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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Apesar do PAC, governo Lula investiu igual ao gpoverno FHC

BRASÍLIA - Mesmo com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado em janeiro de 2007 e que recebeu mais R$ 142 bilhões só até 2010 em obras novas , os investimentos da União ficaram em 0,97% do PIB em 2008. Em 10 anos, o melhor resultado foi em 2001, durante o governo FH: 1,12%. Este patamar, porém, recuou em 2002 a 0,69% do PIB. Considerando os gastos do Orçamento da União e das estatais, os investimentos públicos totais passaram de 2,29% do PIB em 1998 para 2,80% em 2008, um acréscimo de apenas 0,5 ponto percentual, revela reportagem publicada nesta sexta-feira pelo Globo.

Carro-chefe do governo Lula, o PAC reúne investimentos financiados por várias fontes - Orçamento, estatais, bancos de fomento e setor privado -, mas os especialistas consideram que o melhor termômetro para medir a evolução dos investimentos de um país é o Orçamento da União, financiado com a arrecadação de impostos. É dele que saem recursos para a construção e conservação de rodovias.

No Brasil, os investimentos se mantiveram nos últimos 11 anos próximos de 1% do PIB, patamar muito aquém das demais despesas do governo com custeio da máquina e pessoal. Mesmo nos últimos anos, quando a economia registrou crescimento robusto, a situação se manteve inalterada. Entre 1998 e 2008, a receita total do governo, impulsionada pelo aumento da arrecadação, passou de 18,74% para 25% do PIB, um crescimento 6,26 pontos percentuais.

A oposição atacou a ampliação, em R$ 142 bilhões, do orçamento do PAC até 2010. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que os números "são virtuais" e constituem "um factóide, um engodo". O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, rebateu as críticas.


fonte: O Globo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Popularidade e Culto a Personalidade

Manchetes de hoje dão conta de que:

A) Aprovação de Lula atinge 84%.
B) 34,4% conhece alguem que demitido, logo desempregado, pelo menos formalmente; após o ínicio da crise financeira mundial.
C) 42,7% tem receio de perder o emprego por conta da situação.
E) 76,6% acreditam que Barack Obama na presidência tornará o mundo melhor.

Os números acima são de uma pesquisa com 2.000 pessoas em 136 munícipios nos 24 estados.

Não sei quais são os municipios, mas reza a teoria que isso espelha mais ou menos o que se passa no pais.

O que temos então?

Na minha visão de leigo, percebo que o grau de otimismo do brasileiro com o americano Barack Obama é maior do que o demonstrado com Lula. Explico: Lula entrou no seu penultimo ano de governo, sendo apenas esse o que se considera como um ano de crise já que a mesma estourou pra valer no final do ano passado. Já Barack Obama não tem sequer um mês de governo própriamente dito e chega bem perto da popularidade de Lula. 76,6% e 84% respectivamente. Ora se a margem de erro é de 3% para mais ou para menos, no limite temos um empate entre ambos.

O que temos portanto? De uma lado a visão de Lula como sendo um de "nós". O povão que chegou lá. Isso é algo alimentado vezes sem conta tanto pelo governo, quanto pelo partido. Vou mais longe. O próprio faz desse discurso seu mantra.

E nem adianta demonstrar que a realidade é bem outra. Antonio Ermírio de Moraes não é considerado como sendo do "povão" mas sua origem, de seu pai, é justamente no povão. Lula não é bilionário como Antonio Ermírio; mas sairá da presidência milionário. Seu salário é aplicado religiosamente no sistema financeiro, já que suas despesas são bancadas pelo erário. Seu filho, pelo menos um deles, deixou de ser funcionário do zôo de São Paulo para ser um empresário milionário. Dono de imóveis em São Bernardo do Campo, Lula terá uma vida extremamente confortável para quem boa parte dos anos, viveu em casas de amigos como sendo um favor.

Por isso a "elite"; a nova elite o considera um dos seus. Por isso o "povão" o considera um dos nossos.

A popularidade de Lula está claramente descolada de seu governo, em boa parte devido a esse verdadeiro culto a personalidade.

Mas o brasileiro cai nessa? Claro que cai. Porque Barack Obama tem a "aprovação" de 76,6% dos brasileiros com menos de um mês de governo. Por qual razão? Por que reflete o culto a personalidade criado em torno do americano desde o início da campanha.

E os fatos reais? Bem o atentado de 11 de setembro não foi resultado de ações contra o governo Bush. Ele foi criado e montado durante o governo americano de Clinton. O primeiro atentado às Torres Gêmeas foi durante o governo Clinton. E quem cuida da área internacional e econômica? membros e colaboradores da administração Clinton, incluso a ex-primeira-dama. Quem cuida da questão de segurança? gente do governo anterior, do malvado Bush.

Então o que temos? A atual administração tem idéias do governo Clinton e do governo Bush que a seu tempo foram alvos de ira, críticas, etc. Mas 76,6% acham que Barack Obama dará solução aos problemas. Quais problemas? Ora aqueles que se originaram ou que não foi dada solução pelas pessoas que agora estão no novo governo.

Se a lógica, apenas a torçida, não explica esse percentual de aprovação, caimos na questão do culto a personalidade, esse messianismo criado em torno do americano. E que no fundo, convenhamos, guardadas as devidas proporções, é o mesmo que foi criado e é alimentado em torno de Lula.

34,4% conhecem alguem demitido por conta da crise. É possivel concluir portanto, que 34,4% das pessoas estão desempregadas por conta da crise , numa regra de 1 por 1 (até porque alguem pode estar falando em causa própria).

Temos também que 42,7% tem receio de perder o emprego por conta da crise. Logo, 77,1% tem receio de sofrer ou já sofre perdas com a crise. E mesmo assim 84% aprovam Lula.

A aprovação de Lula está descolada da situação real da crise, assim como está descolada de seu governo, o que explica que a aprovação ao "governo" seja menor que a aprovação ao "presidente".

E assim vamos indo...

Quem for bamba em matemática, pesquisas, etc e quiser demonstrar que minha avaliação é furada, fique a vontade.