quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

24 anos atrás...

Dia 19 de dezembro passado marcou 24 anos de casado...com a mesma mulher.

Nos dias modernos marcados pelo imediatismo das coisas e das mesmas serem feitas para viver o momento, é uma façanha viver com a mesma pessoa tantos anos e desejar tantos outros mais.

Talvez porque na verdade não seja a mesma mulher e eu não seja o mesmo homem. Sem dúvida ela não é a jovem de 23 anos vestida de noiva. Em 19/12 ela era mãe de uma jovem de 21 anos e de uma menina de 8 anos. Eu, ai ai, elevei meu PIB para mais de 110 quilos.

Esses 24 anos foram vividos juntos em meio a crises econômicas, problemas de saúde, morte de pessoas importantes e queridas, desemprego, empreendedorismo, risos, choro, dinheiro, falta de dinheiro, mais choro, mais riso e de fato acredito que a mulher de 19/12/2011 é muito melhor que a de 19/12/1987. Troquei aquela por outra melhor embora seja a mesma.

A experiência, mesmo a advinda dos problemas nos tornou melhores, porque a graça de toda a viagem não está em chegar no destino mas em curtir o caminho.

Por isso, meu muito obrigado a minha esposa pelos 24 anos. A jornada embora tenha um quê de odisséia, foi o que me tornou a pessoa que sou hoje e na verdade...to doido pra conhecer sua versão de 50 anos de casamento e quero desde já conquista-la.



O chororô da Argentina sobre as Falklands e a turminha na web

A Argentina conseguiu que o os paises do mercosul não permitam que barcos com a bandeira das falklands aportem. Segundo os hermanos, porque as ilhas são da Argentina e a bandeira não é reconhecida, isso e aquilo.

Ai a turminha militante na web sai a despejar bobagens em sites e foruns desancando a Inglaterra.

A verdadeira diarréia mental que vicejou na web criou pérolas como "lutar contra o imperialismo inglês, porque a América do Sul é livre de colônias e é isso que a Inglaterra quer"; que a "Argentina está certa em reclamar as ilhas"; que o "mercosul deve apoiar o pleito argentino" e centenas de outras idiotices.

É claro, os inteligentes devem estar a se perguntar: - Se as ilhas são inglesas, então a bandeira é inglesa, não é mesmo? - Sim, meu inteligente leitor. A bandeira é uma variante da bandeira inglesa mais um simbolo da ilha; até porque ninguem seria louco de proibir o aportamento de navios ingleses. Mas o que realmente importa é: Se você vive nas faixas litoraneas, quantos navios vindos dessa ilha você já viu? - Pois é.

Sobre as bobajadas ditas, vejam vocês:

1. Se as falklands, que distam mais de 500 kms do litoral argentino podem ser desejadas pela Argentina; os EUA poderiam pleitear a anexação de Cuba que fica pouco mais de 100 kms do litoral de Miami. E se a Argentina usa o fato de ter usado a ilha por cerca de menos de 50 anos no século retrasado, os EUA administraram Cuba no inicio do século passado. Lógico, o exemplo é absurdo, mas o usei apenas para demonstrar que a proximidade de uma ilha pode ser usada para exigir o que se quiser mesmo que não seja razoável ou verdadeira.

2. Colonias inglesas na america do sul? - Só rindo mesmo. O que essa turminha diz da Guiana Francesa que é departamento ultramarino da França e está encravada no cocoruto da américa do sul?

3. Esse pleito foi a grande arma da ditadura militar argentina. A turminha tão ciosa da luta contra as ditaduras defende essa idéia vinda da ditadura argentina, porque sabe-se lá; já que por questão de principios a turminha deveria ser contra justamente por isso. Mas como militância e inteligência não são coisas que andam juntas, dá pra entender.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Coisas a escrever - Prometo que será esta semana

É, eu sei. Reconheço que estou em falta com quem me lê. Muito trabalho, projetos em andamento.

Mas agora pego uns dias de férias e pretendo deixar o blog mais atualizado, porque afinal temos muitos assuntos a tratar como:

O caso da louca que matou um cachorrinho e a reação na web;
O livro sobre as privatizações e acusações de roubo;
As consequências da chamada primavera de praga que foram previstas neste blog;
A eterna briga da hermana Argentina pelas ilhas Falklands;
Meu aniversário de casamento de 24 anos;
Sobre energias renováveis e o que o Brasil deveria fazer;
A crise fiscal europeia;
Sobre a comissão da verdade. - Qual verdade?

Esta semana coloco em dia os temas acima

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O apavorado deputado Willys com os grupos religiosos

Apenas para deixar claro: Considero um enorme erro a religião e a política se misturarem.

Para deixar mais claro ainda: Considero que as leis digamos assim humanas devem reger as sociedades organizadas sem com isso ficarem acima das chamadas leis divinas, da mesma forma que considero um erro crasso que se imponha aquilo que normalmente é um entendimento da vontade divina como uma lei de obrigação geral a todos, gregos e bárbaros, judeus e gentios, crentes e incrédulos. Até porque isso vai de encontro ao principio básico de que Deus respeita como ninguem a capacidade do livre-árbitrio humano. Dito de outro modo: Sua Vontade deve ser aceita como tal livremente e por escolha própria não imposta.

Agora, não é possivel apesar dos principios norteadores acima; concordar com a moda atual na qual os incrédulos se colocam na posição de progressistas, a favor do belo,  do nobre e do justo, e a partir disso criarem toda uma campanha na qual pessoas religiosas são basicamente pessoas idíotas, facilmente manipuláveis com sociopatias variadas e com um indisfárçavel desejo de dominar a tudo e a todos em nome de uma suposta vontade divina.

Ou seja, os principios acima valem também para os grupo não crentes.

Ninguem com um mínimo de bom senso defenderia que coisas tais como o assassínio e a pedofilia fossem coisas liberadas e permitidas. Primeiro porque tais atos representam na outra ponta a destruiçao de uma ou várias vidas humanas; Segundo porque seria impensável, indo para o limite do absurdo, tornar o país um paraiso legal de assassinos e pedófilos. E que se note; basta um passeio pelos jornais para constatar quantos casos diários ocorrem de ambos os crimes. Conclui-se portanto que existem aqueles que não defendem abertamente mas ficariam felizes com a liberação do assassinato e da pedofilia, não é mesmo?

Pois bem, vivemos em um país cujo estado declara-se laico, não religioso. Isso não significa que seja um estado ateu, mas que não se baseia em uma religião oficial para sua atuação e competências. Um estado laico dá proteção a todas as denominações religiosas. E um estado laico preserverá os sentimentos e o norte que rege sua população, seja esse norte religioso no caso dos crentes seja sei lá, filosófico no caso dos descrentes.

É impossivel portanto, legislar leis humanasm, criar todo um arcabouço legal sem que o mesmo considere os sentimentos religiosos de uma maioria sem com isso impor algo a minoria.


Em outras palavras, e pegando o aborto a guisa de exemplo. A lei não permite o aborto na legislação brasileira porque a ampla maioria condena o aborto. Essa é uma das razoes pelas quais nenhum defensor da prática deseja fazer um plesbicito sobre o assunto. Sabem que a defesa do aborto perderia legitimidade.


Ocorre que se o estado brasileiro não fosse laico, o ponto de vista da igreja catolica seria o válido e com isso, não seriam comercializadas as pilulas anticoncepcionais, o diu, a propria camisinha. Como o estado é laico, ele respeita o sentimento da maioria quanto ao aborto mas torna disponivel meios contraceptivos, mesmos aqueles que podem ser considerados abortivos como pilulas do dia seguinte (algumas delas), e o próprio diu.  O uso de tais dispositivos para os que acreditam ser errado não é obrigatório e para aqueles que não desejam filhos mas não poderiam abortar, basta usar os meios contraceptivos.

No caso dos chamados direitos homossexuais, o jurídico deu entendimento conforme para que homossexuais registrassem suas uniões estáveis. Quem é religioso ficou chocado porque entende que a tal prática é um pecado aos olhos de Deus. Mas não consta que associações religiosas tenham defendido o uso de campos de concentração para gays. É uma questão de bom senso: se o sujeito é gay e assim deseja continuar, ele não deve fazer parte de associações religiosas que consideram isso um pecado. Se o sujeito é gay e quer fazer parte de associações religiosas que consideram isso um pecado e ele se convence que esse conceito é correto, ele deixa de praticar tal ato embora talvez sempre terá que lutar contra o que seu digamos assim corpo deseja; da mesma forma que alguem que teve ou tem a tendência de tornar-se escravo de drogas precisa lutar contra a vontade de toma-las todos os dias.

Até ai, tudo certo. Mas o que se vê nos tempos recentes é a tentativa legal de criar constrangemento e repulsa contra religiosos criando uma pec que na prática (antes de algumas alterações ocorridas), poderia levar um religioso a ser preso se um gay se sentisse ofendido se ele lesse em voz alta trechos das escrituras que condenam a pratica do homossexualismo.

Um dos lumiares dessa pec é um deputado ex-bbb. Ele escreveu um texto no qual disse ter ficado apavorado com uma pec que está sendo discutida que dá o direito a associações religiosas de impetrar ações de inconstitucionalidade. O deputado em questão a todo momento chama seu "adversário" de fundamentalista, o que implica em clara desqualificação do mesmo. Ele poderi limitar-se a dizer que o colega é religioso. Como muitos o são e é preciso caracteriza-lo como algo nocivo, deu-lhe a pecha de fundamentalista, um sujeito desarrazoado, fanático e assim por diante.

E o curioso disso tudo é que qualquer tentativa de tirar o peso das religiões ou da religiosidade do povo, que é representado por esses (embora esse deputado não tenha se elegido com votos mas com coeficiente eleitoral), é sempre vista como a luta do bom, do belo e do justo contra o atraso e o obscurantismo; e na mão inversa, qualque ação similar que vise proteger principios religiosos (e não estamos a discutir se estão certos ou errados), são artificios ditatoriais objetivando criar uma teocracia.

Eu até poderia terminar como de costume, dizendo "só rindo mesmo!". Mas como essa campanha tem sido vitoriosa, não é motivo de alegria, porém preocupação. Assim só nos resta orar...

Oremos!










segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A questão da invasão da reitoria da USP

Então tá. Já escrevi a respeito, verifiquem nos arquivos. Quando se fala em USP imediatamente vem a mente a idéia de filhos da elite paulista; gente com dinheiro. Não é bem assim; porque herdeiros de grandes fortunas estudam na FAAP ou na Mackenzie...tá certo; não passaram no vestibular mais concorrido do país e foram para universidades pagas de qualidade? Pode até ser. Mas de fato, a idéia que se tem é de que alunos da USP são oriundos da classe média alta, etc e tal.

O que ocorre é que pais da classe média alta pagam escolas e colégios extremamente caros que se forem aproveitados, tornam seus alunos mais aptos a vencer os dificeis vestibulares associados com as faculdades que compôem a USP. De fato existe ai uma certa perversidade social, porque os alunos de escolas públicas com dificuldades de passar nos vestibulares de universidades públicas, acabam dando com os costados em faculdades privadas que consumirão boa parte de seus salários e de seus pais. De outro lado, os alunos de escolas particulares de primeira linha, passam pelos vestibulares mais concorridos e dificeis e irão estudar em universidades públicas pelas quais não pagarão um centavo sequer de mensalidade. Nessas ocasiões, o papai feliz com o filhote lhe compra o primeiro veiculo, porque o gasto que ele teve com o pimpolho até agora resultou numa faculdade de renome e zero de mensalidade. Naturalmente, o papai também feliz com o filhote que estudou em colégio público talvez venda o carro para ajudar a financiar a faculdade privada do filho, lembrando que essa estória de canudo é importante para o filho ter carreira e por ai vai.

De sorte que os alunos da USP, são na maioria gente oriunda da classe média que não necessita trabalhar para viver e pode se preocupar com coisas como o futuro, o perigo da capitalismo, isso e mais aquilo, a política, isso e mais aquilo e pimba...para mudar tudo que está ai, dá-lhe manifestão e invasão de reitoria, e que é, caso os leitores tenham esquecido, um prédio público.

Olhando com um pouco mais de detalhe, veremos que as faculdades de medicina, engenharia, economia, matemática e por ai vai...estão trabalhando normalmente com alunos vejam voces, estudando e professores dando aula. Logo de onde vem a turminha preocupada que quer fazer valer sua voz? das faculdades ligadas as áreas de humanas, como letras e filosofia.

Ai a coisa fica mais interessante, porque esse é um enclave da turminha de esquerda na USP. Naquele rincão do país dentro da USP, eles acreditam ainda que o capitalismo é uma besta fera destinada a destruir o mundo mas que o socialismo haverá de salvar o mundo do cataclisma, mesmo que na realidade o socialismo e o comunismo tenham acabado por falta de público e de dinheiro na antiga URSS e somente sobreviva na China porque a mesma abraçou o comunismo dentro dela e o capitalismo fora dela.

Enfim, a turminha militante que está lá ocupando a reitoria é formada por gente formidável que estuda a sete anos sem ter se formado, são estudantes profissionais; gente que é incapaz de manter um emprego decente (a julgar que não consegue fazer em sete o que os demais mortais fazem em três); mas se acha no direito de determinar o que é melhor para a vida de toda a população.

E ia me esquecendo, um estudande da USP, desses que são gente séria, trabando de dia e estudando a noite foi assaltado e morto dentro do campus. A polícia fez então o que é sua obrigação e passou a fazer rondas mais frequentes no local. Em uma dessas, pegou três estudantes com maconha. Levou pra delegacia como manda a lei e o delegado liberou os tres idiotas. Ocorre que a turminha da humanas apoiada pelos sindicatos que por lá vivem como parasitas de um bicho enorme e lerdo que não consegue deles se livrar, resolveram que a policia prender pilantra que compra maconha de traficante, ajudante assim o tráfico a se armar e conquistar pra suas fileiras jovens e crianças; é um acinte e por isso fizeram essa palhaçada.

Ainda bem que os futuros engenheiros, médicos e outros não perdem tempo com essa como direi, gente. Mas das futuras crianças, alunos desses futuros professores de letras, filosofia, geografia e história, Meu Deus, tenho pena desses; até porque é bastante provável que irão dar com os costados nas escolas públicas aonde continuarão sendo aquele tipo de professor que é tudo na escola, de militante de esquerda a promoter de festa de ong menos professor.

A policia deve cumprir seu papel e recuperar o espaço público para seu público destinado e se para isso for preciso descer o cassetete na turminha, paciência. A roupa de griffe que ostentam não vai rasgar a toa.






terça-feira, 25 de outubro de 2011

As revoltas árabes

Quando começou essa estória de primavera árabe com passeatas organizadas pelo facebook, 9 em 10 louvaram e bateram palminhas. Na época escrevi um post que as pessoas que realmente estavam organizando essas revoltas não se regiam pelo facebook, mera ferramenta mas por outro book, no caso o alcorão. Assim o resultado prático seria a troca de uma ditadura digamos assim tribalista, ou militar ou va lá ocidentalizada, pra não dizer de direita; por uma de cunho religioso regida pela sharia.

O que temos hoje no Egito são grupos religiosos e politicos radicais com um exército digamos assim fraco em termos de apoio popular (lembrando que o mesmo sempre foi a base de apoio do então ditador egipcio), que impoem lei baseada numa visão muito particular do alcorão e com aberta perseguição violenta a grupos cristãos. Decerto as nações ocidentais que apoiaram ou ao menos lavaram as mãos com a deposição de Mubarak não podem alegar surpresa de que isso seria o resultado quase automático da substituição de um regime por outro.

Na Líbia, EUA, França e Inglaterra usando a OTAN tomaram o lado de rebeldes que não criaram manisfestações pelo facebook, mas pegaram em armas para substituir o regime de Kadafhi. Deixados a própria sorte, já que pegar em armas é sempre uma escolha, é provável que Kadafhi caisse de forma mais lenta. Talvez impactado pela forma de lidar com a guerra civil, fosse forçado a democratizar o governo de seu país, negociando sua saída. Entretanto, com o peso da OTAN ao lado dos rebeldes, o que tivemos de fato foi a deposição e a consequente execução do até então ditador.

O novo governo, longe de fazer uso das ferramentas democráticas que os paises membros da OTAN tanto defendem, já deixaram claro que a sharia (ela novamente), será a base das leis do novo governo. O que significa que para as mulheres e pessoas de outras religiões que não seja a mulçumana terão tempos dificeis pela frente.

A questão de fundo não é "apoiar a ditadura então existente" porque a opção será pior. A questão é permitir que os próprios cidadãos decidam o que desejam sem que com isso, pessoas sejam espancadas ou mortas porque professam religião que não seja a ditada por Maomé ou porque deixou aparecer o tornozelo na burca.

Os EUA com o apoio irmanado da Inglaterra ainda é a ultima superpotência no planeta, mas está fraco, porque a liderança se mostra fraca. Dessa forma, acaba preferindo surfar a onda do que é popular ao invés do que é correto.

E, é claro, não se pode esquecer, que os interesses econômicos, por causa do petróleo da Líbia sempre estão a frente dos interesses das nações, mesmo que para isso, se apoie regimes que fazem das mulheres meros objetos e a crença no filhode Deus leve alguem a morte.











sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um artigo de Emir Sader

Normalmente não dou atenção para as bobagens que o profissional em questão publica; mas essa eu acredito que deva ser analisada. Trata-se do post abaixo publicada por Emir Sader. Comento os trechos em vermelho:

12 de outubro marca o início dos maiores massacres da história da humanidade. A chegada dos colonizadores, invadindo e ocupando o nosso continente – ate aí chamado Aby ayala pelas populações indígenas -, representava a chegada do capitalismo, com o despojo das riquezas naturais dos nossos países, da destruição das populações indígenas e a introdução da pior das selvagerias: a escravidão. Chegaram com a espada e a cruz, para dominar e oprimir, para impor seu poder militar e tentar impor sua religião.
...Que o sujeito seja de esquerda é um direito dele. Que ache o socialismo o ápice da evolução organizacional humana vá lá; mas o que diabos tem a ver a dominação espanhola e portuguesa das américas com o capitalismo? O sujeito esquece que Espanha e Portugual para não se esquecer da França eram monarquias absolutistas, cujos reis se achavam detentores de direitos divinos para governar. Além disso, esses paises e seus reis eeram tutelados pela então maior igreja da cristandade, a catôlica e esta tinha por objetivo "salvar almas". Um pouco de estudo da história não faria mal ao autor, porque ela aprenderia que Espanha, França e Portugal eram antigas colonias romanas que se formaram como nações independentes embora sob tutela não mais do império romano mas do catolicismo romano que incorporou no papa, muitos das atribuições do imperador romano. Por esse como direi ponto de vista do autor, o império romano quando invadiu e dominou boa parte da asia, africa e europa, era apenas por motivação capitalista. Só rindo mesmo. 

Quanto ao despojo das riquezas nacionais de nossos paises, alguem precisa explicar ao autor que o Brasil só existe como nação soberana a partir de sua independencia e isso ocorreu me parece uns pouco mais de 300 anos depois de sua "descoberta". Até então as colonias sempre foram fonte de matérias primas para suas "donas". Talvez a exceção tenha sido a américa do norte que foi povoada por ingleses que fugiram da perseguição religiosa.  Quanto a escravidão, embora concorde que seja uma dos piores crimes, o fato é que a América do norte também alimentava esse comercio mas não foi a tomada das amercias que criou esse mercado; mas a tomada das américas com o tempo aproveitou esse mercado. O autor dá a enteder que deixadas intocadas as américas não haveria escravidão. Como se ve esse raciocinio é uma bobagem.
 
Centenas de milhões de negros foram arrancados dos países, das suas famílias, do seu continente, à força, para serem trazidos como raça inferior, para produzir riquezas para as populações ricas da Europa branca e colonizadora. Uma grande proporção morria na viagem, os que chegavam tinham vida curta – de 7 a 9 anos -, porque era mais barato trazer nova leva de escravos da Africa.










...Nada a acrescentar, embora um estudioso deva ser rigoroso com os fatos e não deixar de mencionar que quem alimenteva o mercado eram as proprias tribos africanas que capturavam outras aldeias ou em guerras.
 
Os massacres das populações indígenas e dos negros revelava como o capitalismo chegava ao novo continente jorrando sangue, demonstrando o que faria ao longo dos séculos de colonialismo e imperialismo. Fomos submetidos à chamada acumulação originária, aquele processo no qual as novas potências coloniais disputavam pelo mundo afora o acesso a matérias primas, mão de obra barata e mercados. A exploração colonial das Américas fez parte da disputa entre as potências coloniais no processo de revolução comercial, em que se definia quem estaria em melhores condições de liderar o processo de revolução industrial.



...De novo a mesma bobagem de capitalismo. revolução comercial a definir quem lideraria a revolução industrial...meu deus...Quem liderou a revolução industrial foi a Inglaterra. E que se note, quem leu os livros de Charles Dickens sabe que era a propria população inglesa, branca, que era a mão de obra. Portugal e Espanha nunca lideraram revolução industrial alguma.

Durante mais de 4 séculos fomos reduzidos a isso. Os ciclos econômicos da nossa história foram determinados não por decisões das populações locais, mas das necessidades e interesses do mercado mundial, controlado pelas potências colonizadoras. Pau brasil, açúcar, açúcar, borracha, no nosso caso. Ouro, prata, cobre, carne, couro, e outras tantas riquezas do novo continente, foram sendo reiteradamente dilapidados em favor do enriquecimento das potências colonizadoras europeias.

Assim foi produzida a dicotomia entre o Norte rico e o Sul pobre, entre o poder e a riqueza concentrada no Norte – a que eles chamavam de “civilização” – e a pobreza e a opressão – a que eles chamavam de “barbárie”.

O início desse processo marca a data de hoje, que eles chamavam de "descoberta da América", como se não existissem as populações nativas antes que eles as “descobrissem”. No momento do quinto centenário buscaram abrandar a expressão, chamando de momento de “encontro de duas civilizações”. Um encontro imposto por eles, baseado na força militar, que desembocou no despojo, na opressão e na discriminação.

Não nos esqueçamos disso, demos à data seu verdadeiro significado, que nos permita entender o presente à luz desse tenebroso passado de exploração e de massacre das populações indígenas e das populações negras.

Na cabeça desse sujeito, deveriámos estar todos hoje adorando o sol como os incas e maias e oferecendo sacrificios humanos.