Mostrando postagens com marcador Obama McCain eleições americanas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Obama McCain eleições americanas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O novo presidente americano

É sempre a mesma coisa. Diante de uma crise financeira, o povo opta pela saída que considera a menos custosa. Entre manter o partido de Bush no poder que carrega a pecha de ilegalidade de sua eleição nas costas (a primeira, contra Al Gore, não a segunda que foi vencida em cima da questão da segurança), e resultou após oito anos em: uma guerra com duas frentes, Iraque e Afeganistão, tendo que rugir grosso contra o Irã e Russia e um crise financeira sem precedentes desde os anos da depressão na década de 30; o que faz o povo americano?

Escolhe o candidato do partido que não viu durante os oitos anos de mandato que o mercado do sub-prime iria explodir (embora o partido democrata tenha também responsabilidade nisso)? Escolhe o candidato do partido que clama em altoe bom som "never surrender"? Prefere claro, o candidato do partido que afirma que irá diminuir impostos da classe média taxando os mais ricos (quem não gosta de ver rico pagando impsotos, hein!?!?). Prefere o candidato do partido que afirma que não vai levar desaforo pra casa mas prefere conversar antes de apertar o dedo no gatilho.

O povo americano não escolheu um negro para a presidência; até porque poderia ter escolhido uma mulher, no caso Hilary Clinton. Barack Obama venceu duas eleições na verdade. A primeira foi a indicação do partido, que me pareceu mais violenta até que a campanha propriamente dita; e venceu porque o americano queria algo novo e Hilary seriaa volta dos Clinton, não é mesmo? A cor da pele não teve influência alguma nessa parte da eleição.

Quando a campanha ficou entre os dois indicados (que se esqueça os chamados independentes, que existem nas nem contam); a cor da pele foi o que menos contou, pelo menos para os brancos. Reinaldo Azevedo em seu blog fez um levantamento interessante e demonstrou que o grosso de votos que Barack Obama recebeu veio dos brancos.

Isso não significa que o conservadorismo deixou de existir. Por exemplo, Na California embora tenham votado expressivamente em Obama, os mesmos eleitores votaram contra o casamento gay. Então dizer que o racismo, o preconceito, o conservadorismo diminuiu é rídiculo.

Os americanos estão sentindo profundamente a perda dos dolares nas contas bancárias e das vidas humanas na guerra. Querem um pouco de sossego e a eloquência de Barack Obama atingiu esse anseio.

Não fosse a soma desses dois problemas, acredito que Obama não teria sido eleito, já que a questão da crise pegou o governo americano em cheio.

Curiosamente o governo Bush começou com a crise das empresas de teles com balanços falsos gerando milhões de prejuizos para os americanos e o ataque terrorista às Torres gêmeas. Agora o governo Bush termina engolfado por uma crise financeira mundial e envolvido em dois fronts de batalha sem um fim a vista. É obrigatória uma visão de mudanças.

Se boa parte dos eleitores de Obama seriam por natureza de seu adversário por questões ideológicas, ele não poderá governar pensando no seu apoio natural. Portanto chegamos aquilo que já postei anteriormente. Barack Obama governará visando os interesses americanos. Se a solução da crise passa por apertar taxas e tributos sobre produtos estrangeiros para aumentar a venda interna ele o fará sem pensar duas vezes.

Retirar o bloqueio comercial contra Cuba, pode até ser, desde que comprem produtos made in USA.

Quanto a guerra; provavelmente irá dar apoio logístico para o novo governo e vai diminuir o custo da guerra esvaziando as operações. Não parece que tá fugindo e corta os gastos do governo.

Quanto ao comercio, dará força aos acordos bilaterais.

Alguns analistas falam no perigo da China. China? A China não oferece o mesmo tipo de perigo que oferecia Cuba e a URSS que queriam exportar sua ideologia política. A China quer manter controle ferrenho sobre seus, como direi, cidadãos; isso é certo, mas dos outros paises ela quer são os dolares. Posso estar errado? Claro, alguem me ajude, por favor, qual a ajuda financeira que a China dá para o hermano comunista cubano? Para o doido fundamentalista que governa o Irã? Para aquele criminoso que controla a Coréia? A pergunta tem pertinência porque ele troca seu programa de armas e misseis em troca de ajuda americana em dinheiro e comida mas não faz acordo com a China? Curioso isso, não?

A ultima guerra justa travada por injustos foi a segunda guerra contra o horror nazista. De lá pra cá as guerras sã o o resultado da soma de hipocrisia com o comercio e ultimamente só o comércio.

Barack Obama tem dois gigantescos problemas pela frente. Se conseguir aliviar o problema financeiro, não resolve-lo já terá feito muito; e se tomar ações sensatas quanto ao segundo problema, o militar; então ele já terá assegurada a reeleição em 2012. Torcendo, é claro que aquele louco da Russia não resolva ser a reencarnação de Ivan o terrivel e coloque fogo no Europa.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Eleições americanas 2

Alguem sinceramente acha que um presidente americano, não importa qual ou quem seja, ou mesmo de qual partido seja, irá mudar algo que seja do interesse americano?

Vamos pensar um pouco:

Será que existe alguem tão ingênuo que acha que o Sr. Obama irá baixar todas as barreiras alfandegarias que são o portal do inferno para os produtos brasileiros? Ou vai mandar demolir o muro na fronteira com o México? Irá cortar relações com Israel e aceitar todas as exigências daqueles loucos que usam a religião islâmica como pretexto para ataques terroristas e mortes? Cortar a ajuda que os EUA dão a Colombia no combate as drogas e as farcs? Que irá tirar as forças americanas do Iraque e Afeganistão e que os EUA passarão a se dedicar apenas a esforços humanitários? Sendo negro, a Africa irá receber atenção e ajuda por parte dos americanos como nunca se viu naquele país? Sendo de uma minoria, o Sr. Obama entende perfeitamente o sentimento latinoamericano e sei lá, vai deixar de opinar o que considera relevante para a região?

O atual presidente, o Sr. Bush, vê terminar seu período com uma taxa de desaprovação muito alta. Acredito que isso seja muito mais por conta da crise econômica do que própriamente a questão militar no Iraque.

Kennedy aprovou a ridicula invasão de Cuba e nem por isso perdeu sua popularidade e nesse aspecto, sua força ficou demonstrada no caso da crise dos mísseis. Nixon não caiu por conta do desastre americano no Vietnan mas por conta de crimes políticos com espionagem do partido adversário (que coisa...aonde vimos mais recentemente coisas similares?). Outro exemplo? Clinton deixou rolar alguns dos piores momentos da história africana mas o crescimento econômico impediu sua popularidade de cair, mesmo com os problemas de ordem moral, como a história com a assessora. Clinton foi eleito, foi re-eleito e só não fez seu sucessor por conta da vitória mal-explicada de Bush sobre Al Gore na Flórida.

O americano gosta de herois e se forem herois de guerra tanto melhor. É por isso que enquanto Eisenhover, que atuou como comandante supremo dos exércitos aliados na segunda guerra, era popular e admirado, tanto que levou a presidência na década de 50, Churchill perdeu a eleição para primeiroi ministro logo após o fim da guerra. Qual dos dois teve mais importância na segunda guerra?

Nesse quesito específico, McCain leva vantagem porque passou boa parte da guerra do Vietnan como prisioneiro e as marcas que carrega no corpo provam que não se lutava contra anjos e querubins.

Existe é claro, uma questão de fundo, que é a animosidade natural que o americano cria nos outros por conta de sua forma de ver o mundo (existem os EUA e o resto).

Essa animosidade acaba sendo amplificada pelo quesito "dinheiro" e a atração que isso acaba causando em vários aspectos da vida (A economia americana não só é a que mais injeta dinheiro como também a que mais capta dinheiro no mundo e como dinheiro é igual a coringa no baralho; só vai pra quem já tem; resulta que a capacidade americana de gastar dinheiro e com isso trazer atenção é incompáravel. Compare-se uma final de campeonato brasileiro de futebol com a final de um jogo de basquete lá ou de futebol americano. Vejam lá, o dinheiro despejado por governos e empresas em pesquisa; a dimensão que se dá a esportes olímpicos desde a escola; a indústria do cinema, etc).

Acabamos naquela situação dsimilar a um grupo de homens quando se depara com um homem bonito cercado de mulheres que logo sugerem que o sujeito é "viado". Ou um grupo de mulheres diante de uma mulher incrivelmente bonita, que logo se junta e procura um defeito mesmo que mínimo para mostrar que ela é como "qualquer uma". É mais ou menos assim que a maioria dos paises se coloca frente aos EUA.

É a soma da capacidade besta do americano de se achar melhor do que realmente é com o defeito dos demais, principalmente os outros paises americanos, de se sentirem inferiorizados, se acharem menos do que realmente são.

O atual presidente americano conseguiu a proeza de elevar a enézima potência as duas sensações. McCain é diferente de Bush? Acredito que sim. Mas o que acaba importando é o senso comum da manada que acha que sendo ele do partido do atual presidente, então ele deve ser tão maléfico quanto Bush.

E na verdade, o que temos? Tanto o Sr. Obama quanto o Sr. McCain possuem idéias diferentes sobre muitas coisas mas, e sempre há um "mas"; eles pensam igual em uma cisa e essa é a mais importante para os americanos: Nenhum deles irá abrir mão de interesses americanos por conta de pressupostos "humanistas", nem para engrandecimento das demais nações, nem para mudar tudo isso que está aí.

Se eleito, o Sr. McCain continuará sendo identificado como sendo e tendo a visão do antigo, do errado, do fundamentalista; e sempre haverá quem aponte que a solução para tudo isso não foi eleito mas estará lá no futuro.

Por essa ótica até gostaria de ver o Sr. Obama na presidência. Gostaria de ler então o que os iluminados irão escrever quando não virem o Sr. Obama agir como eles acham que ele deveria e no fundo ser uma versão repaginada de Clinton ou uma versão mais suave de Bush, que é a rigor o que faz qualquer um que se sente na cadeira mais poderosa do mundo.

O que vale é a opinião do eleitor americano, não do povo americano bem entendido. Quanto ao resto do mundo, veja bem!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Eleiçoes Americanas

oTodo mundo fala das eleições americanas e parece até óbvio que seja assim porque afinal de contas, a americana é a maior economia do mundo e apesar do crescimento dos emergentes, etc e tal; acabasendo por ela que medimos a saúde do planeta.

Somemos a isso, o poderio bélico, a presença em praticamente todas as questões em aberto no mundo e o interesse em saber quem determinará as ações americanas torna-se um interesse de todos.

Quem eu acho que leva a coisa? Posso estar enganado mas os democratas devem repetir a façanha. O povo americano é muito conservador.

De qualquer modo, pouco importa a eles minha opinião, até porque pouco importa a eles se estou vivo ou morto, aliás como de resto todos os outros.