Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de março de 2010

Fãs de “Avatar” dizem pensar em suicídio após assistir o filme

É curioso ver como arte e vida real às vezes não convivem harmoniosamente. No caso do filme “Avatar”, por exemplo, um fenômeno está deixando as pessoas preocupadas. Alguns fãs do filme afirmam terem ficado deprimidos e com pensamentos suicidas por não serem capazes de visitar o perfeito planeta Pandora, cenário do filme.

O filme, que mostra a vida em um mundo maravilhoso repleto de alienígenas azuis de três metros, fez os fãs inundarem a internet com sentimentos confusos. Em um site, dedicado ao filme, existem mais de mil postagens falando sobre o assunto.

avatar_2


Quando acordei pela manhã, depois de assistir Avatar pela primeira vez, achei o mundo mais cinzento. Ele parece tão sem sentido. Eu realmente não vejo nenhum motivo para fazer coisa alguma. Vivo em um mundo agonizante“, declarou um leitor.

Segundo o Daily Mail, em um outro site, um fã foi ainda mais além, admitindo: “Eu tenho pensado em suicídio. Pensando que se eu fizer isso vou renascer em um mundo semelhante ao Pandora“.

Talvez a explicação esteja na tecnologia empregada no filme. Este mundo de fantasia, com suas plantas estranhas e maravilhosas, como os animais são trazidos à vida utilizando efeitos especiais impressionantes.

Além de tudo isso, Avatar também carrega um debate racial. O escritor e diretor do filme, James Cameron, diz que o verdadeiro tema está no respeito pela diferença dos outros.

Somando-se à dinâmica racial, os personagens principais são interpretados por atores de cor.

David Brooks, um colunista do New York Times disse: “Avatar é uma excelente fantasia racial. Repousa sobre o estereótipo de que os brancos são racionalistas e tecnocráticos coloniais, enquanto as vítimas são espirituais e atléticas.

O professor e autor de cinema, Donald Bogle, disse que ele consegue entender por que as pessoas ficam perturbadas por “Avatar”, mas não chegou a chamar o filme de racista. “É um filme com certo tipo de distorção“, declarou ele.

Comentário:

O filme é uma versão tecnologicamente melhor do roteiro de "Pocahontas" e desconheço que alguem tenha se deprimido com esse mundo, o real desejando o idílico novo mundo com o qual se deparou John Smith.

Mas é interessante notar o impacto da tecnologia utilizada tornando tão real aquilo que nada verdade não passa de truque de computador.

Quanto ao maniqueismo dos personagens, basta olhar pro passado e a estória do cinema mostrará um sem número de exemplos similares. O que foi Dança com lobos senão a visão doíndio mais sábio e virtuoso que o odioso branco? Até os filmes de zumbis, mortos-vivos são na verdade uma mensagem contra o consumismo por exemplo.

Não se pode negar que é um bom filme e quantos aos exageros de fans, isso não significa que o filme é maldito, amaldiçoado ou possua um elemento ruim, satânico até, escondido em seu roteiro.

Se tem gente que até hoje, comprou o enredo de matrix como sendo realidade, aparte as máquinas serem dominantes; nada impede de uma meia duzia de ingênuos quererem fazer do planeta imaginário do filme "Avatar", seu xanadu, shangri-lá ou paraiso perdido.



segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sobre o filme "Busca Implacável"

"Não sei quem você é. Não sei o que você quer. Se for resgate, vou avisando, não tenho dinheiro. Só o que tenho são algumas habilidades especiais, adquiridas em uma longa carreira nas sombras. Habilidades que fazem de mim um pesadelo para gente como você. Se soltar minha filha agora, tudo estará resolvido. Não irei atrás de você; não irei procura-lo nem persegui-lo. Mas se não soltar minha filha agora, vou atrás de você; vou encontrar você e vou mata-lo.

A frase acima acima dá o tom do filme "busca Implacável" com o ator Liam Neeson. O ator, memorável no papel de Oscar Schindler, faz aqui o papel do herói típico de filme americano que resolve tudo sozinho e na base do porrete, que desce sem dó alguma, diga-se, nos bandidos.

De uma longa lista que vem desde os personagens de Clint Eastwood, passando por Bruce Willis e Steve Seagal, este seria apenas mais uma produção americana.

Ocorre que pela ficha de produção. o filme é francês;

Informações Técnicas
Título no Brasil: Busca Implacável
Título Original: Taken
País de Origem: França
Gênero: Ação / Suspense
Tempo de Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Site Oficial: http://www.europacorp.com/dossiers/ taken/
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes
Direção: Pierre Morel


Não posso deixar de fazer uma referência ao filme "Tropa de Elite".

1) Como no filme brasileiro, o filme francês coloca um problema social relacionado diretamente a classe média e alta, no caso francesa e internacional;
2) Como no filme brasileiro, o filme francês coloca a questão da corrupção de autoridades e o conluio com o crime organizado;
3) Como no filme brasileiro, o filme francês mostra homens com habilidades em lidar com a situação, resolvendo a coisa a revelia da lei ou não se importando muito com a quantidade de corpos que vão ficando pelo caminho; nem com possiveis inocentes atingidos de forma colateral pelo erro dos outros;
4) Como no filme brasileiro, o personagem passivo do filme (você que assistiu ou irá faze-lo), aplaude mesmo que não queira, cada vez que o herói quebra uma costela do bandido ou aplica um golpe no pescoço incapacitando os guarda-costas do bandidão-chefe. E nesse ponto, foi bem interessante que o roteirista francês tenha saido do clichê "terroristas muçulmanos", porque da forma como é contada a história você acaba achando que os bandidos apanharam pouco;
5) Como no filme brasileiro, que apresenta uma forma de contar a história mais próxima do estilo americano de cinema do que aquela coisa chata de "cinema de autor" brasileiro (e faço aqui um parentêses para notar que "Tropa de Elite" é um dos raros e recentes filmes que não apresenta um clichê de cinema brasileiro: mulheres nuas ou cenas de sexo), o filme francês também passa essa mesma impressão.


De resto o filme brasileiro era baseado em um livro, logo retratou situações reais e o filme francês partindo de uma situação existente, contou uma história de ficção.

O que considero curioso é que até o presente momento, emboraseja cedo ainda para isso, não se levantaram críticas quanto: a) uso da violência, b) desapego com as leis, c) colocar pessoas de classe mais baixa ou no caso imigrantes como bandidos...Enfim ninguem ainda tachou o filme como sendo fascista ou de direita como fizeram com o "Tropa de Elite".

Recomendo. É um ótimo filme de ação.