segunda-feira, 28 de junho de 2010
Meio Ambiente e bom senso
Mas é inegável que a chamada preocupação ambiental consistemenente tem se limitado a ser um nicho de negócio e lucro.
Que o diga o ex-presidente americano e atual papa verde, Al Gore; que já era de uma família rica e agora...veja bem!!!
E isso tudo ocorre não porque o problema não seja sério, porque efetivamente ele o é; mas porque se dá a questão a aparência de "fim dos tempos", "apocalipse" e "juizo final", que está na realidade a anos-luz da verdade, da realidade.
Tanto é assim que o antes chamado "Aquecimento Global", que sentencia já a partir de seu nome, o que se queria advertir como o fim do mundo como conheçemos em um novo diluvio com o derretimento das calotas polares e o a regiões próximas ao circulo do Equador se transformando em zonas desérticas desabitadas; transformou-se num generalista "Mdanças Climáticas", uim termo generalista que pode ser sacado aos gritos se ocorre um movimento de placa tectónica causando um tsunami, um furacão arrasando o litoral de algum país no hemisfério norte ou uma chuva ou friozinho fora de hora em São Paulo.
A coisa todo começa com eventos e palestras que você paga um valor x, aliás vários deles, para participar. Esses eventos são seguidos de vendas de livros, dvd's (Al Gore talvez seja o precursor mais bem sucedido), e então uma profusão gigantesca de idéias e tecnologias de ponta são demonstradas e oferecidas como alternativas para combater ou desviar o caminho da humanidade rumo ao apocalipse climático.
Isso tudo leva as pessoas a desejar um retorno ao idílico passado no qual os mais antigos lembran-se da garoa paulistana que morreu por conta da inflação, a divisão clara entre as estações, não havia exesso de agrotóxicos e por aí vai.
Ao mesmo tempo, é bom notar que niguem deseja por um minuto sequer abrir mão do conforto da tecnoliga moderna em troca daquele passado "melhor". Por exemplo, alguem aceitaria limitações tais que tornariam nosso ar e clima equivalentes ao que eram no começo do século; e em troca deveriam tratar-se em hospistais com a tecnologia igualmente do começo do século? Aceitariam trocar aviõs por veleiros; carros por charretes? Internet pela conversa na mesa da cozinha tomando um café? - Pois é!!!
Nem se discute que individualmente podemos ter ações que no coletivo podem ser mínimas mas a soma delas tem um impacto positivo. Por exemplo:
a) Já existe tecnologia que permite você instalar um gerador eólico de energia que produz energia consistente para sua cozinha;
b) Já existe tecnologia que permite você instala um gerador solar de energia que produz aquecimento de água e iluminação;
c) Manter espaços em telhados, quintais e outros para áreas verdes;
d) Construir de formas e com materiais que aproveitem o máximo de luz solar e movimento de ar, diminuindo a necessidade de equipamentos elétricos para condicionar o ar ou iluminar.
Mas existem algumas como:
a) Compra de livros;
b) Compra de DVD's;
Sobre o tema que em nada ajudam o meio ambiente (lembrando que o dvd foi feito de plástico, logo de petróleo e os livros em geral, de papel, logo de arvores).
São na verdade como os livros de auto-ajuda, platitudes que todos conhecem mas não aplicam.
Seja verde, caro leitor e pratique no cotidiano, ações que matenham o meio ambiente mais limpo,
mas não seja tão verde ao ponto de unicamente enriquecer os apóstolos dessa nova religião, a "igreja dos santos da mudança climática" ou "igreja da chamado do advento climático".
segunda-feira, 8 de março de 2010
O dogma derrete antes das geleiras
Bill Stevenson/Corbis/Latinstock
O FRIO CONTINUA
Geleiras do Himalaia: as previsões de que derreteriam até 2035 não tinham base científica
Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emi-tidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.
O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1 000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1 000 anos. As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.
O climatologista in-glês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos e-mails mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos (1860-1880 e 1910-1940), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum.
Universidade East Anglia/divulgação
UM TOM ACIMA
O climatologista Phil Jones: admissão pública de manipulação nos relatórios do IPCC
A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.
Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.
Fonte: VEJA
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
COP-15, Aquecimento Global e Interesses
Que se dê de barato a descoberta dos emails de cientistas respeitáveis afirmando que mexeram nos números das pesquisas para apoiar suas teses a favor da idéia do aquecimento global.
Tanto é assim, que o mote "aquecimento global" deu lugal a um termo mais amplo "mudanças climáticas", que vejam que coisa, pode explicar as chuvas torrenciais fora de época ocorridas em São Paulo, a queda de temperatura na época normal na Europa e o calor no Nordeste.
E o que de concreto temos, desde a primeira reunião ocorrida sobre o tema, a ECO-92?
Que o aquecimento global é um grande negócio. Não me entendam mal. Explico.
Qualquer um, até mesmo o mais ardoroso defensor do petróleo sabe e reconhece que um dia ele acaba. E acabando, boa parte da humanidade voltará para a idade média e com ela os valores que fazem da civilização humana algo positivo.
Então o que se deve fazer? Financiar como nunca a criação e popularização de meios por enquanto alternativos de energia. Ora se essa pesquisa é necessária e vital, que seja uma energia alternativa ao petróleo e mais limpa que o mesmo.
Nós ganhamos, o planeta ganha. Ou alguem de sã consciência escolhe poluir um rio de onde tira água para beber podendo preserva-lo?
Como chegar lá, ou melhor dizendo, aceitar que é preciso chegar nesse patamar todos concordam porque foi exatamente por isso que todos os paises mandaram representantes a Copenhagem para o COP-15.
O problema como sempre é: quem paga a conta?
A maioria decorou e repetiu o discurso rápido que os maiores poluidores devem ser os mais contribuintes da limpeza. E isso na teoria é aceitável e razoável.
Ocorre que na prática, o mundo cresceu e prosperou justamente porque os paises mais poluidores e destaque-se aqui os EUA e a China, compraram bens e matérias primas dos demais paises. O crescimento do Brasil em grande medida foi baseado no crescimento da China e no seu apetite por ferro. E os EUA? A despeito da propaganda nacional dizer que o comércio exterior aumentou com outros paises, os EUA continuam a ser o maior parceiro comercial do Brasil e basta uma rápida olhada em qualquer pesquisa sobre o assunto, descobre-se que ele também é o maior parceiro comercial de uma infindade de outros paises e foram esses mercados que pavimentaram o crescimento dos demais paises.
Ou seja, queremos que eles continuem comprando, produzindo crescimento e ainda por cima que paguem a conta pelos efeitos colaterais desse crescimento? Se fosse possivel, qual seria a reação se a China resolvesse ajudar o mundo diminuindo seu crescimento e portanto deixando de comprar dos demais paises, ferro e soja por exemplo? Ou os EUA se limitando a produzir internamente ou comprando apenas dos parceiros de sua ALCA?
O Brasil almeja posição de destaque no cenário mundial e não pode hora agir como player mundial para depois de dividir a despesa colocar-se na posição de vítima.
Infelizmente os gastos com a industria bélica no mundo é 20 vezes maior que o gasto com produção de alimentos. Os custos de implantar novas tecnologias e mitigar a emissão de CO2 na atmosfera é muito grande e os paises na hora de optar aonde gastar seus recursos sem dúvida optam pela agenda de crescimento que tem seu impacto agora do que novas tecnologias com impacto para um futuro e que ainda por cima passa por crise de credibilidade quando os dados apresentados, descobre-se agora, foram maquiados.
De qualquer forma essas novas tecnologias são um negócio e bem atrativo diga-se de passagem. Tanto é assim que existe o perigo de perdemos o bonde da história.
Querem um exemplo? Paineis solares são feitos de silica; e o Brasil possui uma das maiores reservas desse minério. E daí, você se pergunta? - Sabe qual o maior produtor mundial de paineis solares? A china. Ela compra o minério do Brasil e o Brasil compra os paineis solares da China. E olha quer a matriz chinesa de energia ainda é dominada pelo carvão.
Considerando a posição no planeta do Brasil, seu clima e sua implementada matriz energética bastante diversificada, o país poderia já ser hoje o líder mundial em tecnologias verdes. E no entanto...
O ano que vem, a COP será no México. Haverá os mesmos discursos, alguns apocalipticos, outros céticos e maioria se perguntando quem pagará a conta.
Tudo como antes...
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Aquecimento Global...
O presidente Lula, em tom imperativo, afirmou em entrevista aos jornais que vão ter que apresentar sim, os números, porque o Brasil apresentou e vai cobrar dos outros.
Pois é...Obama deve ter tremido de medo e o líder chines então? ficou de olhos arregalados...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Emissões de dióxido de carbono na União Europeia caíram 6% com a crise
As emissões de CO2 na União Europeia (UE) sofreram uma redução de 6% em 2008 em relação ao ano anterior em consequência da crise econômica, anunciou o instituto de pesquisas Point Carbon, com sede em Oslo.
Os 27 países que participam no sistema europeu de intercâmbio de cotas de emissões de CO2 emitiram 2,111 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contra 2,245 bilhões de toneladas no ano anterior.
"Estas cifras confirmam que a recessão causa uma queda das emissões sob a forma de produção industrial e uma demanda de energia menor", comentou Kjersti Ulset, do Point Carbon.
"Mas também mostram que o mercado do carbono funciona bem. As reduções de emissões observadas no setor energético são em parte consequência do elevado preço do CO2 que tivemos no primeiro semestre de 2008", acrescentou.
As reduções mais importantes aconteceram nos setores do cimento, cal e vidro, com menos 9%, e de papel e celulose, o que indica que são os setores mais afetados pela recessão.
A Alemanha foi a principal fonte de emissões na Europa, com 22%, superando a Grã-Bretanha, com 13%.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Escritório móvel para home offices e outros
Cada vez mais as empresas estão elegendo a casa como o melhor ambiente de trabalho para seus empregados. A prática, também conhecida como telecommuting, está levando muita gente a trocar o escritório pelo lar, doce lar. Com a propagação crescente dessa idéia, uma empresa inglesa criou um escritório portátil, que pode ser instalado em qualquer jardim ou quintal.
O OfficePOD (clique aqui e saiba mais sobre o conceito) funciona como um escritório, só que a alguns passos da porta de casa. A intenção é solucionar os problemas comuns a quem trabalha fora do ambiente tradicional, como interrupções, distrações e falta de motivação e disciplina. O escritório caseiro é separado do ambiente doméstico, o que facilita a associação do local ao trabalho, não ocupa muito espaço e, claro, é totalmente eco-friendly.
Redução de emissões
O sistema evita o deslocamento do empregado de casa até o trabalho e ajuda a reduzir as emissões de gases poluentes em até 67%.
Os idealizadores garantem que esse é mesmo um bom negócio. Pelas suas contas, manter um funcionário na empresa custa cerca de 9 mil pounds por ano – quatro mil a mais do que o valor pago pelo aluguel anual do Office móvel.
A estrutura de 2,1m x 2,1 é feita de materiais reciclados/recicláveis e naturais, possui alta eficiência energética e um sistema especial de refrigeração.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Novo livro de Al Gore sobre o aquecimento global
O novo livro, o segundo de Al Gore sobre o tema após "Uma Verdade Inconveniente", será publicado em papel reciclado pela Rodale Books.
"Uma Verdade Inconveniente chegou a milhões de pessoas com a mensagem de que a crise climática ameaça o futuro da civilização, algo que se pode e se deve solucionar", disse Al Gore em comunicado.
Segundo o ex-vice-presidente democrata, "agora que a necessidade de uma ação urgente é mais clara do que nunca, diante de novos e alarmantes dados dos últimos três anos, é hora de um plano global que, realmente, resolva os problemas da crise climática. 'Nossa Decisão' responde a isto".
A campanha ambientalista lançada por "Uma Verdade Inconveniente" e o filme homônimo valeram a Al Gore o prêmio Nobel da Paz de 2007.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Comércio do "Aquecimento Global"
Mas é um cataclisma provocado pelo ser humano ou o fim do mundo como predito por Al Gore?
Se você não assistiu, assista o documentário "uma verdade inconveniente". É de fazer pensar.
Mas antes de derrubar sua casa para plantar uma floresta e viver em uma barraca feita de material reciclado, reutilizando agua da chuva para banho e cavando um poço para beber; recomendo que faça uma pesquisa. Descobrirá outros estudos e documentos que dizem que realmente existe um "aquecimento global" mas que não é necessáriamente o adágio final para o fim do mundo.
De tudo, de tudo mesmo que ficou comprovado é que o "aquecimento global" como cataclisma serviu para esquentar as contas correntes de ongs ambientalistas e o apoio de políticos pela causa.
Dinheiro é e sempre será o motor impulsionador dessas organizações que são contra o capitalismo mas buscam dinheiro a fundo perdido nele para destrui-lo. Entendeu? Não? Não importa, apenas plante uma arvore, ande de bicicleta e contribua para essas ongs. É isso que elas querem.
De fato, a grande ação do movimento que levou ao tratado de Kioto é que as empresas em nações desenvolvidas pagam para que empresas em nações em desenvolvimento não se "desenvolvam" como eles. Em troca recebem uma grana preta pela emissão de carbono e metano que deixaram de fazer, para que eles, os desenvolvidos mantenham o mesmo ritmo. Como a compra desses títulos é incentivada pelos governos possuindo isenções de toda ordem; a coisa virou um comércio de títulos.
Não que seja contra; acho até saudável. não querem que eu queime minha floresta como vocês fizeram com a sua? Então me pague!.
Mas uma parte dessa grana deveria obrigatóriamente ir para pesquisa; porque do jeito que está, é apenas um jogo "escravos de jó", no qual as peças se movimentam pra lá e pra cá sem no entanto sairem muito do lugar.
Em tempo: As nações que formam o conselho de segurança são também os maiores vendedores de armas no mundo. Alguem já se perguntou qual a contribuição da industria de armas e dos conflitos para o "aquecimento global"? - Pergunto isso, porque no documentário de Al Gore, ele aponta 1945 como tendo um salto no aquecimento. É apenas coincidência com o ano final da guerra na Europa e no pacífico e o uso inicial de armas atômicas?
terça-feira, 1 de abril de 2008
Emissões de gases devem diminuir 50% segundo a ONU
Mundo tem de cortar emissões [de gases de efeito de estufa] em 50% até 2050, diz ONU
Plantão Publicada em 28/03/2008 às 13h03m
Por Alister Doyle
OSLO (Reuters) - Um novo tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater as mudanças climáticas deveria ter por meta diminuir em 50 por cento as emissões de gases do efeito estufa até 2050, disse na sexta-feira o principal representante da entidade para a área de combate ao aquecimento global.
Autoridades importantes de 190 países vão se reunir entre os dias 31 de março e 4 de abril, em Bangcoc, para a sessão de abertura de um processo de dois anos voltado à elaboração de um novo pacto global de combate às mudanças climáticas, capaz de substituir o Protocolo de Kyoto.
Yvo de Boer, chefe do Secretariado para as Mudanças Climáticas da ONU, afirmou que, segundo estudos do Painel do Clima da entidade, as emissões de gases do efeito estufa devem atingir seu pico dentro de 10 a 15 anos para depois caírem em 50 por cento até a metade do século a fim de evitar os efeitos mais dramáticos do aquecimento.
"Essa, para mim ao menos, é a medida do sucesso", disse à Reuters, acrescentando que essas metas deveriam servir de pedras fundamentais para o tratado que se debaterá nos próximos meses e cuja assinatura está prevista para ocorrer em dezembro de 2009, em Copenhague. "Isso, porém, não será fácil."
As emissões de gases responsáveis por reter calor, gases esses resultantes em grande parte da queima de combustíveis fósseis, estão aumentando rapidamente apesar dos esforços para evitar o aquecimento, um fenômeno capaz de tornar mais comuns enchentes, doenças, deslizamentos de terra e ondas de calor, além de elevar o nível dos oceanos.
De Boer acrescentou que as metas intermediárias, tais como as de 2020 para os países desenvolvidos, seriam mais difíceis de serem negociadas do que as metas de longo prazo, que seriam cumpridas pelas futuras gerações. "A dificuldade maior está no meio-termo", afirmou.
A China, que atingiu o nível dos EUA como maior emissor mundial de gases do efeito estufa, pediu aos países ricos, em um comunicado enviado ao encontro de Bangcoc, que cumpram as diretrizes acertadas no ano passado de cortar suas emissões, até 2020, para patamares 25 a 40 por cento inferiores aos de 1990.
As negociações em Bangcoc são as primeiras de uma série que deve se encerrar em dezembro de 2009 com um pacto do qual participariam todos os países do mundo.
O Protocolo de Kyoto obriga 37 países ricos a cortarem suas emissões até 2008-2012 para um patamar 5 por cento inferior ao de 1990.
Os EUA não assinaram esse tratado. O presidente norte-americano, George W. Bush, argumentou que o acordo diminuiria a oferta de trabalho dentro dos EUA e que teria errado ao eximir os países em desenvolvimento das metas compulsórias de corte.
As negociações em Bangcoc devem estipular os detalhes sobre o processo previsto para ocorrer neste ano, centrando-se na diminuição das emissões, em novas tecnologias conservacionistas, na ajuda para que países pobres adaptem-se às mudanças climáticas e novas linhas de crédito e de investimento.
Depois do evento em Bangcoc, haverá encontros da ONU em junho, em agosto e em dezembro deste ano.
