quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia internacional da Mulher

Ahhhh Mulheres!!!!

Dizer o quê? - Pra quem merece respeito e consideração todos os dias, um só é pouco...

Deus mostrou ser Deus quando tudo criou....mas provou ser um verdadeiro poeta quando criou a mulher.
...
Parabéns pra Ele e sua decisão genial...parabéns pra vocês todas também...

Quem sabe, logo chegará o dia que não será mais necessário dias especiais para lembrar que todos merecem tratamento especial.

Até lá, que assim seja, um dia especial para lembrar o valor real da mulher, das mulheres; que cuidam, sustentam, criam, defendem, constroem...de nós e para nós.

Se não fosse por vocês, o homem já estaria extinto.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ditadura, Anistia, Comissão da verdade...

Nem vou me deter na questão política por puro enfado. Limito-me a questões históricas e a lógica.

Mais uma vez fala-se em comissões da verdade. Basicamente um grupo de pessoas que irão vasculhar documentos, entrevistar pessoas e compor um retrato, um relatório de um determinado assunto. No caso concreto, dos mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.

A questão tem sua razão de ser por dois motivos básicos: a) um indefinido número dos que foram mortos, jamais tiveram seus corpos recuperados e b) não se tratava de estrangeiros invasores, logo inimigos, mas cidadãos e por serem cidadãos, uma vez presos deveriam ter sua vida e integridade física preservada.

Esses dois motivos são mais do que suficientes para que se determine que se saiba os fatos como realmente ocorreram.

Agora uma ressalva que é preciso ser feita para que a discussão seja feita no campo correto.

1) Como a lei da anistia no Brasil foi ampla geral e irrestrita, permitindo que crimes dos dois lados em luta, por assim dizer, ficassem sem punição; nenhum crime relacionado com os atores do processo no período em questão poderão ser julgados em qualquer tipo de esfera e na possibilidade de serem, a setença mesmo negativa sera nula por conta da anistia.

2) A atual constituição foi feita a partir do mesmo texto que validou a anisitia com esses aspectos. Assim se alguem desejar alterar essa lei ou revoga-la, fará isso com a constituição inteira, segundo entendimento da maioria do STF ao julgar ação sobre o tema recentemente.

3) O exemplo de paises como Argentina e Chile que abriram processos judiciais por conta de crimes no período de ditadura apesar de terem leis similares de anistia, não procede como demonstração de que o Brasil deva fazer o mesmo, porque naqueles paises a lei de anisitia serviu apenas para os agentes do estado mas não cobriu os contra o governo na maioria de esquerda. No caso da Africa do Sul, a anistia foi similar ao que foi feito no Brasil e as chamadas comissões da verdade registraram o que ocorreu na luta de ambos os lados sem no entanto se tornarem peças criminais contra essas pessoas.

4) A ditadura ocorreu no Brasil pela falta de gente a defender justamente a tal democracia que tantos estão a bater no peito dizendo que defenderam. Militares ultranacionalistas com medo abjeto de uma ditadura de receita comunista, perpetraram eles mesmos uma ditadura de cunho nacionalista. Não era portanto uma questão de perder uma democracia para uma ditadura, mas quem iria mandar nela. Do outro lado, havia a pressão mais ou menos organizada de grupos de esquerda. Com a implantação do governo militar através de um golpe, esses grupos optaram pela luta armada. O vinculo ideológico, planejamento e apoio era da urss e cuba principalmente. O objetivo desses grupos era a tomada do poder com a derrubada do governo militar e é bom que se note, em seu lugar não se falava em eleições livres, em democracia. Não era portanto uma questão de restabelecer uma democracia (até orque a mesma não existia nos paises com quem esses grupos tinha vínculos), mas quem iria mandar na ditadura que se instalaria, do proletariado.

Para se ir para a frente é preciso saber aonde se estava lá tráz. Para planejar aonde se quer estar no futuro, é preciso entender aonde estavámos no passado. Entender esse passado recente é primordial para se entender certas coisas do presente. Só não pode servir de palco para os histrionismos ideológicos porque ai nada se precisa saber realmente.  E isso serve para ambos os lados.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Quando você acha que alguns são idiotas ao extremo, eles conseguem provar que podem ser ainda mais...

Reproduzo um texto de Reinaldo Azevedo sobre um artigo a respeito do aborto, mas no caso uma espécie especial de aborto. Recomendo a leitura do texto do Reinaldo Azevedo.

02/03/2012
às 5:41

ELES CHEGARAM LÁ: DUPLA DE ESPECIALISTAS DEFENDE O DIREITO DE ASSASSINAR TAMBÉM OS RECÉM-NASCIDOS

Os neonazistas da “bioética” já não se contentam em defender o aborto; agora também querem a legalização do infanticídio! Eu juro! E ainda atacam os seus críticos, acusando-os de “fanáticos”. Vamos ver. Os acadêmicos Alberto Giublini e Francesca Minerva publicaram um artigo no, ATENÇÃO!, “Journal of Medical Ethics” intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ - literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” No texto, a dupla sustenta algo que, em parte, vejam bem!, faz sentido: não há grande diferença entre o recém-nascido e o feto. Alguém poderia afirmar: “Mas é o que também sustentamos, nós, que somos contrários à legalização do aborto”. Calma! Minerva e Giublini acham que é lícito e moralmente correto matar tanto fetos como recém-nascidos. Acreditam que a decisão sobre se a criança deve ou não ser morta cabe aos pais e até, pasmem!, aos médicos.
Para esses dois grandes humanistas, NOTEM BEM!, AS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE JUSTIFICAM O ABORTO JUSTIFICAM O INFANTICÍDIO, cujo nome eles recusam — daí o “aborto pós-nascimento”. Para eles, “nem os fetos nem os recém-nascidos podem ser considerados pessoas no sentido de que têm um direito moral à vida”. Não abrem exceção: o “aborto pós-nacimento” deveria ser permitido em qualquer caso, citando explicitamente as crianças com deficiência. Mas não têm preconceito: quando o “recém nascido tem potencial para uma vida saudável, mas põe em risco o bem-estar da família”, deve ser eliminado.
Num dos momentos mais abjetos do texto, a dupla lembra que uma pesquisa num grupo de países europeus indicou que só 64% dos casos de Síndrome de Down foram detectados nos exames pré-natais. Informam então que, naquele universo pesquisado, nasceram 1.700 bebês com Down, sem que os pais soubessem previamente. O sentido moral do que diz a dupla é claro: soubesse antes, poderia ter feito o aborto; com essa nova leitura, estão a sugerir que essas crianças poderiam ser mortas logo ao nascer. Não! Minerva e Giublini ainda não haviam chegado ao extremo. Vão chegar agora.



Francesca Minerva; o riso mais franco da morte
Francesca Minerva; o riso mais franco da morte




Por que não a adoção?
Esses dois monstros morais se dão conta de que o homem comum, que não é, como eles, especialista em “bioética”, faz-se uma pergunta óbvia: por que não, então, entregar a criança à adoção? Vocês têm estômago forte?. Traduzo trechos da resposta:
“Um objeção possível ao nosso argumento é que o aborto pós-nascimento deveria ser praticado apenas em pessoas (sic) que não têm potencial para uma vida saudável. Conseqüentemente, as pessoas potencialmente saudáveis e felizes deveriam ser entregues à adoção se a família não puder sustentá-las. Por que havemos de matar um recém-nascido saudável quando entregá-lo à adoção não violaria o direito de ninguém e ainda faria a felicidade das pessoas envolvidas, os adotantes e o adotado?
(…)
Precisamos considerar os interesses da mãe, que pode sofrer angústia psicológica ao ter de dar seu filho para a adoção. Há graves notificações sobre as dificuldades das mães de elaborar suas perdas. Sim, é verdade: esse sentimento de dor e perda podem acompanhar a mulher tanto no caso do aborto, do aborto pós-nascimento e da adoção, mas isso NÃO SIGNIFICA que a última alternativa seja a menos traumática.”
A dupla cita trecho de um estudo sobre mães que entregam filhos para adoção: “A mãe que sofre pela morte da criança deve aceitar a irreversibilidade da perda, mas a mãe natural [que entrega filho para adoção] sonha que seu filho vai voltar. Isso torna difícil aceitar a realidade da perda porque não se sabe se ela é definitiva“.
Voltei
É isso mesmo! Para a dupla, do ponto de vista da mulher, matar um filho recém-nascido é “psicologicamente mais seguro” do que entregá-lo à adoção. Minerva e Giublini acabaram com a máxima de Salomão. No lugar do rei, esses dois potenciais assassinos de bebês teriam mesmo dividido aquela criança ao meio.
Querem saber? Essa dupla de celerados põe a nu alguns dos argumentos centrais dos abortistas. Em muitos aspectos, eles têm mesmo razão: qual é a grande diferença entre um feto e um recém-nascido? Ao levar seu argumento ao extremo, deixam a nu aqueles que nunca quiseram definir, afinal de contas, o que era e o que não era vida. Estes dois não estão nem aí: reconhecem, sim, como vida, tanto o feto como o recém-nascido. Apenas dizem que não são ainda pessoas no sentido que chamam “moral”.
Notem que eles também suprematizam, se me permitem a palavra, o direito de a mulher decidir, a exemplo do que fazem alguns dos nossos progressistas, e levam ao extremo a idéia do “potencial de felicidade”, o que os faz defender, sem meios-tons, o assassinato de crianças deficientes — citando explicitamente os casos de Down.
O Supremo e os anencéfalos
O Supremo Tribunal Federal vai liberar, daqui a algum tempo, os abortos de anencéfalos. Como já afirmei aqui, abre-se uma vereda para a terra dos mortos, citando o poeta. Se essa má-formação vai justificar a intervenção, por que não outras? A dupla que escreveu o artigo não tem dúvida: moralmente falando, diz, não há diferença entre o anencéfalo e o recém-nascido saudável. São apenas pessoas potenciais. Afinal, para essa turma, quem ainda não tem história não tem direito à existência.
Um outro delinqüente intelectual chamado Julian Savulescu
A reação à publicação do artigo foi explosiva. Os dois autores chegaram a ser ameaçados de morte, o que é, evidentemente, um absurdo, ainda que tenham tentado dar alcance científico, moral e filosófico ao infanticídio. No mínimo a gente é obrigado a considerar que os dois têm mais condições de se defender do que as crianças que eles defendem que sejam mortas. A resposta que dão à hipótese de adoção diz bem com quem estamos lidando.
Savalescu: o prosélito da morte de bebês agora acusa a perseguição dos fanáticos
Savulescu: o prosélito da morte de bebês agora acusa a perseguição dos fanáticos
Julian Savulescu é o editor da publicação. Também é diretor do The Oxford Centre for Neuroethics. Este rematado imbecil escreve um texto irado defendendo a publicação daquela estupidez e acusa de fundamentalistas e fanáticos aqueles que atacam os dois “especialistas em ética”. E ainda tem o topete de apontar a “desordem” do nosso tempo, que estaria marcado pela intolerância. Não me diga!!!
O que mais resta defender? Aqueles dois potenciais assassinos de crianças deveriam dizer por que, então, não devemos começar a produzir bebês para fazer, por exemplo, transplante de órgãos. Se admitem que são pessoas, mas ainda não moralmente relevantes, por que entregar aos bichos ou à incineração córneas, fígados, corações?
Tudo isso é profundamente asqueroso, mas não duvidem de que Minerva, Giublini e Savulescu fizeram um retrato pertinente de uma boa parcela dos abortistas. Se a vida humana é “só uma coisa” e se os homens são “humanos” apenas quando têm história e consciência, por que não matar os recém-nascidos e os incapazes?
Estes são os neonazistas das luzes. Mas não se esqueçam, hein? Reacionários somos nós, os que consideramos que a vida humana é inviolável em qualquer tempo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O caso de Sto André e uma disgressão sobre a defesa

Ainda é cedo pra discutir o caso, mas não posso deixar de comentar o discurso da advogada de defesa do marginal que matou aquela garota em Sto André.

Diz o ditado que contra fatos não há argumentos. O que se notou no discurso da advogada foi uma luta inglória para escapar das garras do bom senso e do equilibrio.

A advogada, tivesse ela mais uma hora para discurssar teria acusado a sociedade brasileira, a colonização portuguesa, o massacre dos povos índigenas, a cristianização forçada do novo mundo, as invasões bárbaras, a queda do império romano. - Impressionante.

O marginal é um sujeito bom, apaixonado até hoje pela falecida, bom moço que não tinha a intenção de matar, que o genio da menina ajudou a selar seus destino, que a policia errou quando invadiu, que a imprensa errou quando noticiou...e por ai foi.

Chegou a lembrar do caso do jornalista Pimenta Neves que durante o julgamento ficou livre mas o coitadinho, ficou preso por ser pobre e portanto bode expiatório da sociedade.

Merece comentários:

O sujeito até poderia ser um bom moço, e não duvido que fosse, posto que gozava da confiança da família; até o momento que entrou na casa armado, fazendo reféns e que culminou na morte de uma e quase morte de outra. Fosse bom moço teria entregue as armas e não estariámos a falar nisso. Do momento que comente um crime ou uma sucessão deles, ele se tornou um criminoso. A advogada pode fazer os rocócós  linguisticos, gramaticais e semânticos que desejar; o que não impede da verdade ser claramente distinguida pelos demais e que são os realmente bons.

Apaixonado por uma pessoa falecida, não cabe a mim dizer se é verdade ou não; mas posso afirmar que o argumento é reciclagem de uma velha desculpa que vez ou outra volta a tona: matou por amor. Os normais e dotados de bom senso, sabem que mata-se por ódio que no caso é a ausência do amor; por ciume que é o desejo doentio da posse; por inveja que é o desejo de possuir o que não é nosso; por ganância que é o desejo de possuir tudo; por doença mental no caso dos psicopatas e outros; mas por amor...pode-se deixar matar, pode-se entregar a vida em sacríficio, mas matar? - Definitivamente não. Seria muito melhor que a advogada eleva-se o nivel do argumento dizendo que o criminoso não sabendo trabalhar seu sentimento de amor o transformou em inveja do suposto namorado, em ganância nao desejando que ela fosse de outro, em ciume doentio levando-o a desejar uma fantasia no lugar da jovem real e que naquele momento estava ele tomado de violenta emoção e não controlava seus sentimentos.

Se ele não tinha a intenção de matar, porque diabos atirou uma vez em cada menina e na cabeça?

O rapaz namou a menina com 19 anos e ela 12 durante dois anos. Ele tinha 22 e ela 15, portanto 1 ano após o namoro, quando resolveu que ia mandar a menina pro saco, por conta do genio dela? - O que pensa um sujeito de 19 anos que começa a namorar uma pré-adolescente de 12? Espera o que dela? Maturidade, que sequer ele possui? - só rindo mesmo!

Tenho un senão neste ponto. Na época escrevi isso em tres postagens e basta peqeuisar o blog para ler (caso de sto andré I, II e III).

O senão é o que diabos tinham os pais da menina na cabeça que permitiram que uma criança de 12 anos namorasse um rapaz de 19, legalmente portanto, maior de idade? - Tá certo que os valores e os costumes mudaram tanto de forma, cor, cheiro e tamanho que a sensação de errado ser o certo e vice-versa é tanta que se fica tonto só de pensar; mas mesmo assim, não é plausivel um rapaz de 19 anos sentir-se atraido por uma criança e os pais dela acharem ok? E mesmo que fosse, caberia aos pais colocar um freio na coisa até a menina possuir mais maturidade.

Quanto a policia ter errado, eu acho que errou em não ter plantado uma bala na cabeça desse idiota na primeira oportunidade que tivesse e se deixado emcabrestar pela midia que acorreu ao local.

Quanto a imprensa; o papel dela é informar, caberia a policia desligar agua, energia, telefone e arrancar os cabos da antena de televisão e colocar musica hardrock pesada na porta pra tirar o sossego do sujeito. Oferecer comida com soniferos ou coisa que o valha e prender o sujeito ou mata-lo. Quando deixou as coisas correrem frouxas, até porque estava lidando com jovens e no momento já se sabia, sem antecedentes criminais, o coisa deu no que deu.

Mas que fique claro, quem apertou o gatilho não foi a imprensa, nem a policia, nem as vítimas mas o sujeito que segurava a arma e podia tê-la largado em qualquer momento.

Quanto a comparação com o jornalista Pimenta Neves, desde o começo ele confessou o que fez, o que não foi muito diferente do caso em questão; mas teve desde o começo advogados que souberam usar a lei. Não parece ser o caso dessa advogada, porque se assim fosse ele também estaria em liberdade, por suposto.

Claro, dirão que ricos podem pagar bons advogados e pobres ficam com o resto. De forma geral isso não é verdade. Ricos podem pagar os advogados famosos e os que possuem relacionamentos. Obvio, um advogado que já foi ministro do STF ou minstro da justiça tem uma experiência muito maior que um advogado de porta de cadeia.

Mas o fato é que a advogada ao afirmar o que afirmou quis dizer que sendo ela uma advogada que um pobre pode pagar, ele está ferrado de qualquer jeito e por isso deveria gozar do mesmo privilégio do outro que pagou advogado caro. Não cabe a ela ser mais competente, mas que o sistema aja de forma isonômica. Seria o caso de perguintar: pra que advogados então, não é mesmo?

O defensor dos Nardoni, perdeu a causa mas não saiu derrotado. Ele honrou a advocacia defendendo seu cliente e lutando para obter uma sentença justa. A defensora desse sujeito, perderá a causa, com toda a certeza e também sairá derrotada.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A crise européia

Como tudo na vida, as coisas são mais ou menos cíclicas. A economia moderna tal e qual está montada, vive de períodos de bonanças seguidos de períodos de crise. Tal qual o velho sonho do faraó, o mundo assistiu um período de crescimento que chegou a ser tachado de irrascional. Sem a divisão do mundo em dois como ocorria na guerra fria e com todos os paises buscando encontrar mais ou menos os mesmos objetivos, com a exceção quase óbvia de uma meia duzia de idiotas e o inimigo comum a todos, o mundo cresceu em riqueza assustadoramente.

Um crescimento tão espetácular (basta lembrar que a meros 30 anos, a Coréia do Sul não possuia marcas de eletroeletrônicos e de automóveis, que fossem competitivos mundialmente), possuem um efeito colateral em paises e pessoas: - As regras de segurança vão sendo afrouxadas. Essa libealidade com o digamos assim, bom senso, fez com que empréstimos vinculados a hipótecas fossem dados a pessoas que normalmente não oobteriam tais empréstimos porque não possuiam as condições básicas para paga-los. Com efeito, quando essas pessoas passaram a tingir de vermelho os resultados das empresas, bancos e seguradoras, o mundo veio abaixo nos EUA e o resto do mundo teve de rebolar feio para evitar uma crise esmagadora de proporções globais.

Agora na Europa, a crise embora possa até ter uma gênese similar a da crise de 2008, ela possui outra particularidade. A crise é fiscal dos paises dentro da zona do euro e a confiança de que esses paises irão honrar seus compromissos é pequena.

A origem da crise, que embora afete todos os paises da zona euro atinge de forma mais forte seus parceiros mais recentes e que apresentavam elevados índices de crescimento depois que ingressaram na zona do euro; demonstra que a frouxidão com a segurança e o bom senso é o mesmo pecado praticado nos EUA que levou a crise de 2008.

Irlanda, Portugal, Grécia, pra ficar nos três exemplos mais contundentes eram os primos pobres da Europa unificada no MCE e que viveram uma bolha de crescimento enorme com a implantação da moeda comum. Ocorre que os gastos excessivos desses estados, está cobrando uma conta que antes da crise de 2008 dificilmente seria cobrada. Com a crise americana, as agências de risco se viram engolfadas na incredulidade de vez após vez atestarem que tudo estava bem e normal e não perceberam ou nada fizeram quando a bolha imobiliária estourou em 2008. Agora da mesma forma que quem quasem morre afogado tem medo até de banheira; as agências de risco estão mais que atentas e baixaram as notas de paises europeus.

É certo que elevar ou baixar notas tem um forte conponente político e de interesses; mas de fato, a relação de dívida e pib que os paises europeus citados demonstram não permite que sejam considerados  locais de investimento sem risco ou com o mínimo dele. Durante a década de 80 e 90, o Brasil tinha sua nota praticamente fundeada com ancoras porque o tamanho da dívida era gigantescamente desproporcional, além de ínumeros outros problemas.

Além disso, embora esses paises europeus estejam atrelados uns aos outros na zona do euro, o mercado comum europeu não possui uim organismo unico que monitore e controle os gastos governamentais dos paises membros (lembrando que qualquer país que ingresse em um bloco ecônomico, dá em troca da musculatura que ganha  em termos de negociação, um pedaço de sua liberdade de decidir individualmente o que fazer); com isso ações preventivas se tornam quase impossiveis de serem implantadas.

Com a redução de notas e o evidente desequilibrio, quem tem papéis desses paises procura se desfazer deles tão logo quanto possivel para não serem micados. Quando isso ocorre, o país obviamente não possui os recursos em caixa e precisa emitir novos titulos que para serem aceitos pagam juros cada vez mais altos e prazo de resgate cada vez mais curtos e isso piora o desequilibrio entre dívida e geração de receita.

Quando você soma a isso tudo, problemas políticos internos e externos, o que se tem a frente e uma expectativa de caos.

O custo até o momento foi de mais de 110 bilhões de euros apenas para a Grécia e foi criado um fundo de mais 750 bilhões para qualquer pais europeu que precise de proteção em seus pagamentos até que suas contas se acertem.

Pois é...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sobre a greve de policiais...

Não vou me deter sobre direitos, deveres, salários dignos e todo o blá-blá-blá a cerca do assunto.

A Constituição Federal PROIBE que militares façam greve. As policias militares são forças auxiliares do exército (vem daí o termo militar, óbvio), e militares precisam obedecer voz de comando e hierárquia (por isso a policia tem como no exército, patentes).

Sem as duas coisas, se tornam bandos armados, milicias na verdade e a população civil e desarmada é quem paga o pato.

O resto é blá-blá-blá de sindicalista e militante ideológico.

Que os líderes sejam presos, processados e expulsos da corporação. É o mínimo!

E o resto da tropa que volte ao trabalho rápido e sem reclamar. Quem estiver muito descontente, mude de profissão.

É verdade, se a tropa reclama do salário ou do soldo, e tem todo o direito de fazer isso, que reclame nos canais competentes mas sem quebrar a lei que a todos é dado obedecer.

É incrivel...mas é verdade...

Tenho ouvido comentarios a respeito do ultimo post sobre o aborto que publiquei e sobre o tema em alta por conta dos ditos e não ditos de minitras sobre o assunto.

É óbvio que existem os favoráveis e os contrários à prática em questão. O búsilis é outro: - Alguns, até mesmo amigos meus que se ofenderam ao ponto de irem as lágrimas com o video da violência da enfermeira louca contra um pequeno cachorrinho se mostram favoráveis ao aborto.

A maioria acha que a prática é válida se o feto é doente ou se mãe não tem condições de criar.

Acho incrivel, que alguem capaz de exigir laços, prisão em masmorra e tortura com oléo fervente na imbecil que torturou o animalzinho que nada podia fazer pra se defender, entenda como aceitável que um ser humano em formação seja "cancelado" por uma mal formação congênita ou porque a mãe não possua condição de criar.

Não vou me deter em desconstruir a idéia, e chama-la assim já é um elogio e tanto; mas apenas emitir um espaço em branco...(                                                      ).

O espaço em branco é o suspiro que se origina do cansaço moral que nos surpreende todas as vezes que nos sentimos, digamos assim, sozinhos em meio ao mar de mediocridade que assola o planeta e o país em especial.

Aos amigos, minhas desculpas pelo chute no traseiro, porque entendo que até chutes no traseiro são válidos quando nos impulsionam para frente. Aos adversários, minhas desculpas por não ter chutado tão forte quanto vocês merecem ou secretamente desejam, se é que entendem...