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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Primeiro foi o Chavez, agora o Nhonho da Bolívia, só falta o kiko do Equador...rrsss Faltasó a Dna Florinda da Argentina pros EUA se borrarem de medo
LA PAZ, Bolívia, 10 Nov 2009 (AFP) - O governo boliviano pediu nesta terça-feira que o povo se prepare para uma possível invasão da América do Sul pelos Estados Unidos a partir de suas bases na Colômbia, um dia depois que o presidente Evo Morales propôs uma reunião militar da ALBA em apoio ao presidente venezuelano Hugo Chávez.
"Temos que nos preparar contra as implicações de uma invasão militar americana no continente", afirmou o vice-presidente Alvaro García, referindo-se às sete bases colombianas que os Estados Unidos utilizarão para fins militares.
A reação boliviana é um reflexo das declarações feitas por Chávez no último fim de semana, quando convocou os militares de seu país a se "prepararem para a guerra", ao considerar que Caracas poderia ser agredida pelas Estados Unidos a partir das bases militares colombianas.
"Temos que nos preparar em todos os sentidos que você possa imaginar", respondeu Linera a uma jornalista, quando esta perguntou se a Bolívia deveria "se preparar militarmente".
Pouco antes, o presidente Evo Morales havia pedido uma reunião de cúpula dos países que compõem a Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA) e suas respectivas forças armadas.
A ALBA é formada por Bolívia, Cuba, Equador, Honduras, Nicarágua, Venezuela, São Vicente e Granadinas, Dominica e Antígua e Barbuda.
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EUA antiamericanismo relação entre países
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Apesar da publicidade, companhias de petróleo investem pouco em energia alternativa
Fonte: The New York Times - de Jad Mouawad
O governo Obama deseja reduzir o consumo de petróleo, aumentar os suprimentos de energia renovável e diminuir as emissões de dióxido de carbono naquela que é a mais ambiciosa transformação da política energética no período de uma geração.
Mas as gigantes mundiais do setor petrolífero não estão convencidas de que isso funcionará. No momento em que Washington está imersa em um frenesi em relação ao setor de energia, muitas companhias de petróleo estão colocando-se à margem do processo, recusando-se a investir nas novas tecnologias apreciadas pelo presidente, ou até mesmo renegando compromissos que já assumiram.
No mês passado a Royal Dutch Shell anunciou que congelaria as suas pesquisas e investimentos em energia eólica, solar e de hidrogênio, e concentraria os seus esforços em energias alternativas na área de biocombustíveis. A companhia já vendeu grande parte da sua estrutura de energia solar e no ano passado cancelou um projeto para a construção da maior usina eólica marítima do mundo, perto de Londres.
A BP, uma companhia que passou nove anos alegando que estava deslocando-se "para além do petróleo", está na verdade retornando ao petróleo desde 2007, e reduzindo os seus programas de energia renovável. E as companhias petrolíferas norte-americanas, que sempre foram mais céticas do que as suas congêneres europeias em relação às fontes alternativas de energia, estão ignorando sistematicamente as novas mensagens que vêm de Washington.
"A meu ver, nada de fato mudou", afirmou Rex W. Tillerson, o diretor-executivo da Exxon Mobil, após a eleição do presidente Barack Obama. "Não nos opomos às fontes alternativas de energia e ao desenvolvimento delas. Mas apostar o futuro da energia do país somente nelas é algo que contradiz a realidade em tamanho e escala".
O governo deseja investir US$ 150 bilhões nos próximos dez anos para criar aquilo que chama de "um futuro energético limpo". O seu plano teria como objetivo diversificar as fontes de energia do país ao encorajar o uso de mais fontes renováveis, e ele também reduziria o consumo de petróleo e as emissões de carbono oriundas dos combustíveis fósseis.
As companhias de petróleo veiculam frequentemente propagandas expressando o seu interesse em novas formas de energia, mas os investimentos que elas de fato fazem na área contradizem as suas mensagens de marketing. O grosso do investimento dessas empresas destina-se às fontes tradicionais de petróleo, incluindo fontes de energia que emitem muito carbono, como areias betuminosas e gás natural proveniente de xistos, enquanto que os investimentos em fontes alternativas representam apenas uma fração minúscula dos gastos. Até o momento, essa situação pouco mudou durante o governo Obama.
"A proporção dos investimentos dessas empresas em energia alternativa é tão minúscula que é difícil localizar tais investimentos", afirma Nathanael Greene, analista político do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. "Essas companhias não sentem que precisam estar na liderança no setor de fontes alternativas".
Talvez não seja motivo de surpresa o fato de a maioria dos investimentos em fontes alternativas de energia não vir dos cofres das companhias petrolíferas.
Nos últimos 15 anos, as cinco principais companhias de petróleo investiram cerca de US$ 5 bilhões no desenvolvimento de fontes renováveis de energia, segundo Michael Eckhart, presidente do Conselho Americano de Energia Renovável, um grupo comercial do setor. De acordo com Eckhart, isso representa apenas 10% dos cerca de US$ 50 bilhões investidos neste período na área de energias limpas pelos fundos de capital de risco e investidores corporativos.
"As grandes empresas petrolíferas não consideram a energia alternativa um negócio de grande importância", afirma Eckhart. "Para elas trata-se de uma atividade periférica".
A Shell, por exemplo, diz que desde de 2004 investiu US$ 1,7 bilhão em projetos alternativos. Essa quantia foi eclipsada pelos US$ 87 bilhões que a companhia investiu durante o mesmo período nos seus projetos de petróleo e gás em todo o mundo. Neste ano, os investimentos totais da companhia serão de US$ 31 bilhões, e a grande maioria dessa quantia será destinada à exploração de combustíveis fósseis.
Os executivos do setor alegam que comparar os investimentos em projetos de petróleo e gás com as suas iniciativas para pesquisas no setor de energias renováveis é um equívoco. Eles afirmam que embora os combustíveis renováveis sejam necessários, eles ainda estão em um estágio inicial de desenvolvimento, e o petróleo continuará sendo a fonte dominante de energia durante décadas.
Nas suas previsões de longo prazo, a Exxon diz que, até 2050, os hidrocarbonetos - incluindo petróleo, gás e carvão mineral - responderão por 80% dos suprimentos mundiais de energia, o que equivale aproximadamente ao patamar atual.
"As energias renováveis são bastante reais", disse em um discurso em Nova York, em novembro do ano passado, David J. O'Reilly, diretor-executivo da Chevron. "Necessitamos delas. Essas fontes serão uma parte essencial do futuro que eu vislumbro. Mas não seria realista supor que sejamos capazes de substituir as fontes de energia convencionais de acordo com o cronograma sugerido por certas pessoas". De acordo com Alexander Yelland, um porta-voz da empresa, a Chevron investiu cerca de US$ 3,2 bilhões desde 2002 em "energias renováveis e alternativas e serviços de eficiência energética". Ela pretende investir US$ 2,7 bilhões até 2011 em diversos projetos, incluindo um que ajuda a melhorar a eficiência energética em companhias e agências governamentais.
Apesar do entusiasmo recém-surgido de Washington pelo verde, os executivos do setor argumentam que a substituição de qualquer parcela significativa da área de combustíveis fósseis demoraria década, na melhor das hipóteses. Segundo a Agência Internacional de Energia, apenas para acompanhar o crescimento da demanda pelas fontes convencionais de energia, os produtores necessitariam investir mais de US$ 1 trilhão por ano até 2030.
"Muitas dessas companhias percebem que o mundo está mudando", diz Daniel Yergin, diretor da Cambridge Energy Research Associates e historiador especializado no setor. "Mas o desafio para uma companhia muito grande é obter uma escala crítica. As pessoas tendem a esquecer como o setor de energia é grande".
O mundo consome cerca de 85 milhões de barris de petróleo por dia. Os Estados Unidos sozinhos exigiram seis vezes a sua área de terras aráveis - e 75% das terras cultivadas do mundo - para atender às suas necessidades energéticas com etanol produzido a partir de milho, segundo os cálculos de Vaclav Smil, especialistas em energia da Universidade de Manitoba.
E metas mais realistas e modestas estão se mostrando difíceis de serem alcançadas. Segundo os especialistas, a meta da legislação do congresso norte-americano referente ao etanol, que exige que as companhias petrolíferas utilizem 136 bilhões de litros de etanol até 2020, não poderá ser alcançada sem a aplicação de grandes avanços tecnológicos que ainda demorarão anos para surgir.
Para aumentar a oferta de combustíveis, muitas companhias estão voltando-se para as areias betuminosas do Canadá, ou convertendo carvão ou gás natural em combustíveis líquidos, tecnologias que emitem muito mais dióxido de carbono do que o petróleo convencional.
A Shell, que é uma grande investidora na província de Alberta, no Canadá, acredita que as reservas tradicionais de petróleo não serão suficientes para atender ao crescimento da demanda mundial de energia no decorrer dos próximos 50 anos. Em 2007, a BP investiu nas areias betuminosas canadenses, gerando críticas de que a empresa estaria "recarbonizando-se".
John M. Deutch, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e ex-diretor de Inteligência Central, diz que é inútil criticar as companhias de petróleo sem criar primeiro regras federais que estabeleçam um preço para as emissões de dióxido de carbono. Segundo ele, assim que isso ocorrer, as companhias adaptarão as suas estratégias.
"Que papel as companhias de petróleo desempenharão no futuro em termos de alternativa aos hidrocarbonetos convencionais? A resposta correta é que ninguém sabe", diz Deutch. "O mais importante é que o governo crie uma política de carbono. Podemos ter certeza absoluta de que as companhias de petróleo, bem como outras companhias, seguirão essa política".
Uma área na qual as companhias se concentram cada vez mais é a de fabricação de combustíveis líquidos a partir de plantas. A BP em breve construirá uma fábrica de demonstração na Flórida, na qual produzirá etanol feito com matéria vegetal; a Shell trabalha com várias firmas desde 2002 no sentido de fabricar etanol a partir de culturas que não são destinadas à produção de alimentos. No ano passado, ela fechou acordos com seis companhias, incluindo uma do Brasil, e decidiu abandonar as suas outras iniciativas na área de combustíveis renováveis para concentrar-se apenas nos biocombustíveis.
"Os biocombustíveis são a fonte de energia que está mais próxima do nosso negócio central", justifica Darci Sinclair, uma porta-voz da companhia.
Outras áreas também trazem promessas significativas para a indústria, como as tecnologias para a captura de emissões de dióxido de carbono e a sua armazenagem no subsolo, bem como programas de eficiência energética, especialmente no setor de transportes. A Exxon, que há muito tempo é a companhia de petróleo mais cética em relação às fontes alternativas de energia, está trabalhando em programas de longo prazo para aumentar a economia de combustível e reduzir as emissões.
No fim das contas, muitos analistas dizem acreditar que as companhias de petróleo estão aguardando o surgimento de uma tecnologia vencedora. Alan Shaw, diretor-executivo da Codexis, uma empresa de biotecnologia do Vale do Silício que trabalha com a Shell, diz que as companhias de petróleo não estão cegas para a nova realidade política, mas observa que elas estão também fazendo os seus negócios com o objetivo de obter lucros.
"Não perca as esperanças em relação às grandes empresas petrolíferas", diz Shaw. "Elas ainda não atingiram um ponto em que estejam prontas a investir, mas estão chegando lá. Creio que nos próximos dez anos elas investirão centenas de vezes mais do que investiram nos últimos dez anos".
O governo Obama deseja reduzir o consumo de petróleo, aumentar os suprimentos de energia renovável e diminuir as emissões de dióxido de carbono naquela que é a mais ambiciosa transformação da política energética no período de uma geração.
Mas as gigantes mundiais do setor petrolífero não estão convencidas de que isso funcionará. No momento em que Washington está imersa em um frenesi em relação ao setor de energia, muitas companhias de petróleo estão colocando-se à margem do processo, recusando-se a investir nas novas tecnologias apreciadas pelo presidente, ou até mesmo renegando compromissos que já assumiram.
No mês passado a Royal Dutch Shell anunciou que congelaria as suas pesquisas e investimentos em energia eólica, solar e de hidrogênio, e concentraria os seus esforços em energias alternativas na área de biocombustíveis. A companhia já vendeu grande parte da sua estrutura de energia solar e no ano passado cancelou um projeto para a construção da maior usina eólica marítima do mundo, perto de Londres.
A BP, uma companhia que passou nove anos alegando que estava deslocando-se "para além do petróleo", está na verdade retornando ao petróleo desde 2007, e reduzindo os seus programas de energia renovável. E as companhias petrolíferas norte-americanas, que sempre foram mais céticas do que as suas congêneres europeias em relação às fontes alternativas de energia, estão ignorando sistematicamente as novas mensagens que vêm de Washington.
"A meu ver, nada de fato mudou", afirmou Rex W. Tillerson, o diretor-executivo da Exxon Mobil, após a eleição do presidente Barack Obama. "Não nos opomos às fontes alternativas de energia e ao desenvolvimento delas. Mas apostar o futuro da energia do país somente nelas é algo que contradiz a realidade em tamanho e escala".
O governo deseja investir US$ 150 bilhões nos próximos dez anos para criar aquilo que chama de "um futuro energético limpo". O seu plano teria como objetivo diversificar as fontes de energia do país ao encorajar o uso de mais fontes renováveis, e ele também reduziria o consumo de petróleo e as emissões de carbono oriundas dos combustíveis fósseis.
As companhias de petróleo veiculam frequentemente propagandas expressando o seu interesse em novas formas de energia, mas os investimentos que elas de fato fazem na área contradizem as suas mensagens de marketing. O grosso do investimento dessas empresas destina-se às fontes tradicionais de petróleo, incluindo fontes de energia que emitem muito carbono, como areias betuminosas e gás natural proveniente de xistos, enquanto que os investimentos em fontes alternativas representam apenas uma fração minúscula dos gastos. Até o momento, essa situação pouco mudou durante o governo Obama.
"A proporção dos investimentos dessas empresas em energia alternativa é tão minúscula que é difícil localizar tais investimentos", afirma Nathanael Greene, analista político do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. "Essas companhias não sentem que precisam estar na liderança no setor de fontes alternativas".
Talvez não seja motivo de surpresa o fato de a maioria dos investimentos em fontes alternativas de energia não vir dos cofres das companhias petrolíferas.
Nos últimos 15 anos, as cinco principais companhias de petróleo investiram cerca de US$ 5 bilhões no desenvolvimento de fontes renováveis de energia, segundo Michael Eckhart, presidente do Conselho Americano de Energia Renovável, um grupo comercial do setor. De acordo com Eckhart, isso representa apenas 10% dos cerca de US$ 50 bilhões investidos neste período na área de energias limpas pelos fundos de capital de risco e investidores corporativos.
"As grandes empresas petrolíferas não consideram a energia alternativa um negócio de grande importância", afirma Eckhart. "Para elas trata-se de uma atividade periférica".
A Shell, por exemplo, diz que desde de 2004 investiu US$ 1,7 bilhão em projetos alternativos. Essa quantia foi eclipsada pelos US$ 87 bilhões que a companhia investiu durante o mesmo período nos seus projetos de petróleo e gás em todo o mundo. Neste ano, os investimentos totais da companhia serão de US$ 31 bilhões, e a grande maioria dessa quantia será destinada à exploração de combustíveis fósseis.
Os executivos do setor alegam que comparar os investimentos em projetos de petróleo e gás com as suas iniciativas para pesquisas no setor de energias renováveis é um equívoco. Eles afirmam que embora os combustíveis renováveis sejam necessários, eles ainda estão em um estágio inicial de desenvolvimento, e o petróleo continuará sendo a fonte dominante de energia durante décadas.
Nas suas previsões de longo prazo, a Exxon diz que, até 2050, os hidrocarbonetos - incluindo petróleo, gás e carvão mineral - responderão por 80% dos suprimentos mundiais de energia, o que equivale aproximadamente ao patamar atual.
"As energias renováveis são bastante reais", disse em um discurso em Nova York, em novembro do ano passado, David J. O'Reilly, diretor-executivo da Chevron. "Necessitamos delas. Essas fontes serão uma parte essencial do futuro que eu vislumbro. Mas não seria realista supor que sejamos capazes de substituir as fontes de energia convencionais de acordo com o cronograma sugerido por certas pessoas". De acordo com Alexander Yelland, um porta-voz da empresa, a Chevron investiu cerca de US$ 3,2 bilhões desde 2002 em "energias renováveis e alternativas e serviços de eficiência energética". Ela pretende investir US$ 2,7 bilhões até 2011 em diversos projetos, incluindo um que ajuda a melhorar a eficiência energética em companhias e agências governamentais.
Apesar do entusiasmo recém-surgido de Washington pelo verde, os executivos do setor argumentam que a substituição de qualquer parcela significativa da área de combustíveis fósseis demoraria década, na melhor das hipóteses. Segundo a Agência Internacional de Energia, apenas para acompanhar o crescimento da demanda pelas fontes convencionais de energia, os produtores necessitariam investir mais de US$ 1 trilhão por ano até 2030.
"Muitas dessas companhias percebem que o mundo está mudando", diz Daniel Yergin, diretor da Cambridge Energy Research Associates e historiador especializado no setor. "Mas o desafio para uma companhia muito grande é obter uma escala crítica. As pessoas tendem a esquecer como o setor de energia é grande".
O mundo consome cerca de 85 milhões de barris de petróleo por dia. Os Estados Unidos sozinhos exigiram seis vezes a sua área de terras aráveis - e 75% das terras cultivadas do mundo - para atender às suas necessidades energéticas com etanol produzido a partir de milho, segundo os cálculos de Vaclav Smil, especialistas em energia da Universidade de Manitoba.
E metas mais realistas e modestas estão se mostrando difíceis de serem alcançadas. Segundo os especialistas, a meta da legislação do congresso norte-americano referente ao etanol, que exige que as companhias petrolíferas utilizem 136 bilhões de litros de etanol até 2020, não poderá ser alcançada sem a aplicação de grandes avanços tecnológicos que ainda demorarão anos para surgir.
Para aumentar a oferta de combustíveis, muitas companhias estão voltando-se para as areias betuminosas do Canadá, ou convertendo carvão ou gás natural em combustíveis líquidos, tecnologias que emitem muito mais dióxido de carbono do que o petróleo convencional.
A Shell, que é uma grande investidora na província de Alberta, no Canadá, acredita que as reservas tradicionais de petróleo não serão suficientes para atender ao crescimento da demanda mundial de energia no decorrer dos próximos 50 anos. Em 2007, a BP investiu nas areias betuminosas canadenses, gerando críticas de que a empresa estaria "recarbonizando-se".
John M. Deutch, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e ex-diretor de Inteligência Central, diz que é inútil criticar as companhias de petróleo sem criar primeiro regras federais que estabeleçam um preço para as emissões de dióxido de carbono. Segundo ele, assim que isso ocorrer, as companhias adaptarão as suas estratégias.
"Que papel as companhias de petróleo desempenharão no futuro em termos de alternativa aos hidrocarbonetos convencionais? A resposta correta é que ninguém sabe", diz Deutch. "O mais importante é que o governo crie uma política de carbono. Podemos ter certeza absoluta de que as companhias de petróleo, bem como outras companhias, seguirão essa política".
Uma área na qual as companhias se concentram cada vez mais é a de fabricação de combustíveis líquidos a partir de plantas. A BP em breve construirá uma fábrica de demonstração na Flórida, na qual produzirá etanol feito com matéria vegetal; a Shell trabalha com várias firmas desde 2002 no sentido de fabricar etanol a partir de culturas que não são destinadas à produção de alimentos. No ano passado, ela fechou acordos com seis companhias, incluindo uma do Brasil, e decidiu abandonar as suas outras iniciativas na área de combustíveis renováveis para concentrar-se apenas nos biocombustíveis.
"Os biocombustíveis são a fonte de energia que está mais próxima do nosso negócio central", justifica Darci Sinclair, uma porta-voz da companhia.
Outras áreas também trazem promessas significativas para a indústria, como as tecnologias para a captura de emissões de dióxido de carbono e a sua armazenagem no subsolo, bem como programas de eficiência energética, especialmente no setor de transportes. A Exxon, que há muito tempo é a companhia de petróleo mais cética em relação às fontes alternativas de energia, está trabalhando em programas de longo prazo para aumentar a economia de combustível e reduzir as emissões.
No fim das contas, muitos analistas dizem acreditar que as companhias de petróleo estão aguardando o surgimento de uma tecnologia vencedora. Alan Shaw, diretor-executivo da Codexis, uma empresa de biotecnologia do Vale do Silício que trabalha com a Shell, diz que as companhias de petróleo não estão cegas para a nova realidade política, mas observa que elas estão também fazendo os seus negócios com o objetivo de obter lucros.
"Não perca as esperanças em relação às grandes empresas petrolíferas", diz Shaw. "Elas ainda não atingiram um ponto em que estejam prontas a investir, mas estão chegando lá. Creio que nos próximos dez anos elas investirão centenas de vezes mais do que investiram nos últimos dez anos".
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Toma posse o novo presidente do mundo, digo dos EUA
Barack Obama toma posse hoje do cargo.
Chris Rock em seu show, brincou dizendo que a única coisa ruim é que Obama é casado com uma mulher negra. Ele deveria ter uma esposa branca. Ai ele explica que se a esposa de Barack Obama fosse branca, ele diria "Querida, sou o presidente" e ela responderia: "Que bom, o que farei para ajuda-lo?". Mas com uma esposa negra e americana a conversa é assim: "Querida, sou o presidente" e ela responderia balançando a cabeça: "Você presidente? Hhum. NÓS somos presidentes, OK?".
A platéia morre de rir com essas tiradas politicamente incorretas, mas tive que rir vendo no site da Globo, as fotos do juramento que os presidentes americanos fazem colocando a mão sob uma biblia que que mestava segurando a bíblia era Michelle Obama, a esposa de Barack Obama e que será a primeira-dama. Foi impossivel não lembrar da piada de Chris Rock; porque de certa forma, ela estava ali jurando também.
Desconheço que as primeiras-damas anteriores tenham segurado a bíblia para o juramento de seus maridos.
Barack Obama assume com a obrigação de ditar as políticas e pensamentos americanos. Até agora ele sensatamente evitou comentar situações específicas como a guerra no oriente médio; ms agora precisará faze-lo.
O mundo entra na parte final do primeiro decênio do século XXI sem ter resolvido ou ainda sob influência de problemas anteriores ao século XX:
A crise dos alimentos não foi debelada com uma solução duradoura, mas arrefecida por conta da crise financeira mundial que derrubou o preço do petróleo, componente importante na produção de alimentos.
A crise financeira por sua vez está longe de seu término; e as medidas até agora anunciadas, de antemão, se sabe serem incapazes para resolver a crise.
A ONU é uma enorme, gigantesca ONG, ineficiente mas com poder para prejudicar populações inteiras quando usada como massa de manobra, ora pelos paises membros do CS, que são ainda os vencedores da segunda guerra com França e China juntos por conta de seu poder militar atômico; ora pelos paises do Conselho de Direitos Humanos com didaturas e autocrácias árabes com poder de voto;
A presença americana no Iraque ao passo que diminuir dará espaço ao ativismo religioso sob influência do Irã.
A questão do Oriente Médio não foi sequer discutida com razoabilidade.
A Russia quer voltar aos tempos de Pedro o Grande, querendo ser um potência mundial de peso, dentes e rosnando alto com a mão na torneira do gás que abastece a Europa.
O afeganistão continua sendo palco de terroristas e traficantes de drogas.
Vira e mexe, Paquistão e Índia, duas nações que detem domínio de armas nucleares vivem as turras.
O antiamericanismo bocó sulamericano está a toda.
Se ele conseguir resolver apenas um desses problemas, já terá feito um grande governo.
Chris Rock em seu show, brincou dizendo que a única coisa ruim é que Obama é casado com uma mulher negra. Ele deveria ter uma esposa branca. Ai ele explica que se a esposa de Barack Obama fosse branca, ele diria "Querida, sou o presidente" e ela responderia: "Que bom, o que farei para ajuda-lo?". Mas com uma esposa negra e americana a conversa é assim: "Querida, sou o presidente" e ela responderia balançando a cabeça: "Você presidente? Hhum. NÓS somos presidentes, OK?".
A platéia morre de rir com essas tiradas politicamente incorretas, mas tive que rir vendo no site da Globo, as fotos do juramento que os presidentes americanos fazem colocando a mão sob uma biblia que que mestava segurando a bíblia era Michelle Obama, a esposa de Barack Obama e que será a primeira-dama. Foi impossivel não lembrar da piada de Chris Rock; porque de certa forma, ela estava ali jurando também.
Desconheço que as primeiras-damas anteriores tenham segurado a bíblia para o juramento de seus maridos.
Barack Obama assume com a obrigação de ditar as políticas e pensamentos americanos. Até agora ele sensatamente evitou comentar situações específicas como a guerra no oriente médio; ms agora precisará faze-lo.
O mundo entra na parte final do primeiro decênio do século XXI sem ter resolvido ou ainda sob influência de problemas anteriores ao século XX:
A crise dos alimentos não foi debelada com uma solução duradoura, mas arrefecida por conta da crise financeira mundial que derrubou o preço do petróleo, componente importante na produção de alimentos.
A crise financeira por sua vez está longe de seu término; e as medidas até agora anunciadas, de antemão, se sabe serem incapazes para resolver a crise.
A ONU é uma enorme, gigantesca ONG, ineficiente mas com poder para prejudicar populações inteiras quando usada como massa de manobra, ora pelos paises membros do CS, que são ainda os vencedores da segunda guerra com França e China juntos por conta de seu poder militar atômico; ora pelos paises do Conselho de Direitos Humanos com didaturas e autocrácias árabes com poder de voto;
A presença americana no Iraque ao passo que diminuir dará espaço ao ativismo religioso sob influência do Irã.
A questão do Oriente Médio não foi sequer discutida com razoabilidade.
A Russia quer voltar aos tempos de Pedro o Grande, querendo ser um potência mundial de peso, dentes e rosnando alto com a mão na torneira do gás que abastece a Europa.
O afeganistão continua sendo palco de terroristas e traficantes de drogas.
Vira e mexe, Paquistão e Índia, duas nações que detem domínio de armas nucleares vivem as turras.
O antiamericanismo bocó sulamericano está a toda.
Se ele conseguir resolver apenas um desses problemas, já terá feito um grande governo.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O que dizer?
Pois é, não!?!
Cúpula de paises americanos com excessão de dois deles, EUA e Canadá? Como se eles não estivessem no continente americano mas presos a Ásia? Não épor isso? Claro, devem ficar de fora os dois mais ricos? Seria então, não uma cúpula de paises americanos mas uma cúpula de paises do terceiro e segundo mundo?
Qual a razão de criar um espécie de ALCA sem os EUA e Canadá? É porque o tamanho deles geraria uma hegemonia comercial dos EUA sufocando os demais paises. Bem, foi essa uma das principais razões para a ALCA ter sido detonada, o que demonstra, cá pra nós, que os EUA não é tão hegemonico assim e se fosse, teria levado no muque esse proposta que vem desde o governo Clinton e não era coisa do malvado homem branco Bush.
O Brasil sofre, guardadas as devidas proporções das mesmas críticas que são feitas aos EUA, quando fica na posição deste, no jogo.
Não é de hoje que a Venezuela refere-se ao Brasil como imperialista econômico. A Bolívia já fez uso desse discurso rasteiro e os membros do MercoSul vez e outra também exigem salvaguardas de seus produtos contra os brasileiros. Agora a moda é gritar contra a "legalidade" de dívidas externas, como se alguem tivesse dito ao governante de plantão que ele deveria escolher o que iria ficar no contrato, a assinatura ou os miolos dele.
Se os paises membros do MercoSul não conseguem sentar em uma mesa e avançar nas propostas (lembrando que é obvio que não se sai correndo assinando acordos e abrindo mercados, vide a Europa que discute sua unificação e a vem implantando aos poucos a mais de 50 anos); como esperar fazer um mercado "latino americano" com outros paises com ainda maiores desproporções em comparação ao Brasil? Não é obvio que a capacidade de produção brasileira pode inundar os mercados dos paises ao redor com a mesma facilidade que produtos americanos fariam em um mercado unificado? Então é praticamente certo que as "reclamações dos "hermanos" do MercoSul sejam amplificadas para todos.
O Brasil seria o EUA da vez. Não seria?
Essa idéia de mercados e foruns sem a participação dos EUA é uma mera sequência de outras idéias similares como o tal do organismo de defesa, também sem a participação dos EUA.
Curiosamente, deseja-se a inclusão de Cuba; numa espécie de justiça poética ao embargo econômico, embargo esse que ninguem dava bola, porque Cuba era financiada pela extinta URSS e agora...pela Venezuela que tem sua principal pra não dizer única riqueza em sucessiva queda de valor por barril.
Eu não entendo esse antiamericanismo idiota. Fica a sempre presente sensação de que os cabeças do governo agem exatamente como o presidente Lula explica as posturas dos paises "hermanos"; coisa de irmão mais novo que briga com o mais velho, que o mais velho tem que ter paciência, etc.
Essa postura de bater forte nos grandes, porque sabe-se que não haverá respostas; é exatamente a mesma postura que os outros ftem com o Brasil.
Uma ALCA sem os EUA não existirá nunca. Sem o país EUA é claro que existirá; mas outro tomará seu lugar como saco de pancadas e esse pelo tamanho é o Brasil.
Vale a pena?
Cúpula de paises americanos com excessão de dois deles, EUA e Canadá? Como se eles não estivessem no continente americano mas presos a Ásia? Não épor isso? Claro, devem ficar de fora os dois mais ricos? Seria então, não uma cúpula de paises americanos mas uma cúpula de paises do terceiro e segundo mundo?
Qual a razão de criar um espécie de ALCA sem os EUA e Canadá? É porque o tamanho deles geraria uma hegemonia comercial dos EUA sufocando os demais paises. Bem, foi essa uma das principais razões para a ALCA ter sido detonada, o que demonstra, cá pra nós, que os EUA não é tão hegemonico assim e se fosse, teria levado no muque esse proposta que vem desde o governo Clinton e não era coisa do malvado homem branco Bush.
O Brasil sofre, guardadas as devidas proporções das mesmas críticas que são feitas aos EUA, quando fica na posição deste, no jogo.
Não é de hoje que a Venezuela refere-se ao Brasil como imperialista econômico. A Bolívia já fez uso desse discurso rasteiro e os membros do MercoSul vez e outra também exigem salvaguardas de seus produtos contra os brasileiros. Agora a moda é gritar contra a "legalidade" de dívidas externas, como se alguem tivesse dito ao governante de plantão que ele deveria escolher o que iria ficar no contrato, a assinatura ou os miolos dele.
Se os paises membros do MercoSul não conseguem sentar em uma mesa e avançar nas propostas (lembrando que é obvio que não se sai correndo assinando acordos e abrindo mercados, vide a Europa que discute sua unificação e a vem implantando aos poucos a mais de 50 anos); como esperar fazer um mercado "latino americano" com outros paises com ainda maiores desproporções em comparação ao Brasil? Não é obvio que a capacidade de produção brasileira pode inundar os mercados dos paises ao redor com a mesma facilidade que produtos americanos fariam em um mercado unificado? Então é praticamente certo que as "reclamações dos "hermanos" do MercoSul sejam amplificadas para todos.
O Brasil seria o EUA da vez. Não seria?
Essa idéia de mercados e foruns sem a participação dos EUA é uma mera sequência de outras idéias similares como o tal do organismo de defesa, também sem a participação dos EUA.
Curiosamente, deseja-se a inclusão de Cuba; numa espécie de justiça poética ao embargo econômico, embargo esse que ninguem dava bola, porque Cuba era financiada pela extinta URSS e agora...pela Venezuela que tem sua principal pra não dizer única riqueza em sucessiva queda de valor por barril.
Eu não entendo esse antiamericanismo idiota. Fica a sempre presente sensação de que os cabeças do governo agem exatamente como o presidente Lula explica as posturas dos paises "hermanos"; coisa de irmão mais novo que briga com o mais velho, que o mais velho tem que ter paciência, etc.
Essa postura de bater forte nos grandes, porque sabe-se que não haverá respostas; é exatamente a mesma postura que os outros ftem com o Brasil.
Uma ALCA sem os EUA não existirá nunca. Sem o país EUA é claro que existirá; mas outro tomará seu lugar como saco de pancadas e esse pelo tamanho é o Brasil.
Vale a pena?
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Reportagem do Estado sobre antiamericanismo
Segue reportagem do Estadão sobre a questão do antiamericanismo. Volto em outro post com comentários, pra esse post não ficar grande demais motivando a "discórdia" e o "desconforto" nos leitores mais "sensiveis".
Por Denise Chrispim Marin e Tânia Monteiro, no Estadão:
A recuperação da hegemonia dos EUA na América Latina e no Caribe não é desejável nem viável. Dessa forma, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, delineou o viés antiamericano do novo projeto de integração regional liderado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, que será consolidado com a realização da primeira Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC) entre hoje e quarta-feira, na Costa do Sauípe, na Bahia.
À imprensa, Amorim destacou que a região atingiu "maturidade" suficiente para lidar com seus problemas, sem precisar de tutela, e insistiu que os EUA precisam ter consciência dessa nova realidade. O recado chega à Casa Branca a um mês da posse do novo presidente, Barack Obama, e quatro meses do primeiro encontro previsto entre Obama e líderes latino-americanos na Cúpula das Américas. Essa será a ocasião para uma reunião entre Obama e Lula.
"Acho que eles (os EUA) não querem, não é desejável e não é possível (a reconstrução da hegemonia americana na América Latina)", disse Amorim. "Queremos ter uma boa relação com os EUA. Mas é bom que eles vejam que temos mecanismos de integração e desenvolvimento que não dependem de tutela externa."
Tentando amenizar o viés antiamericano da CALC Amorim lembrou que, em 200 anos de independência, a América Latina jamais havia realizado um encontro entre seus chefes de Estado sem a presença dos EUA ou da União Européia. A CALC é vista no governo Lula como um contraponto regional, sob a liderança do Brasil, ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). Capitaneado pelos EUA, esse projeto foi abortado por Brasil, Argentina e Venezuela em 2005.
Sob os ecos de suas recentes críticas aos EUA e a Obama - a quem responsabilizou pelo fracasso da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) -, Amorim defendeu que essa negociação ainda não morreu, mas apenas entrou em "estado de hibernação".
O presidente cubano, Raúl Castro, disse ontem na Costa do Sauípe que está disposto a negociar o fim do embargo econômico à ilha com Obama, se o futuro presidente desejar.
Por Denise Chrispim Marin e Tânia Monteiro, no Estadão:
A recuperação da hegemonia dos EUA na América Latina e no Caribe não é desejável nem viável. Dessa forma, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, delineou o viés antiamericano do novo projeto de integração regional liderado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, que será consolidado com a realização da primeira Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC) entre hoje e quarta-feira, na Costa do Sauípe, na Bahia.
À imprensa, Amorim destacou que a região atingiu "maturidade" suficiente para lidar com seus problemas, sem precisar de tutela, e insistiu que os EUA precisam ter consciência dessa nova realidade. O recado chega à Casa Branca a um mês da posse do novo presidente, Barack Obama, e quatro meses do primeiro encontro previsto entre Obama e líderes latino-americanos na Cúpula das Américas. Essa será a ocasião para uma reunião entre Obama e Lula.
"Acho que eles (os EUA) não querem, não é desejável e não é possível (a reconstrução da hegemonia americana na América Latina)", disse Amorim. "Queremos ter uma boa relação com os EUA. Mas é bom que eles vejam que temos mecanismos de integração e desenvolvimento que não dependem de tutela externa."
Tentando amenizar o viés antiamericano da CALC Amorim lembrou que, em 200 anos de independência, a América Latina jamais havia realizado um encontro entre seus chefes de Estado sem a presença dos EUA ou da União Européia. A CALC é vista no governo Lula como um contraponto regional, sob a liderança do Brasil, ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). Capitaneado pelos EUA, esse projeto foi abortado por Brasil, Argentina e Venezuela em 2005.
Sob os ecos de suas recentes críticas aos EUA e a Obama - a quem responsabilizou pelo fracasso da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) -, Amorim defendeu que essa negociação ainda não morreu, mas apenas entrou em "estado de hibernação".
O presidente cubano, Raúl Castro, disse ontem na Costa do Sauípe que está disposto a negociar o fim do embargo econômico à ilha com Obama, se o futuro presidente desejar.
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EUA antiamericanismo relação entre países
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