terça-feira, 8 de abril de 2008

7 condições para negociar contratos de fornecimento de sistemas e software

Por Flávia Yuri, do COMPUTERWORLD

20 de março de 2008 - 06h30


1) Documente tudo

Documente todas as funções e responsabilidades de fornecedores estratégicos, criando um plano de relacionamento.

No início da negociação, quem aparece são os vendedores. Na implementação, o setor técnico entra em contato com o time designado pela empresa para tocar o projeto. Mais tarde, as relações com o software se tornam mais complexas e é necessário ter múltiplos pontos de contato com o fornecedor. Por isso, você deve entender que relações ocorrerão ao longo do tempo e documentar, no contrato, que funções serão realizadas por quem.

Isso é importante, em primeiro lugar, para evitar o empurra-empurra de responsabilidades quando imprevistos acontecerem. Além disso, se o fornecedor mantiver contatos com setores da sua empresa que você desconhece, isso pode prejudicar o seu poder de barganha. Por exemplo, no momento da negociação, você afirma que não há interesse de renovar o módulo de finanças. No entanto, o fornecedor já telefonou para um gerente da área de finanças que se tornou seu "camarada" e este mencionou que estão aguardando o upgrade dos sistemas. Seu blefe foi descoberto.

2) Atenção às mudanças

Fique de olho nas mudanças que estão por vir no licenciamento de softwares e negocie a troca de sistemas de cobrança.

O modo como os softwares são cobrados sofrerá alterações. O modelo de usuários concomitantes está caindo em desuso, o que significa que os novos contratos tornarão as versões antigas do software e os acordos de licenciamento obsoletos rapidamente. "Na maioria das vezes, as empresas saem perdendo na conversão de um tipo de licença para outro", afirma Alexa.

Para evitar dúvidas ou confusão sobre a nova métrica proposta pelo fornecedor, as bases para conversão de qualquer modelo devem ser bem especificadas no contrato inicial. E não se deixar confundir por siglas e novas nomenclaturas: você deve ter em mente, no ato da negociação, exatamente o que é capaz de fazer com que quantidade de dinheiro e como isso pode mudar com a nova proposta.

3) Detalhe seus contratos

Faça constar do contrato todos os serviços que você espera do software. Não se restrinja aos nomes dos programas.

As licenças e os acordos de manutenção freqüentemente não descrevem com exatidão para que servem os programas, apenas fazem constar o nome do produto. Pior: muitos contratos não garantem os upgrades, ou seja, as atualizações são cobradas como se fossem produtos novos. Para evitar surpresas desagradáveis, é preciso colocar no contrato todas as ações que devem ser realizadas com o programa, independentemente de seu título.

4) Defina usuários

Crie perfis de usuários do software e reduza custos

Um dos meios mais eficientes para se reduzir custos é mapear o tipo de uso que um funcionário ou um grupo de funcionários fará dele. Muitas vezes, empregados que cairiam na categoria de usuário profissional vão extrair do software muito menos valor do que ele propõe. Nesses casos, de usuários light, é possível negociar um status diferente e pagar menos pelo direito ao software. A economia no final do ano, em alguns casos, é de 10%, e muito maior em contratos mais longos, segundo estudo do Gartner.

5) Defina sistemas operacionais

Garanta o direito à transferência de plataforma

Qualquer que seja o sistema operacional ou a máquina em que a software rodará, o preço cobrado pelo programa será o mesmo. No entanto, se a companhia quiser transferir o software para outro sistema poderá se deparar com uma taxa de transferência. Explicite no contrato o direito à transferência sem custos adicionais.

6) É permitido desistir

A empresa pode desistir de programas

Na ânsia de cumprir suas metas de vendas, os fornecedores fazem promoções e acabam empurrando mais licenças do que a companhia realmente precisa. Na hora de desistir do excedente, o cliente se depara com a recusa do fornecedor em remover licenças parcialmente ou ainda com o recalculo das licenças que sobraram como condição para a remoção. Isso deve ser evitado em contrato. Inclua cláusulas garantindo seu direito a desistir de licenças desnecessárias.

7) Suspensão não é crime

Proteja seu direito a suspender algumas aplicações

Muitas empresas, sob pressão para reduzir custos, pensam em suspender o pagamento de licenças de softwares que não estão utilizando. Mas aí percebem que seus contratos impõem uma multa para reinstalação das licenças, caso elas as queiram de volta, que pode ser até três vezes maior do que o pagamento da manutenção pelo período.

Exija, no contrato inicial, o fim das penalidades por desistência de algum programa e limite as cobranças por reinstalação de uma licença a no máximo 100% do valor que teria sido pago no período de suspensão.

Executivos da SAP e Salesforce fazem debate “quente”

Executivos da SAP e Salesforce fazem debate “quente”

Hasso Plattner, da SAP, e Marc Benioff, Salesforce, não pouparam críticas, cada um ao modelo do outro, em debate sobre o mercado corporativo de software.

Por IDG News Service, EUA

07 de abril de 2008 - 09h30

asso Plattner, da SAP, e Marc Benioff, da Salesforce.com, esquentaram um debate realizado nesta quinta-feira (04/04) sobre qual companhia teria a melhor plataforma para rodar aplicativos corporativos.

O evento realizado no Museu da História da Computação, no Vale do Silício, teve como tema principal o futuro do software corporativo, apesar da questão não ter sido feita em momento algum. Quentin Hardy, da revista Forbes, mediou o encontro e os dois executivos falaram dos méritos do modelo sob demanda, da Salesforce, e do modelo de implementação utilizado pela SAP.

Benioff, chairman e CEO da Salesforce.com, foi mais rápido em suas respostas do Plattner, co-fundador e chairman do quadro de supervisores da SAP. Em alguns momentos, o primeiro antagonizou o segundo, que não ficou muito satisfeito.

“Eu gostaria que a SAP desenvolvesse sobre nossa plataforma. Eles tem tido problemas com o modelo sob demanda, que não tem grandes clientes. Então, quando eu vejo esta situação, eu digo: o que podemos fazer para ajudá-los a fazer isso acontecer? Eles precisam escrever seus aplicativos em nossa plataforma, porque eles nunca conseguirão de outro modo”, disse Benioff.


PHA. Blogs, Análises e Confusões

Blogs autorais como o próprio termo explicita possuem autores, um ou um conjunto deles devidamente autorizados pelo dono do blog. Também participam outros, fornecendo os nomes próprios, utilizando fakes ou mesmo anônimos através de comentários.

Jornais são veículos dirigidos por empresas que possuem interesses comerciais e empresariais e é necessária uma enorme dose de atenção e vigilância para que o “businessman” não se misture com o “newsman”. Existe um filme bastante interessante sobre esse assunto chamado “O informante”, sobre a mistura de notícias, negócios e dinheiro, no caso em questão, da indústria do
tabaco.

É claro que todos eles dirão que possuem interesse no crescimento do país, que defendem os interesses nacionais e até aí nada demais, porque qual empresa, veículos ou grupo defenderiam teses contrárias?

Diante de uma controvérsia, uma briga ou acidente na rua, sempre se forma uma multidão e nessa multidão, protegido pela “coletividade” e pelo “anonimato”, sempre tem alguém puxando um cordão de gritos, xingamentos ou risadas. Quantas vezes já assistimos alguém querendo pular de uma ponte ou prédio e pessoas em abaixo gritando “calma” enquanto outros gritam “pule”.

Há bem pouco tempo atrás, acompanhar as notícias através dos jornais era uma atividade tão passiva quanto assistir televisão. Tá certo, pode-se escrever ou mandar emails para as redações concordando, reclamando, criticando, etc. Mas honestamente, quantos eram ou são publicados? Como competir com as verdadeiras malas-diretas criadas por militantes do assunto a ou b?

Nesse sentido, a eclosão dos blogs, permitiu que as pessoas demonstrassem seu grau de satisfação ou o contrário, já que criar blogs é algo acessível a qualquer um e comentar neles idem.

O problema ou melhor dizendo a característica dominante desse ambiente é que a polarização de idéias e ideologias, assim como a alimentação de boatos e falsidades sem contar as teorias conspiratórias às vezes torna o debate surrealista.

Também existe a questão da velocidade da informação. Um jornal reproduz pelo menos em tese, os acontecimentos do dia anterior, que já foram reproduzidos e analisados na internet durante a noite.

Por outro lado, não se pode deixar de considerar que muitos blogs, mesmo os mais visitados ou famosos, fazem clipping de notícias de jornais, em geral, dos grandes jornais e partir deles produzem posts de análises. Assim é possível concluir que blogs e jornais acabam convivendo e
compartilhando espaços.

Qual deles possui maior confiabilidade? Preservada a lógica, todos possuem uma relativa confiabilidade. Confiabilidade de que os jornais por mais que alguns queiram, não pode mudar a realidade das coisas, posta a grande vigilância que os blogs mantêm sobre os jornais e a mídia de um modo geral. Confiabilidade de que os blogs por mais que alguns queiram, não reproduz verdades absolutas, nem são inspirados pelo divino espírito santo; mas reproduz os
conceitos e opiniões dos blogueiros, só isso!

Quanto ao caso do Paulo Henrique Amorim e sua demissão do portal IG.

Sempre achei interessante que a cobertura dada por ele em seu blog de determinado assunto, era tratado de forma diferenciada nas reportagens da TV Record. Por exemplo me recordo de sua crítica no blog, sobre a cobertura dos telejornais sobre a queda do avião da TAM, sobre o uso da emoção permitindo um "sem número" de acusações. Enquanto isso, nas reportagens comandadas por ele, ele acompanhou bombeiros visitando vítimas resgatadas gerando enorme emocionalismo e anunciou as mesmas "sem número" de acusações. Nesse aspecto ficava claro que havia uma diferença entre o blogueiro e o profissional da TV Record; e não existe nada de errado nisso, porque no primeiro expressou sua opinião e no segundo respeitou a decisão de quem afinal lhe paga o salário.

Em seu blog, acompanhava-se uma batalha contra um empresário, contra o partido PSDB, contra o governador de São Paulo e contra o ex-presidente. Esses eram os motes comuns do blog, chegando ao ponto de dizer, no caso de uma greve dos metroviários que era o apagão do governo Serra. Entretanto quando a justiça considerou a greve ilegal e condenou o sindicato a
multas, não houve sequer um comentário sobre o assunto.

Da mesma forma como Reinaldo Azevedo chama o atual presidente de “babalorixá de banânia” ou “apedeuta” e é criticado por isso, PHA chama FHC de “Farol de Alexandria” e curiosamente não se levantam críticas ao mesmo.

Essa situação persistiu até que resolveu primeiro apoiar e depois criticar abertamente a associação da OI e Telemar, coisa que ia de encontro ao interesses comerciais do dono do portal IG que é a Telemar.

A questão não é ser contra, também sou, e por um motivo mais prosaico. A lei não permite essa fusão e será necessário que a lei seja mudada. Vejam vocês. O problema de PHA não era esse, pois salvo engano, não tratou dessa particularidade, mas quem eram os empresários envolvidos e novamente, o tal de Dantas.

PHA reclama de faxina ideológica, mas quem foi demitido além dele? Saiu porque assim quis, Mino Carta que venhamos e convenhamos, não era um digamos assim, blogueiro de grande visibilidade. Curiosamente, o site da revista CartaCapital não saiu do portal IG e essa revista fustiga direta e indiretamente os mesmos alvos ou desafetos de PHA. Ora se existe uma faxina ídeológica, porque o site da revista não foi convidado a retirar-se, até porque sua visitação deve ser mais baixa que o do site de PHA que por motivo contratual tinha chamada de frente no portal?

Luis Nassif vira e mexe é relacionado com PHA, em especial quando as críticas ao governo FHC aparentam ser concordantes e no entanto, seu blog e outros sites estão ativos e funcionando. Se fosse perseguição política, ele também teria saído não é mesmo?Em qualquer empresa, se um funcionário bombardeia um projeto que é do interesse do dono da empresa, deve esperar o quê? Sair ou ser saído, o que alías, antecipou o PHA em seu próprio blog quando mencionou que suas
críticas a fusão da OI e Telemar poderiam resultar na sua demissão. Ora tratou-se portanto, de uma escolha moral dele e não perseguição política.

Curiosamente, PHA abriu um blog novo, com o mesmo nome do antecessor e abriu fogo contra o portal IG, seus desafetos de sempre e se colocou vítima de uma intriga quase internacional no qual junta Dantas, Citibank, Lula, FHC, Serra, Aliens e seres mutantes.

Sinceramente, dá pra levar fé numa coisa dessas?

PHA abriu seu blog novo, falando que blogs importantes e realmente independentes são os que não estão atrelados a portais e manda visitar dois deles, americanos. Acho curiosa a lógica do argumento, porque me leva a pensar que até então PHA não era realmente importante nem independente, não é mesmo?

Seria mais razoável sair, dizendo porque saiu considerando o acima exposto, mas pelo que vi, escudou-se em um contrato vigente para disparar contra os interesses de quem efetivamente lhe pagava ou lhe abria o espaço.

Alguém escreveu que em seu blog, PHA foi devastador publicando informações que guardava a cinco anos. Fico me perguntando, porque não as mostrou antes se são tão relevantes assim?

Manter um blog no ar é simples, até eu tenho um, vejam vocês. Torná-lo relevante, lido e comentado, aí são outros quinhentos.

Quanto à confiabilidade, como tudo na vida vem com o tempo e com o histórico de atos e pensamentos. Independente de blogs serem eminentemente opiniões e somente isso, opiniões de seus donos, as ações, a razoabilidade e lógica dos argumentos e claro, a historicidade dos atos do
blogueiro é o que construirão a confiabilidade que leitores irão dar ao mesmo e no meu modo de ver, PHA está devendo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ainda há risco energético

Segue reprodução de análise sobre o tema no blog do jornalista Luis Nassif (projetobr.ig.com.br):

Coluna Econômica - 03/04/2008

No começo do ano se falava em “apagão”. Choveu, passou-se a falar menos. Qual a moral da história? Há um problema estrutural na matriz energética brasileira, segundo o consultor Mário Veiga, da PSR. Esse problema foi agravado pela crise do gás da Bolívia.

Segundo Veiga, no final de 2004, as projeções para oferta de energia firme em 2008 era de 57 mil MW médios, enquanto a demanda era de 54,5 mil MW médios. Portanto, havia uma “folga” de 2,5 mil MW médios (volume pouco superior à usina de Santo Antônio, no Rio Madeira).

No final do ano passado, as projeções foram revistas: a demanda caiu para 53,2 mil MW médios. Por outro lado, por conta da perda dos 6 mil MW médios de gás, a oferta despencou para 51,4 mil MW, passando de excesso de oferta para um déficit de 1,8 mil MW médios.

Não se tratava de um fenômeno de seca. A do Nordeste foi particularmente severa, mas não chegou a comprometer fundamentalmente os reservatórios. O risco é estrutural, diz ele.

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Em janeiro, o cálculo de risco de racionamento chegou aos 22% em 2008 – para 2009, o risco cai para 20,5%, mas as chances de um racionamento mais severo saltariam de 6% neste ano para 9,5% no ano que vem.

Para minimizar o risco, há a possibilidade de interromper o suprimento do setor de gás para aumentar a geração das térmicas a gás. Haveria 12,5% de chance de ocorrer cortes no GNV (Gás Natural Veicular) e 11,5% de probabilidade de corte total do GNV e de corte na indústria. Caso isso seja feito, o risco de racionamento cairia de 22% para 2,5%. O duro seria explicar para os motoristas de táxi e para as indústrias consumidoras.

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No médio prazo (entre os anos de 2011 e 2013) a situação é um pouco menos desconfortável. Isso porque ainda há tempo de tomar algumas medidas para ampliar a oferta de energia no Brasil.

Segundo dados do Plano Mensal de Operações (PMO) de fevereiro deste ano, somente em 2010 a oferta superaria a demanda em 0,9%. Para 2011, a proporção vira para déficit de 0,6% (61,2 mil MW firmes de oferta e 61,6 mil MW de demanda) e para 2012, para 1,8% negativos (64,2 mil MW de demanda e 63 mil MW de oferta).

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Para Mário Veiga, há cinco opções que podem ser adotadas para minimizar o problema de oferta de energia no país. Confira a viabilidade de cada uma delas, na avaliação do especialista:

1 - Hidreletricidade

O país tem poucas opções de hidrelétricas, por conta do fim do estoque. As novas só começariam a operar em 2014.

2 – Gás Natural

O gás natural foi apontado, inicialmente, como a segunda maior alternativa para geração de energia. No entanto, o desequilíbrio entre oferta e demanda e a perspectiva de aumento de até 25% no preço do gás traz incertezas para investidores.

3 – Óleo Combustível

Como o petróleo subiu consideravelmente, as térmicas ficaram muito caras.

4 – Carvão

As térmicas a carvão enfrentam um adversário de peso: é a tecnologia de maior emissão de CO2, o que desperta a ira dos grupos ambientais.

5 – Bioeletricidade

A melhor opção, em sua avaliação. E com potencial para atender ao aumento de demanda entre 2011 e 2013.


quarta-feira, 2 de abril de 2008

Você é submarino ou navio?


É cada vez mais comum encontrar pessoas que falam muito bem sobre generalidades. Elas têm conhecimento sobre todos os assuntos do dia, desde a queda da bolsa de valores, passando pelas mortes ocasionadas no trânsito e até quanto custa uma viagem de turismo ao espaço. A internet, uma verdadeira biblioteca virtual, traz as noticias em tempo real, deixando bem informado qualquer cidadão durante todo o dia.

Acesso à informação não é mais privilégio de ninguém. Pobre, rico, criança, idoso, homem, mulher, latino, europeu, estamos todos a um click das notícias, entretenimento, jogos e o próprio trabalho, com destaque para a geração digital.

Ela é composta por jovens de até 17 anos, onde a internet é a principal via para suas pesquisas, relacionamentos, comunicação, estudos, namoros, partilhas e entretenimento. Cedo, pela manhã, já vasculharam a rede, responderam e-mails, verificaram seus orkuts, assistiram ao ultimo vídeo do Youtube, fizeram uma rápida busca no Google e se inscreveram no torneio mundial de matemática à distancia. Tudo que acessam é de maneira rápida, onde as chamadas são mais importantes que o conteúdo. É uma geração que tem uma inegável visão de 360º da superfície. É o que chamo de geração navio!

Quem não faz parte desta geração, até os 17 anos pesquisou pela Barsa, se comunicou por cartas, leu o jornal da banca, assistiu a filmes pela TV e participou de torneios presenciais e brincou de carrinho ou boneca. Alguns, mais afortunados, tiveram a oportunidade de trabalhar com a planilha Lotus 123. Lia-se todo o texto, até o fim. Transcrevia-se à mão a pesquisa para um caderno, recortavam-se artigos de jornais e revistas com a responsabilidade de debatê-los em sala de aula. O acesso à informação era restrito, mas o conhecimento do contexto era maior. Esses fazem parte da geração que tem uma inegável visão de profundidade. É o que chamo de geração submarino!

E daí? Você deve estar pensando... E daí que, a geração digital, está começando sua inserção no mercado de trabalho. Porem , são os profissionais da geração “profundidade” que contratam. Uma gerente de RH me confidenciou que durante as entrevistas, uma pessoa da geração digital discorre com facilidade sobre os acontecimentos do mundo inteiro. São versáteis, rápidos e decididos sobre o que querem.

Porém, quando confrontados com perguntas sobre o contexto dos acontecimentos, fazem cara de desentendidos ou dão respostas vagas sobre os assuntos. Essa gerente disse ainda que eles têm dificuldade para analisar as informações e sofrem com a necessidade de ter que iniciar em uma função que não esteja à altura deles.

Diante de tudo isso, acredito que no futuro, estas duas gerações entrarão em conflito no ambiente de trabalho. Por um lado, a geração “submarino” . Ela, no comando das empresas, exigindo análise detalhada do contexto para tomada de decisões na empresa. E, por outro lado, a geração “navio”, impaciente e acostumada a respostas na velocidade do Google, exigindo objetividade da liderança das organizações.

Mas um fato novo está acontecendo a despeito de tudo isso. As empresas estão chamando de volta muitos daqueles que foram considerados descartáveis: Os mais velhos! Talvez a resposta não esteja na profundidade ou na superfície , mas na sabedoria. A sabedoria é a visão de cima.

Qual é o seu caso? Você é submarino ou navio?


Alexandre Freire, consultor Sênior do Instituto MVC e professor dos MBA’s Executivos da FGV.

terça-feira, 1 de abril de 2008

SAP ajuda a consolidar posição de liderança da CPFL no setor de energia

CPFL IMPLEMENTA O SAP NetWeaver E GANHA AGILIDADE NOS PROCESSOS POR MEIO DA INTEGRAÇÃO

Produtividade, agilidade e integração de plataformas heterogêneas foram os motivos que impulsionaram o Grupo CPFL, um dos maiores conglomerados nacionais em distribuição de energia, a implementar o SAP Exchange Infrastructure (SAP XI), solução que faz parte do SAP NetWeaver. A CPFL Paulista, empresa controlada pela CPFL Energia, foi a primeira no Brasil a entrar em produção com esta solução e foi pioneira no mundo ao integrar seu sistema de informações georreferenciadas (GIS) com a funcionalidade de Projetos (PS) do SAP R/3.

Begin the quote... Graças ao SAP XI, ganhamos qualidade e produtividade. Como resultado, a solução passou a ser uma ferramenta corporativa, que será utilizada para realizar outras integrações no grupo, por sua facilidade de comunicação nativa com o SAP ERP e a possibilidade de interagir com outras plataformas.
Hosana Bianchini, gerente de sistemas da CPFL Energia. ...end the quote

A MELHOR DISTRIBUIDORA DE ENERGIA NO SUDESTE DO PAÍS, SEGUNDO A ANEEL

O Grupo CPFL, composto pelas empresas Paulista, Piratininga, RGE, Geração e Brasil, é o maior grupo privado do setor elétrico brasileiro e atua nas áreas de geração, distribuição e comercialização de energia. Recentemente, foi reconhecido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) como a melhor distribuidora de energia elétrica da Região Sudeste.

Constituída a partir da fusão de quatro pequenas empresas municipais de eletricidade no início do século 20, a CPFL distribui energia elétrica para 234 cidades paulistas, representando 1/3 do Estado de São Paulo, com um total de 645 municípios. Hoje, posiciona-se em quarto lugar na distribuição de eletricidade no Brasil, detendo 6% do mercado nacional em fornecimento de energia e 18% em São Paulo. Neste Estado, a empresa ocupa a segunda posição entre as concessionárias distribuidoras de eletricidade e atende a uma população de aproximadamente 8 milhões de habitantes, numa área com mais de 90 mil km2.

SOLUÇÕES INOVADORAS PARA SUPERAR DESAFIOS

Inovadora e sempre atenta às novidades tecnológicas, a CPFL possui as melhores práticas de negócio suportadas por soluções de ponta. Foi assim que virou cliente SAP em 1999, ao implementar a solução SAP R/3 para substituir os sistemas legados desenvolvidos internamente, e decidiu, em 2002, investir na migração da solução, implementando novas funcionalidades. Ainda neste mesmo ano, a empresa adotou um sistema de informações georreferenciada (GIS).

Este cenário heterogêneo trouxe um novo desafio para a empresa: a integração. Havia uma grande dificuldade operacional, enfrentada especialmente pelo pessoal que trabalhava em campo e que precisava alimentar os diversos sistemas com as informações referentes aos projetos. “Não sabíamos como realizar esta integração”, menciona Hosana Bianchini, gerente de sistemas da CPFL Energia.

INTEGRAÇÃO TOTAL GARANTE MELHORES RESULTADOS COM CUSTOS REDUZIDOS

O problema só foi solucionado em 2003, após pesquisar o mercado e conhecer o SAP NetWeaver, a nova plataforma de integração da SAP. “Examinamos diversas alternativas e o SAP NetWeaver foi escolhido por ter funcionalidades que nos atendiam plenamente, pela integração nativa com o SAP ERP e por possibilitar a integração com outros sistemas”, explica João Raimundo Muszynski, CIO da CPFL Energia.

Nesse momento, “a idéia de adoção do SAP NetWeaver nos encantou principalmente por estar dentro da plataforma SAP”, conta Hosana. “Usamos dois argumentos para convencer ma diretoria a apostar nesse desafio de forma pioneira: o custo, já que a plataforma é parte da solução SAP que a empresa já utilizava, e o fato de ser nativo da SAP, dispensando novos desenvolvimentos”, complementa a executiva.

“Apostamos no SAP XI para obter a integração entre as plataformas heterogêneas do GIS e do SAP ERP”, reforça Hosana. “Essa decisão fez com que o usuário ganhasse produtividade com a operação de uma única plataforma, tornando-se um agente do processo, além de eliminar a necessidade de remoção de inconsistências diárias da pasta de erros, entre outros problemas. A idéia básica era permitir que as informações do GIS fossem transportadas para o SAP sem que houvesse necessidade de manusear os diferentes sistemas, agilizando a criação e a identificação dos projetos, a locação do material e de mão-de-obra, entre outros itens”, constata Hosana

IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO SISTEMA TRAZ MAIS AGILIDADE PARA A CPFL

O projeto de implementação do SAP XI na CPFL teve início em agosto de 2003 e entrou em produção em fevereiro de 2004. “Um dos acordos que fizemos foi que a SAP realizasse essa implementação”, destaca Hosana, lembrando que “a empresa treinou a equipe da CPFL, transferindo conhecimento, e hoje o sistema funciona perfeitamente, sem problemas, beneficiando também o encerramento dos projetos, atividade que foi aperfeiçoada.”

“Conseguimos integrar as aplicações, e o benefício, em termos de implementação, foi a rapidez, porque a integração com nosso ERP foi muito fácil, o que não seria com outro tipo de produto”, comenta João Raimundo.

Begin the quote... Pioneira no mundo na integração do PS com o GIS através do SAP XI, a CPFL é também a primeira a encerrar os projetos e a ordem de manutenção com apontamento de materiais, serviços e atividades no GIS.

...end the quote

Como resultado dessa implantação, o técnico da CPFL trabalha apenas na solução gráfica, ou seja, no GIS, pois não precisa mais acessar a solução da SAP, que está integrada, absorvendo todas as informações automaticamente. “A ponte feita pelo SAP XI trouxe agilidade para a empresa, já que transmite para o sistema de gestão a criação do projeto e suas características, permitindo assim a locação de material e de mão-de-obra, a notificação sobre a necessidade de desligamento da rede, além de outros fatores fundamentais para a perfeita execução em campo”, informa a especialista.

OTIMIZAÇÃO E GANHOS DE QUALIDADE COM O GIS

O GIS substituiu o sistema legado existente na empresa, denominado RDGraf, no qual os técnicos desenhavam o projeto e tinham de acessar o SAP ERP para compô-lo. “Hoje, o SAP XI trouxe um ganho qualitativo em termos operacionais e de implementação, reduzindo tempo e custo. A integração possibilitou, entre outros benefícios, a geração automática de solicitação de trabalho, de planejamento de materiais, de diagramas de redes, de ordens de manutenção, além do apontamento de atividades e de materiais utilizados e a realização de outras tarefas que antes tinham de ser detalhadas em cada um dos sistemas pelos engenheiros e técnicos de campo. Todas as informações ficam disponíveis online, facilitando qualquer modificação”, diz satisfeita a gerente.

“Ganhamos qualidade e produtividade com a solução”, constata. “Como resultado, o SAP XI passou a ser uma ferramenta corporativa, que será utilizada para realizar outras integrações no grupo, por sua facilidade de comunicação nativa com o SAP R/3 e a possibilidade de interagir com outras plataformas”, comemora a executiva.









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Emissões de gases devem diminuir 50% segundo a ONU

Mundo tem de cortar emissões [de gases de efeito de estufa] em 50% até 2050, diz ONU



Mundo tem de cortar emissões em 50% até 2050, diz ONU

Plantão Publicada em 28/03/2008 às 13h03m

Reuters/Brasil Online

Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - Um novo tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater as mudanças climáticas deveria ter por meta diminuir em 50 por cento as emissões de gases do efeito estufa até 2050, disse na sexta-feira o principal representante da entidade para a área de combate ao aquecimento global.

Autoridades importantes de 190 países vão se reunir entre os dias 31 de março e 4 de abril, em Bangcoc, para a sessão de abertura de um processo de dois anos voltado à elaboração de um novo pacto global de combate às mudanças climáticas, capaz de substituir o Protocolo de Kyoto.

Yvo de Boer, chefe do Secretariado para as Mudanças Climáticas da ONU, afirmou que, segundo estudos do Painel do Clima da entidade, as emissões de gases do efeito estufa devem atingir seu pico dentro de 10 a 15 anos para depois caírem em 50 por cento até a metade do século a fim de evitar os efeitos mais dramáticos do aquecimento.

"Essa, para mim ao menos, é a medida do sucesso", disse à Reuters, acrescentando que essas metas deveriam servir de pedras fundamentais para o tratado que se debaterá nos próximos meses e cuja assinatura está prevista para ocorrer em dezembro de 2009, em Copenhague. "Isso, porém, não será fácil."

As emissões de gases responsáveis por reter calor, gases esses resultantes em grande parte da queima de combustíveis fósseis, estão aumentando rapidamente apesar dos esforços para evitar o aquecimento, um fenômeno capaz de tornar mais comuns enchentes, doenças, deslizamentos de terra e ondas de calor, além de elevar o nível dos oceanos.

De Boer acrescentou que as metas intermediárias, tais como as de 2020 para os países desenvolvidos, seriam mais difíceis de serem negociadas do que as metas de longo prazo, que seriam cumpridas pelas futuras gerações. "A dificuldade maior está no meio-termo", afirmou.

A China, que atingiu o nível dos EUA como maior emissor mundial de gases do efeito estufa, pediu aos países ricos, em um comunicado enviado ao encontro de Bangcoc, que cumpram as diretrizes acertadas no ano passado de cortar suas emissões, até 2020, para patamares 25 a 40 por cento inferiores aos de 1990.

As negociações em Bangcoc são as primeiras de uma série que deve se encerrar em dezembro de 2009 com um pacto do qual participariam todos os países do mundo.

O Protocolo de Kyoto obriga 37 países ricos a cortarem suas emissões até 2008-2012 para um patamar 5 por cento inferior ao de 1990.

Os EUA não assinaram esse tratado. O presidente norte-americano, George W. Bush, argumentou que o acordo diminuiria a oferta de trabalho dentro dos EUA e que teria errado ao eximir os países em desenvolvimento das metas compulsórias de corte.

As negociações em Bangcoc devem estipular os detalhes sobre o processo previsto para ocorrer neste ano, centrando-se na diminuição das emissões, em novas tecnologias conservacionistas, na ajuda para que países pobres adaptem-se às mudanças climáticas e novas linhas de crédito e de investimento.

Depois do evento em Bangcoc, haverá encontros da ONU em junho, em agosto e em dezembro deste ano.