os interesses do consumidor, Helen Kearns.

"A Comissão (Europeia) leva a política de segurança dos consumidores muito a sério", destacou a funcionária.

Por essa razão, as autoridades da UE decidiram obter informações sobre os incidentes, que também estão sendo investigados pela Apple, acrescentou a porta-voz.

Na semana passada, na França, um adolescente teve um dos olhos levemente ferido pelo seu iPhone, que explodiu quando estava a 30 centímetros de seu rosto, informou a imprensa local.

Segundo informações, o aparelho começou a estalar, até que o vidro da tela explodiu, lançando pequenos cacos contra o rosto do dono do telefone, de 18 anos.

sábado, 27 de setembro de 2008

O celular do Google

Da revista VEJA:


Google quer engolir o iPhone

Na semana em que o celular da Apple chega ao Brasil, o gigante
da internet lança no exterior o telefone que pretende superá-lo


Leandro Narloch

Mark Lennihan/AP
Armas da disputa
O G1, com teclado embutido (acima): aposta num futuro em que mais gente vai se conectar à internet pelo celular. Abaixo, anúncio do iPhone em shopping de São Paulo
Mark Lennihan/AP

O Google lançou na semana passada o celular com o qual pretende revolucionar o mundo dos aparelhos portáteis de comunicação. Batizado de G1, o modelo tem muitas das funcionalidades que equipam os smartphones mais avançados, como tela sensível ao toque e conexão wireless de terceira geração (3G). Além disso, carrega a marca da maior empresa de internet do mundo. Tais características tornam inevitável sua comparação com o iPhone, da Apple, a estrela entre os smartphones, que na sexta-feira passada foi lançado no Brasil por duas operadoras de telefonia. À primeira vista, na disputa entre os dois, o iPhone leva a melhor. O G1 é maior e mais pesado, e seu design não é exatamente um exemplo de elegância. A comparação entre os dois aparelhos, porém, é indevida. A principal novidade do celular do Google não é propriamente o aparelho, mas o sistema operacional que o equipa, o Android. Esse sistema é uma aposta do Google num futuro em que mais pessoas vão se conectar à internet por meio do celular. Hoje, apenas 11% dos celulares vendidos no mundo são smartphones, equipamentos capazes de executar tarefas semelhantes às de um computador e de estabelecer conexões rápidas à internet. O Android é uma interface que dá novas possibilidades de acesso à rede.

O primeiro passo para usar as funcionalidades do G1 é entrar com o login do Google, como quem acessa um e-mail. Contatos, compromissos e arquivos não ficam guardados no celular, mas na conta on-line. A caixa de diálogo para uma busca no Google aparece a um clique da tela inicial – uma navegação mais simples até que a do iPhone. O Google Maps indica em que parte da cidade ou do planeta estão os interlocutores do programa de bate-papo. Uma característica que diferencia o Android é ser um sistema operacional aberto. Isso significa que qualquer programador pode criar versões personalizadas do sistema e nele introduzir novos aplicativos. É possível, por exemplo, colocar no G1 um programa que lê códigos de barra e, com isso, comparar preços na internet. Na maioria dos celulares, inclusive os smartphones, os sistemas só podem ser alterados pelo fabricante. Trabalhar com um sistema operacional aberto é parte da estratégia do Google para transformar o Android na plataforma-padrão dos celulares no mundo. O G1 é fabricado pela empresa HTC, de Taiwan, mas gigantes do setor, como Samsung e LG, já anunciaram que vão lançar aparelhos usando o Android. O Google não ganha dinheiro diretamente com o sistema operacional, mas a audiência que ele atrai para seus sites é garantia de lucro com a publicidade on-line – que representa 98% do faturamento da companhia.

O Android é também uma forma de o Google manter sua supremacia na internet. Fundada há dez anos por dois garotões da Califórnia, a companhia é hoje a marca mais valiosa do planeta. Seu valor de mercado é de 86 bilhões de dólares. Em seguida, vêm GE, Microsoft e a centenária Coca-Cola. Na hora de fazer buscas na internet, o site é o preferido por 63% dos americanos, 80% dos europeus e 90% dos brasileiros. A intenção do Google é que programadores independentes criem uma grande massa de aplicativos para o Android, tornando o sistema cada vez mais atraente, divertido e rico em possibilidades. Para atingir esse objetivo, no ano passado a empresa instituiu um concurso aberto a desenvolvedores de softwares, que deu às vinte melhores idéias prêmios de 100 000 a 275 000 dólares.

A briga que se desenha entre os celulares com o Android e o iPhone reaviva outra disputa, esta ocorrida no mundo dos computadores pessoais. Nos anos 80, a Apple e a Microsoft competiam para ver qual de seus sistemas operacionais – respectivamente, o Mac OS e o Windows – seria o escolhido pelos desenvolvedores de softwares para criar seus programas. O Windows levou a melhor. O G1 vai chegar às lojas dos Estados Unidos no fim de outubro. Não há previsão de lançamento do aparelho no Brasil. Em compensação, finalmente os brasileiros já podem comprar um iPhone. O modelo disponível é o 3G, capaz de se conectar à internet com velocidade equivalente à da banda larga caseira. O preço do iPhone no Brasil, dependendo do plano escolhido, vai de 899 a 2 599 reais – nos Estados Unidos, a opção mais cara sai pelo equivalente a 550 reais. Uma das novidades que o iPhone oferece no Brasil é um atalho para o site de VEJA (veja o quadro abaixo). Num mundo que depende da internet até para as ações mais corriqueiras, é natural que aparelhos como o G1 e o iPhone se tornem objeto do desejo de muita gente.

As mil utilidades do G1

• A grande atração é o sistema operacional Android, feito para rodar também em outros smartphones. Mais que um celular, o G1 é uma máquina portátil de acesso à internet

• O Android é um sistema operacional aberto. Pode ser modificado e personalizado por qualquer programador

• Contatos, compromissos e arquivos não ficam guardados no celular, mas na conta on-line do Google

• O sistema de GPS localiza os contatos que estão on-line e mostra no Google Maps em que parte da cidade cada um deles está. Útil para localizar os filhos – ou o cônjuge

Aplicativos

• A câmera do celular lê códigos de barra de produtos e compara preços na internet

• O Google Maps mostra quais os pontos de táxi mais próximos. Para chamar o táxi, basta clicar no link que aparece no mapa

• O Pocket Journey usa o GPS para reconhecer as atrações turísticas próximas e exibe informações sobre elas

• O Ecorio memoriza os trajetos que o dono do celular realizou durante o dia e calcula quanto de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, foi emitido nos deslocamentos

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Vale a pena adquirir um iphone no Brasil?

LUIZ FUKUSHIRO | Para o UOL Tecnologia, do Japão

Tá aí uma pergunta difícil de se responder de supetão. Primeiro, o iPhone tem um apelo semelhante —ou até maior— que os celulares mais pops do Brasil. E não estou falando dos smartphones, que talvez seja a categoria em que se encaixe melhor o telefone da Apple.

Se comparado a um telefone comum, o iPhone facilmente ganha, mas é superado em um ou outro quesito (como a câmera). Já comparado aos smartphones, o iPhone pode ter uns tropeços, umas medalhas de prata e olhe lá.

Então, para tentar responder à pergunta, é mais fácil considerar o iPhone como um telefone comum. Aí vem o próximo dilema: o iPhone trabalha com uma coisa ainda não muito difundida no público geral brasileiro: usar a Internet no celular.

No Japão, por exemplo, um país sob um emaranhado de linhas de trem e estações em tudo quanto é canto, o pessoal costuma utilizar a Internet do celular para checar caminhos e horários. O e-mail de celular é tão pop quanto o SMS e todo site que se preze tem uma versão mobile, mais leve e otimizada para as telinhas.

E convenhamos, Internet à mão a qualquer hora e lugar é uma frescurinha que faz brilhar os olhos de qualquer geek viciado em Web —a não ser que você seja um homem/mulher de negócios ou algo que o valha, porque aí é crucial mesmo.

Poder postar no Twitter que você está preso no transito, bater papo no MSN da fila do banco, checar e-mails na empresa que bloqueia seu e-mail pessoal, ler feeds sentado no ônibus. É genial. Ainda mais com um GPS que mostra onde você deve ir e YouTube para mostrar na mesa do bar aquele vídeo que deixou você rindo por horas.

Se você se entusiasmou só de ler isso, dá para considerar em comprar um iPhone. Mas para dizer se a coisa é boa ou não, alguns detalhes importantes precisam vir à tona.

Exemplo maior: o preço do acesso 3G ilimitado. Em alguns países, pagar todo mês o plano de Internet praticamente duplica o preço do aparelho em apenas alguns meses. Planos de banda limitada, ou seja, ter um limite da quantidade de dados recebidos, só enganam. É fácil acabar usando mais que a conta e chegar no preço do ilimitado.

O iPhone vai valer a pena se for disponibilizado por várias empresas e, ainda mais com essa história de mobilidade de número, fazer a concorrência derrubar o preço.

Para o usuário comum, que recebe e faz ligações, manda SMS, não vale a pena. Escolher o iPhone seria um luxo, um fetiche.

Ter um telefone da Apple, com iPod acoplado, GPS e Internet em qualquer lugar é mais um capricho do que útil. É bonito, é de grife, é legal mostrar pros outros o deslizar de capas no iPod ou dar zoom naquela tela grandona com o toque dos dedos.

Para os viciados em Internet é um must-have. Para quem nem está aí se tem e-mail novo ou não ficaria feliz de poder postar no próprio blog quando estiver em uma festa sem-graça, talvez o que complique seja o custo-benefício.

Para os serviços básicos com que todo mundo está acostumado, vale mais a pena um celular mais convencional.

Avaliação do iphone

Antes de sair correndo para comprar o iphone que a partir de hoje está disponivel no Brasil pelas operadoras Claro e Vivo, é bom pensar se vale a pena realmente desembolsar a grana que estão pedindo além do custo mensal com conta e acesso a banda larga.

A uol analisou o equipamento mostrando prós e contras do mesmo, como segue abaixo:

Câmera com apenas 2 megapixels

Um dos upgrades mais esperados —e não aconteceu— para a versão 3G do iPhone se referia à câmera digital do aparelho.

Ainda com apenas 2 megapixels de resolução, é preciso de ajuda extra para tirar fotos caprichadas. Alguns celulares rivais do aparelho oferecem bem mais do que isso. O N95, da Nokia, por exemplo, tem 5 megapixels.

Além da baixa qualidade das fotos, a câmera também não tem zoom óptico, flash e não grava vídeos (mas o usuário pode instalar aplicativos para a função).

Bluetooth 'capenga'

Um fio será sempre o responsável por levar os 8GB ou 16GB de músicas armazenadas no aparelho para o seu fone. A conexão sem fio de fones estéreos via Bluetooth não funciona no aparelho.

Aliás, nem sempre é possível fazer trocas de arquivo usando esse tipo de tecnologia. Em vários fóruns pela Internet, usuários reclamam de dificuldade de se fazer a conexão.

Nada de copiar e colar

Recebeu um e-mail com um link bacana e quer mandá-lo direto para o browser? Pois trate de copiá-lo em um papel. O iPhone não traz o famoso recurso "copiar e colar", útil não só para links mas também para endereços em mapas digitais.

Mensagem, só em texto

Registrar uma imagem bacana e enviá-la, automaticamente, para outro celular via MMS (mensagem multimídia) é outra função que "não vem de fábrica" no iPhone. É preciso instalar alguns aplicativos, como o Swirly MMS para dar conta do recado.

Discagem por voz

Quer discar números de telefone apenas usando a sua voz? Então será preciso recorrer a aplicativos, como o Voice Dial. A função, tão comum na maioria dos aparelhos celulares, não acompanha o iPhone.

AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DO iPHONE
PONTOS POSITIVOSPONTOS NEGATIVOS
Internet em qualquer lugar em que seu celular tiver sinal (em pontos com Wi-Fi)A bateria vai logo logo se você ficar usando o 3G loucamente
Assistir a vídeos em qualquer lugarAparelho frágil
Checar o GPS se você se perderPara quem fala demais no celular, o aparelho pode não ser anatômico (por ser muito grande)
iPod e celular em um aparelho sóSe seguir a moda mundial, o iPhone vai vir com um contrato de um ou dois anos
Agenda e contato sincronizados com PCSem botões. Isso pode parecer inovador, mas os conservadores vão se cansar logo
Ter a possibilidade de ter MSN, Facebook, MySpace e Twitter sem o PCQuer tirar foto do seu cantor favorito no palco? Esquece, vai sair tremido
Possibilidade de aplicativos novosVocê pode ter 16GB, mas ele não vai ser seu pen drive e nem pense em usar a conexão 3G como modem do computador (possível apenas com algumas 'gambiarras')
Tela gigante para a média dos celularesUm GPS no celular, outro no carro
Um smartphone feito para quem
não usaria um smartphone
Nada de vídeos
Ter a iTunes Music Store com vocêNão dá para fazer de um MP3 o toque do seu celular (com uma gambiarrinha fácil, dá)
Processamento rápidoA bateria envelheceu? O celular vai ter que ir pra Apple
Fácil de usar e intuitivoNão edita documentos
Armazena fotos mesmo que não
tiradas pelo celular da Apple
Não tem TV e o browser não roda Flash